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2011-07-14

Quatro motivos para não ter um tablet

Tablets não são para todo mundo. Não são realmente portáteis e fazem o mesmo que smartphones e notebooks. Então por que comprá-los?
Al Sacco, CIO/EUA

Os tablets são o hit do momento. É difícil entrar em lojas de eletrônicos e não ser bombardeado com os modelos mais novos. Mas eles realmente são o que dizem ser? Ou Apple e seu popular iPad enganaram os consumidores e levaram seus concorrentes a uma corrida maluca para desenvolver os "rivais do iPad"?

Passei algum tempo com muitos dos mais famosos tablets do mercado, incluindo iPad, BlackBerry PlayBook, Samsung Galaxy Tab, Galaxy Tab 10.1 e o Xoom da Motorola. Com isso, cheguei a conclusão clara: a fama excede a realidade.

Não estou dizendo que os tablets não são bons para segmentos industriais ou usuários específicos. Eles são. Também não estou afirmando que eles definitivamente não vão evoluir para valiosos aparelhos de produtividade. Em alguns casos, acredito que sim.

Para um usuário "comum" de tablet que não tem necessidade de utilizar o aparelho em serviços de campo, acredito que o brilho do portátil esteja desaparecendo e, quando isso acontecer, você estará com um mais um pedaço de hardware velho e chato.

E estes são os motivos:

1) Os tablets não são portáteis
Meu problema número um com os tablets: eles não são tão portáteis como se diz. Em outras palavras, é preciso carregar uma bolsa estranha ou capa para o aparelho; não se pode simplesmente colocá-lo no bolso e esquecer que ele está lá, como um celular. Claro, poderia carregar meu tablet na mão, como um livro, mas isso é ainda mais estranho e torna ainda mais fácil que eu o esqueça em algum lugar. Ou pior, acidentalmente deixe-o cair e quebrar. Para mim, uma bolsa é necessária. E, nesse caso, no lugar do tablet posso muito bem levar um notebook,  que tem muito menos restrições de uso, desde que ele não seja muito maior que o tablet.

Menores, os tablets de sete polegadas são muito mais portáteis que o iPad, Motorola Xoom e Samsung Galaxy Tab 10.1. Por exemplo, posso carregar meu BlackBerry PlayBook no bolso de trás (sim, meu jeans tem bolsos grandes), ou no bolso do terno, e isso o torna um dos meus aparelhos favoritos.

Já usei vários tablets por um bom tempo e no começo eu levava um quando ia ao bar ou a um restaurante para poder passar mais tempo com eles, mostrá-los aos colegas ou ler em um display maior. Mas agora que o clima de novidade passou, raramente levo meus aparelhos quando saio, porque a praticidade que tenho com meu smatphone supera vantagens como melhor navegadores e telas maiores. De fato, carrego pelo menos dois celulares e não preciso tirá-los do bolso, a menos que eu queria.

2) Os tablets são apenas mais um hadware para carregar
Penso que meu tablet é apenas mais um hardware que eu preciso levar comigo. Ele não substituiu nenhum gadget na minha vida – ainda uso meu notebook e meu desktop da mesma maneira que quando não usava os tablets. E o mesmo se aplica aos meus vários smartphones.

Isso não quer dizer que os tablets não façam algumas coisas melhor do que os notebooks. Por exemplo, o Galaxy Tab 10.1 é ótimo para acessar a internet deitado no sofá, ouvindo música. Ele é muito mais flexível que um computador portátil porque você pode segurá-lo praticamente de qualquer maneira enquanto vai de um site a outro. E a resolução da tela torna a navegação uma experiência muito mais agradável do que usar o pequeno display de um smartphone.

Mas se tivesse que escolher um aparelho antes de sair de casa, ainda iria preferir meu smartphone, devido à portabilidade que oferece, além de ser um telefone que faz praticamente o mesmo que um tablet em uma tela menor.

Se eu fosse obrigado a selecionar um dispositivo para trabalhar em algum lugar por bastante tempo, escolheria meu notebook, com teclado e telas maiores, mas fácil de usar e com uma seleção de aplicativos muito mais abrangente.

Isso deixa meu tablet desamparado...exceto pela navegação enquanto estou deitado no sofá. Mas depois de testar vários aparelhos diferentes, fica claro que eu não preciso de outro hardware para tornar a navegação mais confortável. Um notebook já é ótimo para mim. Novamente, sei que os tablets podem ter utilidade para ambientes de trabalho específicos, mas não é o mesmo para usuários comuns ao longo do tempo.

3) Limitações no navegador

Apesar de muitos fabricantes afirmarem o contrário, as ofertas atuais de tablets ainda não oferecem uma navegação web parecida com aquela do computador, o que pode fazer com que algumas pessoas continuem a utilizar seus notebooks. Caso precise procurar algum site, o usuário pode preferir um smartphone, já que é muito mais portátil e oferece praticamente a mesma navegação.

Todos sabem que o iPad não suporta o Flash, e a falta desse recurso torna esse dispositivo uma alternativa menos apropriada em relação ao laptop, especialmente ao considerar o fato de que, comparado a outros tablets como  Motorola Xoom, Samsung Galaxy Tab e BlackBerry PlayBook, todos oferecem suporte ao padrão.

Entretanto, mesmo esses aparelhos ainda possuem limitações, já que muitos sites populares identificam os navegadores como browsers móveis ou não têm suporte para sistemas operacionais móveis específicos.

4. (Alguns) tablets não foram feitos para durar

Esses dispositivos podem quebrar durante o uso no dia a dia. O iPad da Apple, por exemplo, é praticamente uma obra de arte: brilhante, elegante, isso sem falar do software, que é muito mais bonito.

Porém é muito frágil: o display irá se despedaçar na primeira queda que sofrer, principalmente se o aparelho bater diretamente com a lateral no chão. O mesmo pode ser dito de outros outros tablets populares. Mesmo o PlayBook, um dos aparelhos mais duráveis do mercado, possui uma tela que vai quebrar, dependendo da gravidade ou quantidade de quedas.

A razão é que praticamente todos os tablets são compostos de uma fina camada de vidro ou de uma substância parecida – e todos sabem que vidro quebra com facilidade. Claro, smartphones e notebooks também podem quebrar, todavia a maioria dos laptops comuns é fabricado para aguentar alguns graus de abuso – além do fato de que ele permanece fechado quando não está sendo utilizado, para proteger a tela – assim como a maioria dos smartphones, com exceção de alguns celulares que foram fabricados para serem bonitos em primeiro lugar, enquanto a integridade é uma questão secundária – novamente, a Apple é uma vilã.

Todo tablet possui uma qualidade e forma de fabricação diferentes, e uma grande variedade de cases fortificados existe para ajudar os usuários a protegê-los, independentemente do modelo. Entretanto, o fato de que um dispositivo moderno como esse ser extremamente suscetível a danos não os torna de fato ferramentas úteis para um dia de trabalho.

Conclusão: por que tablets não são para todo mundo
Apesar da diversão inquestionável e sua validade em algumas situações e ambientes específicos, tablets ainda são um item de luxo para a maioria das pessoas; ninguém, na verdade, precisa deles, porque na verdade não oferecem nada além do que a combinação de um smartphone com um notebook dê conta.

No futuro, talvez os tablets encontrem definitivamente seu espaço em alguns setores como o de saúde, trabalhos de campo e para gerenciamentos em geral, entre outros. Todavia, não consigo enxergar um trabalhador de campo comum tocando em um iPad ou PlayBook por aí, mesmo que gostem da experiência. Tablets são incômodos demais para pessoas que não carregam uma bolsa ou case, e não são tão baratos quanto smartphones, que oferecem praticamente a mesma funcionalidade.

Computadores tablet, em especial o iPad, estão se tornando modinha: aparecem na TV, nas revistas, nos seus filmes favoritos, etc e, neste momento, é fácil esquecer que não são novidade, mas é certo afirmar que se tornaram populares novamente. A Apple parece ter convencido as massas com sucesso de que o iPad é um item de primeira necessidade – no entanto continuo cético.

Com o amadurecimento do mercado de tablets, algumas das preocupações levantadas nesse texto serão corrigidas em algum ponto. Todavia, duvido honestamente que o tablets substituam laptops ou smartphones em um futuro próximo – e, por mim, isso é ótimo.

2011-05-31

Tablets são usados em 21% das grandes empresas brasileiras

Em menos de um ano após a chegada dos primeiros tablets às prateleiras do Brasil, 21% das grandes empresas do País já adotaram o dispositivo para trabalho. O número consta de um estudo realizado pela Frost & Sullivan, que ouviu CIOs de 70 companhias brasileiras de grande porte. As principais razões apontadas para a utilização dos tablets são: recebimento e envio de e-mails, gerenciamento de força de vendas e campanhas de marketing.
A marca e as especificações técnicas foram apontadas por 73,3% dos CIOs entrevistados como o principal fator considerado por eles no momento de escolher qual tablet comprar. Preço, design e duração da bateria também foram citados como quesitos importantes que influenciam a decisão de compra.
Dentre aqueles que usam o produto, 77% se considera "muito satisfeito" com a experiência até o momento.
Entre as empresas que ainda não adotaram o dispositivo móvel, as razões para isso são o alto preço, a falta de orçamento para inovação e a falta de cases de sucesso no mercado.

2011-05-24

Mercadante diz que 12 empresas querem produzir tablets no Brasil

O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, revelou que 12 empresas já manifestaram interesse em produzir tablets no Brasil. Além da taiwanesa chinesa Foxconn, que pretende investir R$ 12 bilhões no projeto para fabricar o iPad, da Apple, também estão interessadas na iniciativa as empresas Positivo, Envision, Motorola, Samsung, LG, Itautec, Samnia, Compalead, Semp Toshiba, AIOX e MXT. A Samsung já fabrica localmente o seu Galaxy Tab, mas planeja trazer os novos modelos para serem produzidos no país.
Com a Medida Provisória 534, que inclui os tablets na chamada “Lei do Bem” e garante a desoneração dos 9,25% do PIS e Cofins aos aparelhos. Com a medida, o preço dos tablets poderá ficar mais baixo na comparação com o similar importado.
“Em comparação com o importado, a redução do PIS-Cofins e do IPI leva a uma redução de no mínimo 40% para o preço da loja. Mais reduções podem ser obtidas com a isenção/redução de ICMS, que é dado pelos estados e que, a média, é algo em torno de 12%”, disse Mercadante.
Após a edição da medida provisória, o próximo passo será a definição das regras para a produção, por meio do enquadramento dos tablets no Processo Produtivo Básico (PPB). O PPB vai definir os percentuais de componentes com produção local para que as empresas possam se beneficiar de incentivos fiscais. A ideia é que seja proposta uma redução gradativa de importação e sua substituição por componentes nacionais.
Mercadante comentou que a portaria do PPB para os tablets já passou pela consulta pública e agora esta recebendo os ajustes finais dentro do MCT e do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio para publicação nas próximas semanas. “Isso gera empregos no Brasil, aumenta o faturamento das empresas que fabricam componentes, fortalecendo toda a cadeia produtiva no país para fabricar tablets”, enfatizou o ministro.
Assim, com tais incentivos, ponderou Mercadante, o Brasil se torna um país com grande potencial para receber a fabricação destes aparelhos. De acordo com ele, com esses incentivos da legislação para a produção de tablets no Brasil, fica claro que é muito mais vantajoso para os fabricantes virem para o país e fazerem os tablets aqui. “Isso atrai indústrias que procuram países que tenham grandes mercados e que oferecem incentivos”.
Segundo o secretário de Política de Informática, Virgílio Almeida, uma portaria interministerial do MCT e do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (Mdic) será publicada, nos próximos dias, com a definição dos detalhes para se obter a isenção. “O intuito é mostrar como deve ser feita a produção local do tablet, se tiver produzindo de acordo com ela, pode se beneficiar das isenções do Imposto Sobre Produtos Industrizalizados (IPI)”, ressalta. O IPI pode ser reduzido de 15% para até 3%.

2011-04-19

Tablets aumentarão os gastos com TI em até 5,6%

Fonte : IT Web

Salto é de US$ 3,4 trilhões US$ para 3,6 trilhões

Os gastos em TI devem aumentar até 5,6% com a chegada dos tablets. De acordo com o Gartner, empresa especializada em pesquisa e aconselhamento sobre tecnologia, a estimativa dos gastos mundiais com TI para 2011 é de US$ 3,6 trilhões. A empresa aumentou levemente suas estimativas em relação à sua previsão anterior, um crescimento de 5,1%.

As estimativas de gastos com os tablets, como o iPad, cresceram de 7,5% (2010) para 9,5% (2011). Globalmente, a estimativa dos gastos totais com este tipo de equipamento é de US$ 29,4 bilhões, em 2011, acima dos US$ 9,6 bilhões registrados no ano passado. Até 2015, os gastos deverão aumentar 52%, ano a ano.

“A inclusão dos Media Tablets é reforçada pelas expectativas de queda do valor do dólar”, disse Richard Gordon, vice-presidente de pesquisas da companhia, em nota oficial enviada à imprensa. “Se excluirmos os dispositivos, a estimativa seria um pouco menor. Porém, com a inclusão dos mesmos, não haverá mudança no crescimento estimado do nível geral de TI”, acrescenta.

Paralelamente, os analistas do Gartner afirmam que o panorama é estável, apesar da agitação política no Oriente Médio. Porém, ao mesmo tempo, o impacto dos desastres naturais no Japão nos mercados de TI precisa ser analisado e entendido.

Estimativa dos gastos mundiais com TI (Bilhões de dólares americanos)

 

Gastos em 2010 Crescimento em 2010 (%) Gastos em 2011 Crescimento em 2011 (%)
Hardware 374 12,3 409 9,5
Software Empresarial 237 6,7 255 7,6
Serviços de TI 785 2,9 824 5,0
Telecom 2.011 5,5 2.110 4,9
Total 3.406 5,7 3.598 5,6

Fonte: Gartner (março de 2011)

2011-01-10

Tabletsunami - Onda dos tablets deve acirrar disputa entre fabricantes em 2011

Fonte : TI Inside

A longa dianteira alcançada pela Apple com o iPad no segmento de tablets deve começar a ser encurtada com a chegada de novos modelos de seus concorrentes. Até o momento reinando absoluto no mercado, já que o Galaxy Tab, da coreana Samsung, só foi lançado em meados de novembro, o iPad deve enfrentar uma disputa acirrada em 2011, com o desembarque de novos modelos de tablets de pelo menos quatro fabricantes – Dell, HP, LG e a canadense Research In Motion (RIM), dona do smartphone BlackBerry.
O instituto de pesquisa Gartner projeta que já neste ano serão vendidos 19,5 milhões de tablet PCs em todo o mundo. A IDC, menos otimista, estima a comercialização de 7,6 milhões de equipamentos, conforme sua última pesquisa sobre tablets. Mas seja qual for o número, num ponto as empresas concordam: a Apple responderá pela maior parte dos produtos vendidos.
Os analistas do setor avaliam que a ascensão dos tablets trará uma mudança importante não apenas no equilíbrio de forças no mercado, mas também no cenário da computação pessoal. Isso porque, preveem eles, esses equipamentos devem rapidamente tomar espaço dos netbooks, computadores ultracompactos, de baixo custo, surgidos no mercado no ano passado. Para os analistas, a falta de inovação na indústria de netbooks é um dos fatores que levará à migração para o novo modelo de equipamento. Eles avaliam que o tablet PC será o próximo "segundo computador" dos consumidores e o principal dispositivo móvel de usuários corporativos.
Um sinal disso, ainda de acordo com o Gartner, é que as remessas globais de tablet PCs devem crescer 181% em 2011 em relação a este ano, totalizando 54,7 milhões de unidades. Em 2012 e 2013, o instituto de pesquisas prevê que serão vendidos 103,4 milhões e 154,1 milhões de tablets, respectivamente.
Vida longa aos netbooks
Apesar dessa expansão, a IDC avalia que os tablets, mesmo tendo abocanhado um espaço expressivo dos netbooks no mercado, não devem representar um golpe de misericórdia nesses equipamentos. Ao contrário, a consultoria projeta que neste ano serão vendidos 37,8 milhões de mininotebooks, como também são chamados, o que representa um crescimento de 10,3% na comparação com 2009. Em 2014, a IDC calcula que 42,4 milhões de netbooks serão comercializados em todo o mundo, um aumento anual composto de 4,3%. De todo modo, o resultado ficará abaixo do esperado, o que não deixa de ser um sintoma da ascensão dos tablets.
Na opinião de Luciano Crippa, da IDC Brasil, esses dados mostram que os tablets ainda são permeados por incertezas, portanto apostar que serão os responsáveis pelo fim dos netbooks é exagero. "O que vai determinar a canibalização é o tipo de uso que será dado ao dispositivo", diz do analista, ao observar que 2011 vai ser o ano da introdução dos tablets no mercado e somente a partir de 2012 é que as primeiras análises concretas poderão ser feitas.
Mesmo assim, o impacto dos tablets no mercado de PCs será grande e deve contribuir ao menos para que o consumidor protele a decisão de compra do segundo notebook. Já no mercado corporativo a situação será totalmente diferente, onde os tablets serão a primeira opção das empresas que forem investir em mobilidade, principalmente depois que o preço dos equipamentos tiver baixado. Isso, segundo a IDC, ainda deve demorar alguns anos.
O Gartner avalia que as vendas do segmento no ano que vem ainda estarão concentradas nos consumidores de maior poder aquisitivo, que podem pagar por produtos mais sofisticados – o iPad custa, em média, US$ 650 e o Galaxy Tab, da Samsung, R$ 2,7 mil. Portanto, o mercado dos netbooks, segundo a consultoria, ainda resistirá por dois ou três anos.
Domínio de mercado
A diretora de marketing para notebooks da Dell, Sandra Chen, avalia que os netbooks não resistirão à nova onda dos tablets. Ela calcula que os preços dos netbooks cairão acentuadamente até o fim do ano que vem, por isso ainda serão muito agressivos em relação aos tablets. Mas, a partir de 2012, ela acredita que os preços dos equipamentos eletrônicos de forma geral terão forte queda e os tablets passarão a ser usados como dispositivo portátil complementar ao notebook, bastante útil para acessar a internet, checar e-mails etc. – função que até agora tem sido desempenhada pelos netbooks –, mas com mais algumas funções, como telas que permitem assistir vídeos em alta definição e maior capacidade de processamento, que tornarão o novo produto mais atraente.
Sandra acha que esse cenário não deve levar mais que três anos para se tornar realidade. A partir daí, os tablets passarão por um movimento de estabilização, tanto de preços quanto de recursos tecnológicos, enquanto os netbooks experimentarão o fenômeno que ela chama de erosão: a concorrência dos novos dispositivos móveis vai ser tão grande que o preço dos mininotebooks terá de baixar de tal maneira que tornará insustentável para os fabricantes, que tendem a abandoná-los.
O raciocínio do diretor de marketing para telecomunicações da Samsung, Hamilton Yoshida, segue na mesma direção. Para ele, dentro de três anos os tablets devem dominar o mercado de dispositivos móveis, mas acredita que o fenômeno se dará por uma questão tecnológica. Segundo o executivo, estudos técnicos que comparam a evolução dos tablets com a de outros dispositivos portáteis revelam que todos os aparelhos tiveram um curto período de crescimento e depois se estabilizam. Ele ressalta que os tablets ainda não têm uma direção definida, nem do ponto de visa tecnológico nem do ponto de vista de uso. Para Yoshida, ainda há "muita excitação com o novo produto" para que se façam previsões abalizadas.
Mika Kitagawa, analista do Gartner, é um pouco mais cética em relação à nova febre tecnológica trazida pelo iPad. Ela defende a tese de que os tablets ainda são "aparelhos-experiência" e por isso não há como saber se serão absorvidos pelo mercado ou se o que existe é um entusiasmo de massa causado pelas ações de marketing da Apple. No mercado corporativo, Mika vê ainda mais incertezas m relação aos tablets. Ela diz não ter como avaliar se as empresas vão adotar um modelo de compra desses aparelhos como prática institucional ou se vão desenvolver aplicativos corporativos para que sejam instalados nos dispositivos móveis dos próprios funcionários.
Mas num aspecto ela concorda com os fabricantes: "Os netbooks serão realmente substituídos pelos tablets". Mika avalia que ainda vai demorar até que os novos dispositivos se estabeleçam no mercado como uma categoria de equipamento e acredita que, num primeiro momento, eles serão encarados como PCs secundários, assim como aconteceu com os netbooks. "O fator determinante para essa transformação será a evolução dos preços", sentencia ela.