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2011-11-29

Você já sabe como integrar o iPad à estrutura de TI?

Fonte : Pedro Bicudo, da TGT Consult

O CIO precisa estar preparado para os aficcionados em tecnologia que, certamente, irão aparecer na empresa com um desses “brinquedinhos”

A chegada do iPad ao mercado coloca à prova uma pergunta de cunho prático: como integrar essa novidade à estrutura de TI da empresa? Que esse produto se tornou um sonho de consumo para muitos, isso não há a menor dúvida. Porém, ainda há sérias questões sobre a aplicação prática no negócio.
Numa avaliação fria sobre a relação a ser estabelecida, o iPad está mais para uma TV do que para um microcomputador. Tudo isso porque há uma grave limitação de memória, ausência de entradas USB, não é multitarefa, não roda Flash e precisa de um PC para ligar e configurar o iPad da primeira vez.
Mas é preciso estar preparado para os aficcionados em tecnologia que, certamente, irão aparecer na empresa com um desses “brinquedinhos”. Afinal, já aconteceu com o iPhone, certo? Dessa forma, deve-se avaliar a política de uso desse equipamento nas corporações. 
Aliás, a procura pelo iPad é tamanha que a Apple optou por adiar o lançamento mundial do produto para abastecer o mercado interno dos Estados Unidos. Foram vendidos 500 mil unidades em uma semana! Como das outras vezes, a estratégia da Apple é muito focada no mercado norte-americano e demora uma eternidade para atender o Brasil, portanto, não espere que eles possam te ajudar com o iPad na sua empresa.
Mas, chega de dizer não...
A resposta tradicional do CIO diante da incerteza tem sido dizer não. Proibimos o uso dos telefones celulares particulares para uso corporativo; mas muitos usam. Proibimos o uso do Blackberry e do iPhone; e hoje a maioria das empresas dá suporte precário ao email nesses produtos. Proibimos o acesso às redes sociais, mesmo assim os usuários encontram um jeitinho de acessar. Será que adianta proibir? Será que seremos ignorados? Já é tempo de mudar.
Por que isso ocorre?
1)    A Cauda Longa. Se ainda não entendeu a teoria lançada por Chris Anderson, uma rápida pesquisa no Google vai ajudar. Pense na calça jeans dos anos 70: um modelo para milhões de consumidores; enquanto que hoje existem milhões de modelos para milhões de consumidores. Saímos do mercado de massa de um-para-muitos para um mercado de muitos-para-muitos. Isso começa a ter reflexos na TI: não dá mais para atender a empresa com um sistema para muitos usuários (como o ERP). Você agora precisa ser capaz de fazer uma TI que entregue vários sistemas para os usuários (várias soluções especialistas). O iPad é uma solução de aplicação limitada e específica, não é para todos, mas muitos vão usar.

2)    SaaS. Além de prover vários sistemas aos clientes, eles também vão contratar serviços diretamente na web, sem consentimento do CIO (o usuário vai te avisar, mas não vai pedir sua permissão). Já está acontecendo. Soluções baseadas em SaaS (software como serviço) vão aparecer para serem usadas no iPad, mesmo que o CIO não queira.

3)    Cloud Computing. Você não terá mais um data center. Ele será um serviço na nuvem. Você ainda tem medo disso? Ainda acha que vai ser mais caro? Ainda acha que o risco é alto? Mas já está acontecendo. É só uma questão de tempo para que você use também (ou pensando bem, você usa o YouTube, não usa? Isso é cloud computing também).

4)    Computação será Pessoal. Vários pesquisadores têm publicado suas estimativas de que os usuários vão ser os proprietários dos equipamentos de TI. O celular foi só o começo. Em breve, ao contratar o funcionário você vai avisar: não se esqueça de trazer seu PC no primeiro dia de trabalho. Não acredita? Pois já está acontecendo. O iPad será mais um desses equipamentos comprados pelo usuário com o salário dele, mas que você vai dar suporte. Há vantagens nisso, acredite. Há desafios também. Claro!
Para quem está em TI há mais de dez anos isso tudo parece uma loucura. É mesmo. Mas está acontecendo e precisamos nos adaptar a isso. Como? Você precisa implementar SOA e precisa melhorar suas habilidades para contratar serviços, gerenciar projetos e, principalmente: precisa parar de dizer não! Afinal, a negação da realidade não evita que essas coisas aconteçam.


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2011-10-26

Mercado de TI no Brasil crescerá 13% em 2011, segundo IDC

O mercado mundial de TI deve encerrar o ano de 2011 com mais de US$ 1 trilhão, o que representa um crescimento de 7,5% em relação a 2010. O Brasil, que vem aumentando sua representatividade na América Latina, e já ocupa um espaço de destaque no cenário global, como 8° maior mercado de tecnologia da informação do mundo, com mais de US$ 37 bilhões, deve crescer cerca de 13% este ano, movimentando US$ 42 bilhões. As projeções são de estudo da consultoria IDC, divulgado hoje.

Os países emergentes, especialmente os integrantes do bloco BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), continuarão em destaque. Além do crescimento do Brasil, a previsão é que a China registre aumento de aproximadamente 21% no segmento de TI em 2011, seguida pela Rússia, que deve crescer 20% no período. Já a Índia apresentará um desenvolvimento de aproximadamente 11 no setor.

Nesse contexto, a estimativa da IDC é de que somente o mercado de Infraestrutura mundial tenha um incremento de 2,7% em 2011, em comparação ao ano anterior. Para essa análise, foram considerados os mercados de serviços de implementação, suporte e gerenciamento de operações, softwares de Infraestrutura, servidores, storage e equipamentos de rede.

O Brasil detém 1,9% do cenário mundial de Infraestrutura e deve crescer 7% neste ano, alcançando US$ 13.5 bilhões. “O país ainda tem muito a investir, não apenas em portos, aeroportos e Infraestrutura em geral. Mas, estamos passando por um momento de forte crescimento, o que traz boas perspectivas”, diz Alexandre Vargas, analista de mercado da IDC Brasil. A principal mudança no cenário de Infraestrutura está relacionada à mobilidade. Em 2015, segundo a IDC, o Brasil já venderá mais smartphones do que telefones convencionais.

A mobilidade é também um dos fatores que impulsionam o mercado de cloud computing. De acordo com os dados apresentados pela IDC, 74% das empresas já disponibilizam aos funcionários o acesso remoto a uma ou mais aplicações corporativas por meio da internet.

Fonte: IDG NOW

2011-09-28

Países europeus estão entre os mais competitivos em tecnologia da informação

Bruxelas, 27 set (EFE).- Seis países da União Europeia (UE) estão entre os dez mais competitivos do mundo no setor de tecnolologias da informação e comunicação (TIC), afirma estudo publicado nesta terça-feira pela Business Software Alliance (BSA), a principal associação do setor em nível mundial.
Os Estados Unidos continuam no primeiro posto em nível global, seguidos por Finlândia, Cingapura, Suécia, Reino Unido, Dinamarca, Irlanda, Austrália, Holanda e Israel.
Esta é a quarta edição do índice de competitividade na indústria das tecnologias da informação, que existe desde 2007. Foram catalogados 66 países de todo o mundo em uma série de indicadores que abrangem áreas críticas para a inovação: o clima empresarial, a infraestrutura, o capital humano, a pesquisa e o desenvolvimento (P&D), o meio legal e o apoio público à indústria.
De acordo com o relatório deste ano, os países que tradicionalmente são mais fortes no âmbito das TIC mantêm suas posições de liderança devido aos "sólidos alicerces" conquistados após anos de investimento em inovação.
Por outro lado, o estudo afirma que cada vez há mais países, especialmente economias em desenvolvimento, que apostam pela inovação e se esforçam em cumprir os padrões dos países líderes.
"Está claro que o investimento nas bases da tecnologia da inovação paga enormes dividendos a longo prazo", destacou em comunicado o presidente da BSA, Robert Holleyman. Além disso, Holleyman acredita que nenhum país tem o monopólio na tecnologia da informação.
"Vemos que as economias que crescem rápido no mundo em desenvolvimento investem muito em áreas como a pesquisa e desenvolvimento e o capital humano", afirmou, e defendeu que essa circunstância faz com existam cada vez mais centros de poder de tecnologias da informação no mundo.
Desde o último relatório de 2009, o país que mais avançou foi a Malásia, que caminhou 11 posições no índice, seguida pela Índia, que subiu dez.
Outros países como Cingapura, México, Áustria, Alemanha ou Polônia mostraram avanços em vários níveis no que se refere ao apoio às TIC.
"Em um momento no qual a economia global começa a se recuperar, é mais importante que os Governos adotem uma visão a longo prazo sobre indústria das tecnologias da informação", enfatizou Holleyman.

2011-08-31

TST realizará audiência pública para debater sobre terceirização

O Tribunal Superior do Trabalho resolveu marcar uma audiência pública para discutir sobre a questão da terceirização de mão de obra, que impacta setores de telecomunicações, principalmente no que se refere a call center, e de tecnologia da informação.
O debate está marcado para ocorrer nos dias 4 e 5 de outubro e este marcará a primeira audiência pública da história do TST. O objetivo é chegar a um entendimento sobre o tema, que já é objeto de mais de cinco mil processos em tramitação no TST e de milhares de outros em toda a Justiça do Trabalho.
“Tais processos suscitam múltiplas, tormentosas e atormentadoras questões sobre a terceirização nas relações individuais e coletivas de trabalho”, afirmou o presidente do TST, ministro João Oreste Dalazen, ressaltando os notórios impactos econômicos e sociais, para o País, das decisões judiciais sobre o tema.
Na audiência pública, o Tribunal ouvirá o pronunciamento de pessoas com experiência e reconhecida autoridade na matéria. O objetivo é esclarecer questões fáticas, técnicas (não jurídicas), científicas, econômicas e sociais relativas ao fenômeno da subcontratação de mão de obra por meio de empresa interposta.
Entre os aspectos que se objetiva esclarecer estão a manutenção do critério de atividade-fim do tomador de serviços, atualmente adotado pelo TST para declarar a licitude ou ilicitude da terceirização; a terceirização em empresas de telecomunicações ou concessionárias de energia elétrica (principalmente nas áreas de telemarketing ou call center e na instalação, manutenção e reparo de redes e linhas telefônicas); e a terceirização em empresas de tecnologia da informação e comunicação.

2011-08-16

Virtualização de desktops: lobo vestido de cordeiro?

Basear uma VDI em dados incorretos e nas prometidas reduções de custos poderá ser uma desilusão, uma frustração, um fracasso.

A implementação de VDI (Virtual Desktop Infrastructure) é a maior mudança na computação desktop desde a revolução PC nos anos 80. A virtualização da infraestrutura tecnológica apresenta muitas vantagens e oportunidades, mas as empresas têm de estar atentas às armadilhas, antes de aderir cegamente a esta nova tendência.

Na teoria, é um argumento persuasivo: pequenas e grandes empresas vão poder desfrutar de enormes desempenhos e vantagens econômicas com a adoção imediata da mais recente tecnologia que conquista o mercado. Apelidada por alguns como o regresso aos “terminals burros” dos anos 70 e 80, a VDI é muito mais do que uma tela verde – aliás, o usuário pode até nem perceber que o velho e familiar PC da secretária foi substituído por uma imagem do desktop que reside em um servidor virtualizado localizado em algum local da organização – ou em umum remoto datacenter em qualquer ponto do mundo, se for caso disso.

A revolução da virtualização, que começou com os servidores, chegou aos desktops trazendo uma gama de vantagens que os PC tradicionais não conseguem igualar. A VDI alocada e gerida de forma centralizada fornece uma atraente combinação de vantagens em termos de segurança, qualidade de serviço e flexibilidade, que conduzem a economias se comparadas com o funcionamento de uma rede tradicional baseada em PC. Além disso, a migração é simples, especialmente em ambientes em que a virtualização de servidor foi introduzida, dado que aí as empresas já lançaram os alicerces necessários.

Tal como todos os grandes avanços tecnológicos, é na fase de implementação que a situação se torna mais crítica. Basear uma VDI em dados incorretos e nas prometidas reduções de custos poderá ser uma desilusão, uma frustração, um fracasso. Por isso algumas empresas estão apostando em uma abordagem Managed Services, usando um conjunto de alternativas e modelos híbridos permitem medir o seu sucesso através de um simples e flexível Acordo de Nível de Serviço (SLA). Na prática, os clientes são faturados “por posto” de trabalho e tudo o resto (suporte, manutenção) são pormenores invisíveis para as empresas.

É sobretudo no que diz respeito ao licenciamento de software que é importante estar atento aos lobos vestidos de cordeiro. As empresas que escolherem uma proposta de infraestrutura VDI tendo em vista apenas a prometida redução de custos, devem ter atenção aos modelos de licença. Os gestores devem se deixar convencer por uma solução “universal”, nem cair na promessa de reduções improváveis nos custos de funcionamento por usuário. Porquê?  Porque é fácil baixar artificialmente os custos globais no papel – basta cortar serviços essenciais como a manutenção e o suporte.

Além disso, por cada dispositivo terminal utilizado sem uma licença completa de sistema operativo Microsoft Windows, como um thin client ou Zero Client, as empresas precisam de contabilizar a subscrição do serviço Virtual Desktop Access (VDA), da Microsoft, que custa cerca de 100 euros por dispositivo por ano. E isto significa que a pechincha VDI de hoje pode representar um pesadelo para a TI já em 2012. É necessário estar atento às despesas ao longo de todo o ciclo de vida de um PC tradicional – três a cinco anos – permanecendo alerta para os custos escondidos.

A Fujitsu trabalha atualmente na implementação de modelos híbridos que incluam uma combinação de VDI e “fat clients” – também conhecidos como PC ou notebooks – uma vez que ainda há alguns cenários de utilização em que estes são muito mais adequados – por exemplo, para trabalhadores de campo e para super-usuários sedentos de poder de processamento local que necessitam de gráficos on-board e do melhor desempenho.

Seja qual for a combinação, se a VDI for devidamente planejada e implementada, irá ajudar as empresas a dizer adeus ao ciclo normal de actualizações de PC – e a apreciar as vantagens do melhoramento contínuo e discreto dos seus sistemas. Isto inclui melhorias no sistema operacional em que as imagens individuais se baseiam, bem como na expansão sem esforço de infraestruturas de armazenamento e servidores virtuais.

Para empresas que procuram crescer, a VDI é uma abordagem à prova de futuro. E os usuários ficarão satisfeitos porque têm a garantia de um desktop que está sempre atualizado.

A VDI não representa apenas redução de custos e ganhos de desempenho de sistema, mas também flexibilidade e melhorias de segurança. Nos helpdesks costuma dizer-se que os PC funcionariam de forma perfeita, não fosse o fato de os usuários mexerem neles. Ao mudar para desktops baseados em servidor, torna-se muito mais rápido restaurar um desktop e todas as aplicações a partir de uma cópia de segurança. Isto também poupa tempo e dinheiro na resolução de problemas.

Já no que diz respeito a organizações que estão preocupadas com fugas de dados dos seus sistemas e com a introdução de dados estranhos através das drives USB, smartphones e demais dispositivos dos utilizadores, mais uma vez a VDI leva vantagem, pois permite uma segurança muito maior.

(*) André Kiehne é Vice-Presidente de Serviços da divisão Dynamic Infrastructures da Fujitsu Technology Solutions.

2011-08-09

A transformação virá da informação

Fonte : TI Inside

Como aproveitar ao máximo os dados que coletamos? Esta é uma das questões mais importantes de nossa época. Há 100 anos, no entanto, esta questão não era considerada tão vital. Todas as informações relacionadas às nossas sociedades, negócios e culturas eram esboçadas e armazenadas em bibliotecas, catálogos e arquivos físicos. A informação era controlada e representava apenas um registro do passado, que não fornecia muitas ideias para o futuro.
Os computadores mudaram isso. As primeiras máquinas de tabulação, desenvolvidas no fim do século XIX, tinham uma tarefa básica: contar. Elas eram especiais porque utilizavam a eletricidade, outra invenção daquela época. Isso permitia a realização de cálculos de forma mais rápida que a realizada por seres humanos. O Bureau de Censo dos Estados Unidos, varejistas e ferrovias foram os primeiros a aproveitar os benefícios da contagem e classificação. Os dados começaram a ter valor. Marcou-se o início da sociedade da informação.
Atualmente, com uma sociedade transformada, estamos diante de outra mudança importante. Em vez de seres humanos coletando todas estas informações, estamos prestes a entrar em uma era onde tudo ao nosso redor será configurado para coletar informações. Estes gigantescos fluxos de dados promoverão novas formas de pensar sobre o mundo. Redes analíticas inteligentes de serviços conectados irão mudar nossas expectativas sobre governos, as empresas com as quais fazemos negócios e as pessoas para quem trabalhamos.
Isso já está acontecendo. Empresas de eletricidade estão instalando medidores inteligentes nos lares, permitindo que os clientes monitorem o uso de energia individualmente, para cada eletrodoméstico, para reduzir suas contas de energia e se tornarem consumidores mais ecológicos. As autoridades hídricas estão utilizando sensores sem fio e sistemas avançados de medição para monitorar a água, desde os reservatórios e rios até os clientes, identificando vazamentos em tubos de transmissão com precisão e monitorando os gastos de água de fazendeiros, consumidores e negócios. As operadoras ferroviárias estão equipando seus trens e trilhos com sensores inteligentes que ajudam a prevenir acidentes, reduzir atrasos e custos de manutenção.
Isso é só uma amostra do que está por vir. Sensores nos ajudarão a entender coisas rotineiras, fornecendo novos conceitos em relação a nossos corpos e cérebros. Eles também estudarão assuntos desconhecidos e nos ajudarão a compreender e gerenciar nossos extensos oceanos e mares. A partir da monitoração de tecnologias e sistemas solares, hídricos e eólicos, seremos capazes de descobrir novas formas de gerar energia. Seremos capazes, também, de economizar energia e reduzir a produção de lixo através de tudo, desde um melhor gerenciamento do trânsito até uma melhor compreensão das ligações entre sistemas complexos, como sistema de saúde, logística e alimentação, que representam a base de nossas vidas.
A mudança iminente não está simplesmente relacionada ao aprimoramento tecnológico. Estes sistemas de redes são necessários. Precisamos destes dados e do conhecimento que eles proporcionam para nos ajudar a reestruturar nossa sociedade, para eliminar a restrição de informações entre indústrias, para promover a colaboração de dados e solução de problemas em escala global.
Os recursos naturais - água, energia e matérias-primas - estão cada vez mais escassos. A população mundial está crescendo vertiginosamente. Nossas cidades estão super povoadas, as estradas e ferrovias estão congestionadas, os espaços abertos e recursos hídricos estão menos abundantes. Precisamos ser mais eficientes e eficazes ou todo este progresso ao qual estamos acostumados e a qualidade de vida que almejamos estarão ameaçados.
A empresa onde atuo tem refletido sobre o que a tornou uma forte corporação e como estes pontos podem ajudar a resolver os desafios que nossa sociedade enfrentará nas próximas décadas. Acreditamos que, assim como as antigas máquinas de tabulação e a revolução da informática, os sensores serão indispensáveis para nossas economias e comunidades. O poder da informação nos convenceu disso. Décadas de inovações em tecnologias de redes, memórias, processamento e analítica definiram a compreensão do mundo sobre dados e, sem dúvida, sobre o raciocínio.
O que aprendemos, acima de tudo, é que interconectar nossos sistemas rotineiros ajudará a criar um mundo melhor e mais inteligente. Uma crescente porcentagem de negócios e empresas ao redor do mundo também acredita nisso.
Vemos cada vez mais discussões entre comunidades, nossos parceiros e clientes, acadêmicos, governos e ONGs sobre temas relacionados à sustentabilidade. Alguns são motivados pela competição, outros pela necessidade de manter os clientes satisfeitos. Porém, todos são direcionados pelo desejo de serem inovadores e estão agindo em prol da sociedade.
*Kátia Vaskys é diretora de Business Analytics and Optimization da IBM Brasil. Fará palestra na conferência Enterprise Data World - Latin America 2011, promovida pela Data Management Association Brasil (DAMA Brasil), com patrocínio científico e tecnológico do CNPq, e que será realizada nos dias 17 e 18 de agosto, no Braston Hotel São Paulo.

2011-07-25

Cinco dicas para não errar no gerenciamento de TI

Por mais que se saiba a sua finalidade e importância, o planejamento estratégico na hora de gerenciar um ambiente de TI nem sempre recebe a devida atenção. Faz-se com pressa ou esta etapa é até pulada. Muitos alegam falta de tempo. O resultado é certo: clientes e funcionários insatisfeitos com sistemas e/ou rede lenta, entre outros problemas graves de infraestrutura.

Mesmo o gerenciamento de TI sendo enxergado muitas vezes como o “patinho feio” do setor, se bem projetado e acompanhado, pode trazer inúmeros benefícios, inclusive financeiros, por conta da estabilidade de sistemas. Até a imagem interna na empresa com relação a TI pode melhorar com a diretoria.

Destaco abaixo os cinco principais erros que não devem ser cometidos durante o gerenciamento de TI:

Não ter profissional dedicado para monitoramento – O monitoramento precisa ser feito por quem entende e saiba o que fazer para sanar o problema e evitar prejuízos quando algum alarme de falha soar. Ou se tem uma equipe experiente e dedicada ou se contrata serviço de empresa especializada.

Não saber quais KPI’s são mais importantes para o negócio -Trabalhe com calma. Não é preciso monitorar tudo logo de início, ao mesmo tempo. Comece identificando o que é mais importante para o negócio da empresa, e desta forma, o alinhamento de TI ao negócio da empresa acontece naturalmente. Depois de dominada uma primeira situação, é mais fácil aumentar as ações e os itens monitorados. Busque saber qual é a maior dor da empresa, comece por ela, e trate-a. Depois identifique o que vem na sequência.

Escolher a ferramenta antes de definir os processos – A ferramenta sozinha não resolve todos os problemas. Ferramenta + conhecimento = solução. Portanto, para fazer bem feito, é preciso saber onde “martelar”, mesmo já tendo o melhor e mais forte martelo do mundo. Faça a ferramenta ser bem administrada, para isso defina quem vai analisar os relatórios, e o que será feito quando algum sinal de alerta soar.

O processo de gerenciamento de TI é continuo e não termina nunca. A tecnologia está sempre mudando, e descobrem-se sempre novas dores que precisam ser solucionadas. Não coloque um time em campo sem tática. A análise dos dados deve ser feita por gerentes dedicados, e não profissionais compartilhados e sem experiência.

Não saber TCO (Total Cost of Ownership) e ROI – Head count (recursos humanos) geralmente compõe o maior gasto de um projeto deste tipo. Se a empresa já definiu a ferramenta ideal, precisa também ter profissional adequado para lidar com ela.

ROI: saber o valor do prejuízo na hora de alguma pane ou queda no sistema é o principal meio de se obter o retorno pelo investimento feito na equipe e ferramenta.

TCO versus Grife: nem sempre a mais cara é garantia de se ter feito a escolha certa. Não adianta ter a ferramenta mais onerosa, se ninguém sabe configurar, ou se ela não tem a flexibilidade necessária para a empresa. É imprescindível avaliar tudo isso antes da compra.

Não saber valorizar o trabalho da TI - Aprenda a fazer “marketing pessoal” da TI e sempre divulgue dados positivos relacionados ao dia-a-dia com base em estatísticas. Disponibilizar dashboards/painéis de controle com dados sobre disponibilidade do sistema ou internet, por exemplo, para o usuário, faz diminuir o número de chamados. Faltam indicadores mínimos que meçam o desempenho de itens e devices da TI. Atualmente a tecnologia possibilita fazer envio de alarmes pelo celular, e-mail ou disponibilizar acesso via intranet da companhia, por exemplo.

(*) Sandro Vaz é diretor da OpServices SP.

2011-06-15

TI do Brasil em foco

Fonte : Decision Report - Bruno do Amaral

Com o mercado da Tecnologia da Informação em expansão, não é de se estranhar que o Brasil ocupe um lugar importante na América Latina e no mundo, atraindo a atenção para investimentos em infraestrutura e serviços. Foi o que ocorreu de fato com a CA Technologies, empresa de software e soluções de gerenciamento em TI, que vê no país um local para boas oportunidades de investimento e um ambiente forte.

"Os consumidores brasileiros estão adotando nossas tecnologias mais rápido do que o restante do mundo", diz Kenneth Arredondo vice-presidente e gerente Geral da CA para a América Latina. Valendo-se de números concretos do balanço fiscal da empresa divulgado em março, o executivo norte-americano garante que o país é um forte mercado para a companhia, correspondendo a um terço da movimentação para a América Latina.

Mesmo em relação a outros países em desenvolvimento, como os do bloco BRIC (ou seja, Brasil, Rússia, Índia e China), estaríamos em uma posição diferenciada. "Há uma tradicional e óbvia diferença entre essas nações, mas vemos o Brasil como uma das que mais nos apóiam no mundo", afirma, citando inclusive o período de crise mundial em 2008. Segundo Arredondo, o país saiu praticamente ileso por conta de uma blindagem forte: a demanda interna, que possibilitou a proteção do mercado.

"Para mim, o Brasil é o primeiro no BRIC não só na sigla, mas também na força da economia, uma das mais importantes do mundo", diz. "O crescimento na infraestrutura é maior do que de vários países da Europa", assegura Arredondo. O executivo diz que a CA está investindo no país, adicionando "25% mais pessoas em relação ao ano passado", criando inclusive um escritório em Porto Alegre.

Além disso, o Brasil está em um contexto na América Latina, onde a CA afirma ter tido "fortes resultados de dois dígitos" em novos produtos e transações com clientes. "No último ano fiscal, 90% das transações ficaram acima dos milhões de dólares", afirma o executivo. "Por isso, o que estamos trazendo a esse mercado está refletido no fato de nossos consumidores estarem comprando novas tecnologias para o negócio deles", diz, garantindo que estão entregando à região soluções compatíveis, principalmente realizando negócios com novos clientes.

Para 2012, Kenneth Arredondo prevê um crescimento ainda maior, com foco em virtualização, redes virtualizadas, Cloud Computing e no mainframe. A empresa está também implementando um sistema de vendas e acompanhamento de clientes após a compra de produtos, permitindo manter "uma camada de contatos" dentro do ambiente corporativo e com clientes, buscando fidelização. Outro foco está na substituição de soluções, colocando produtos próprios para "ajudar o cliente na troca".

"O futuro que vejo para o Brasil é brilhante", diz Arredondo. "A América Latina também é um dos mercados mais fortes que temos, e temos bons investimentos na região", assegura. "Estamos comprometidos em assegurar que [os países do continente] tenham a atenção que merecem", afirma o executivo, explicando sobre a prioridade que o bloco está recebendo em relação ao resto do mundo. "Estamos focados com nosso time", finaliza.

2011-05-13

Vem aí o Departamento de TI 2.0, diz a Accenture

Adaptado às mudanças, ele deverá gerir serviços de cloud de forma coerente, para proporcionar funcionalidades de TI ao negócio, com consistência e flexibilidade.

REDAÇÃO COMPUTERWORLD/EUA

Há ainda uma cisma profunda entre responsáveis de TI e as equipes de gestão de negócio das empresas sobre a migração para o modelo de cloud computing, revela estudo da Accenture, em parceria com a unidade de Outsourcing, da London School of Economics and Political Science.

“Uma das descobertas mais interessantes foi que havia esta lacuna entre os gestores de negócio e os departamentos de TI”, diz Andrew Greenway, responsável da Accenture. “Os empresários disseram que não veem a segurança e nem a privacidade como um problema em torno da cloud computingcomp, ao contrário do pessoal de TI, que também aponta o risco de aprisionamento como outro grande problema", completa. As equipes de TI ainda ainda veem aspectos como segurança e privacidade como barreiras para a adoção de modelos de computação baseados em cloud computing.

“Os recursos humanos de TI também não estão convencidos dos benefícios da nuvem como a comunidade empresarial, cada vez mais frustrada com a rapidez de disponibilidade por parte das equipas de TI, revela o estudo “Cloud and the Future of Business; From Costs to Innovation".

Greenway alerta para a necessidade mudar essa realidade o quanto antes. Caso contrário, os gestores de negócio poderão e irão usar os cartões de crédito para encomendar os serviços pretendidos contornando a opinião dos departamentos de TI. "Isso vai causar um choque nas equipes de TI, levando-as a disponibilizarem serviços muito mais rápido e com maior agilidade”, disse.

A Accenture entrevistou mais de 1035 gestores de negócios e de TI em todo o mundo. Além disso, os analistas também realizaram mais de 35 entrevistas com responsáveis pelos principais prestadores de serviços de cloud computing, integradores de sistema e utilizadores. O relatório abrange a evolução da cloud computing durante os últimos dois anos, e reforça a visão de que a cloud computing vai afetar as TI de maneira fundamental.

“Há a necessidade dos departamentos aderirem ao programa e perceberem que o mundo vai ser diferente, além de exigir um método muito mais transparente e ágil de disponibilizar capacidades de TI no futuro”, diz Greenway. Na sua análise, ele prevê que haverá uma grande mudança de direção para TI, capaz de produzir um forte impacto nas organizações, públicas e privadas, e isso pode constituir um longo caminho.

As organizações terão de se adaptar às mudanças e aprender como gerir serviços de cloud computing, de forma coerente, para proporcionar funcionalidades e aplicações de TI ao negócio, com consistência e flexibilidade. E a gestão dos dados em múltiplos sistemas de diferentes fornecedores de serviços de cloud computing, mantendo ao mesmo tempo uma boa governança e garantias sobre a informação, poderá acabar se tornando um grande desafio, segundo a Accenture.

Tal como a Forrester e a sua agenda para a “departamentos de TI com maior capacidade de decisão”, a Accenture acredita que um novo tipo de departamento de TI irá emergir, para se tornar o “departamento de TI 2.0″.

“Haverá profissionais de TI capazes de disponibilizar recursos em horas, em vez de anos, gerindo diversos sistemas. As aptidões que ganharem no outsourcing serão bastante úteis para aplicar na gestão de serviços prestados desde uma plataforma de cloud computing.

"De muitas formas, a cloud computing é uma extensão lógica do outsourcing”, diz Greenway.

2011-04-28

Foxconn e o Brasil: quando o deslumbramento dará lugar ao realismo?

por Luís Mário Luchetta* – It Web

Na semana encerrada em 15 de abril de 2011, a grande imprensa brasileira, incluindo o Correio Braziliense e o O Estado de São Paulo, publicou uma notícia sobre a fabricação de iPads no Brasil, gerando muitas dúvidas. Informou o Correio Braziliense: “O anúncio da empresa Foxconn de investir US$ 12 bilhões no Brasil, divulgado pelo governo federal em plena visita da presidente Dilma Rousseff à China, foi recebido com ceticismo pelos mercados de tecnologia da informação e eletroeletrônico. O aporte teria dois objetivos: uma nova fábrica e uma linha de montagem específica para iPads, em parceria com a Apple. Especialistas citam que o valor divulgado não condiz com a instalação de uma linha de montagem que agrega em um aparelho materiais importados. Eles avaliam ainda que a cifra supera de longe a estimativa que se faz para que o Brasil tenha uma indústria de alta tecnologia com componentes produzidos em território nacional.” O Estado de São Paulo chegou a especificar a criação de cem mil empregos, que seriam criados numa nova cidade a ser construída no país, com quatrocentos mil habitantes (que seriam as famílias dos trabalhadores).

Na sequência, a Foxconn divulgou um comunicado de imprensa que não cita nenhum valor de investimento, nem confirmou que iria produzir o tablet da Apple no país. “Guiados pela estratégia de estar onde o mercado demanda, estamos há muito tempo estudando oportunidades de investimento no Brasil. Atualmente, estamos em processo de explorar oportunidades nesse importante mercado e conduzindo uma análise profunda do ambiente de investimento do país”, diz o comunicado da empresa. E conclui: “Até agora os dados foram divulgados pelo governo brasileiro”.

Este é para nós um claro exemplo de deslumbramento: notícia inflada pelo governo para desviar a atenção das dificuldades e dos pleitos do setor de TI no Brasil, apresentados há no mínimo uma década e que passam despercebidos diante da ânsia de formular notícias impactantes. Nos faz lembrar o ilustre senador que, diante da escalada da violência, propôs a repetição do plebiscito do desarmamento.

A entidade empresarial legítima e mais antiga do país, que tenho a honra de presidir, coleciona pleitos e aponta soluções para o Brasil aproveitar o momento da TI no mundo, mas jamais foi chamada para o diálogo com esse governo, que parece preferir negociar apenas com líderes de consórcios de grandes empresas.

Saiba mais sobre o mercado de TI. Visite o espaço de Marcelo Kawanami, blogueiro do IT Web.

Questionamos, portanto: que governo é esse, que se propõe a criar um ministério de micro e pequenas empresas, e na hora das decisões estratégicas para o setor de TI privilegia as multinacionais, as grandes empresas e a própria estrutura de TI do governo, que na contramão da história evita a terceirização e privilegia o inchaço da máquina administrativa governamental, sufocando o setor nacional de software e serviços de TI? Apenas para refrescar a memória do leitor, o governo já nos proporcionou com vários maus exemplos, como a atuação do Serpro e Dataprev na concorrência direta e desleal com a iniciativa privada, além do portal de software público, que é fonte de inteligência para a China e a Rússia, num verdadeiro desserviço a propriedade intelectual brasileira.

Será que o governo brasileiro quer que o setor nacional de TI, por inteiro, tome o caminho da Biobrás, no famoso caso da produção de insulina, a qual foi entregue as multinacionais? Para quem desconhece o caso, recomendo ler o livro “Nervos de Aço”, do Roberto Jefferson, editado pela Topbooks Editora, que destaca depoimento do ex-ministro Walfrido dos Mares Guia, dado ao jornal O Globo, em 7 de junho de 2004: “competíamos com empresas de alta tecnologia, 50 vezes maiores que a nossa. Se não podíamos ter um mínimo de apoio do governo brasileiro, não havia o que fazer: era vender ou esperar que a competição quebrasse a empresa”.

Com a notícia da vinda da Foxconn, testemunhamos a quase ‘tradicional’ corrida dos governos estaduais oferecendo, numa verdadeira ‘guerra parafiscal’ tudo o que podem e o que não podem para atrair a multinacional para seus estados, esquecendo das suas empresas locais. Questionamos: por que o santo de casa é impedido de fazer milagre? Por que ignorar sistematicamente o potencial do setor nacional de TI? Onde está o “encadeamento produtivo” do setor de TI, conceito que o Sebrae tanto promove? Por que essa falta de alinhamento entre as diversas ações governamentais? Não acreditamos que estejamos condenados a continuidade da ineficaz gestão pública do país!

Cito o empresário Jairo Fonseca, que em seu artigo MCT – Ministério Cem Tecnologia   escreveu: “Este ‘entreguismo’ tem de acabar, o Brasil está dando toda sua academia, seu fomento e seu poder de compra para tecnologias de fora do país, destruindo a própria indústria e a capacidade de inovar. Em algum momento o complexo de inferioridade vira-lata deve ser abandonado, somos uma nação grande com imensas possibilidades de inovação em tecnologia.”

Deixo claro que o setor de TI é FAVORÁVEL à atração de grandes indústrias. Sabemos que geram empregos, renda e estimulam o desenvolvimento do país. Mas exigimos o envolvimento do ecossistema local, sob pena de perdermos para o país a grande oportunidade que o benefício das TICs representa: precisamos evitar “cobrir um santo e descobrir o outro”, como diz o velho ditado.

Para onde iremos? Confio no realismo de nossa Presidente. Àqueles que me classificarem de otimista míope, lembro de outro ditado (que aprendi com um grande amigo): se for para morrer, que seja igual a árvore, que morre em pé e olhando para cima!

Não creio que o Brasil tenha decidido perder a oportunidade que o Setor de TICs pode proporcionar à economia nacional, mas a hora de se posicionar está passando; a importância do Setor está passando despercebida. A área de Tecnologia da Informação e Comunicação é o grande sonho de prosperidade de todas as nações: só ela é capaz de aumentar a produtividade de todos os outros setores da economia, sem ampliar o número de horas trabalhadas. As TICs representam hoje 7% do PIB e podem crescer 50% nos próximos 10 anos. Sem a atenção especial dos poderes constituídos, continuando a ser regido pelas leis tradicionais, o setor estará condenado à estagnação e perda crescente de competitividade, na comparação com outros países.

Nesse contexto, e com o objetivo de um melhor posicionamento quanto à criação, desenvolvimento e exportação de tecnologia, já formalizamos um pedido de audiência à Presidente Dilma, fruto da mobilização empresarial, que foi subscrito por meio milhar de empresários brasileiros, todos do Setor de TI. Nesse pedido já apontamos os pontos prioritários para o Setor, que só podem ser equacionados adequadamente com a efetiva participação do Governo Federal e com a criação de políticas públicas modernas, ágeis e efetivas. São elas:

  1. Desoneração da Folha de Pagamento;
  2. Efetiva Utilização do Poder de Compra Governamental para o incentivo ao desenvolvimento de Tecnologias Nacionais;
  3. Implementação de Mini-Reforma Tributária direcionada ao Setor de TICs;
  4. Ampliação do Investimento em Capacitação de recursos humanos especializados em Pesquisa e Desenvolvimento.

*Luís Mário Luchetta é presidente da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro)

2011-04-19

Tablets aumentarão os gastos com TI em até 5,6%

Fonte : IT Web

Salto é de US$ 3,4 trilhões US$ para 3,6 trilhões

Os gastos em TI devem aumentar até 5,6% com a chegada dos tablets. De acordo com o Gartner, empresa especializada em pesquisa e aconselhamento sobre tecnologia, a estimativa dos gastos mundiais com TI para 2011 é de US$ 3,6 trilhões. A empresa aumentou levemente suas estimativas em relação à sua previsão anterior, um crescimento de 5,1%.

As estimativas de gastos com os tablets, como o iPad, cresceram de 7,5% (2010) para 9,5% (2011). Globalmente, a estimativa dos gastos totais com este tipo de equipamento é de US$ 29,4 bilhões, em 2011, acima dos US$ 9,6 bilhões registrados no ano passado. Até 2015, os gastos deverão aumentar 52%, ano a ano.

“A inclusão dos Media Tablets é reforçada pelas expectativas de queda do valor do dólar”, disse Richard Gordon, vice-presidente de pesquisas da companhia, em nota oficial enviada à imprensa. “Se excluirmos os dispositivos, a estimativa seria um pouco menor. Porém, com a inclusão dos mesmos, não haverá mudança no crescimento estimado do nível geral de TI”, acrescenta.

Paralelamente, os analistas do Gartner afirmam que o panorama é estável, apesar da agitação política no Oriente Médio. Porém, ao mesmo tempo, o impacto dos desastres naturais no Japão nos mercados de TI precisa ser analisado e entendido.

Estimativa dos gastos mundiais com TI (Bilhões de dólares americanos)

 

Gastos em 2010 Crescimento em 2010 (%) Gastos em 2011 Crescimento em 2011 (%)
Hardware 374 12,3 409 9,5
Software Empresarial 237 6,7 255 7,6
Serviços de TI 785 2,9 824 5,0
Telecom 2.011 5,5 2.110 4,9
Total 3.406 5,7 3.598 5,6

Fonte: Gartner (março de 2011)

2011-04-11

TI de volta à origem: a informação

O papel da área não é “vigiar” as pessoas, mas “os dados”, uma vez que a proteção da informação envolve a proteção do próprio negócio, do patrimônio e da reputação da empresa.
Patricia Peck Pinheiro*
Uma coisa é investir em usabilidade e em ensinar o usuário a usar tecnologia do jeito certo, outra é ter de “cuidar das pessoas”. Essa perda de foco pode gerar riscos.

O foco da Tecnologia da Informação (TI) tem de ser a INFORMAÇÃO! O papel da proteção da informação envolve na verdade a proteção do próprio negócio, do patrimônio e da reputação da instituição. No entanto, nos últimos anos, a TI passou a ter como papel “criação de cultura interna”, o que sempre foi da área de Recursos Humanos (cuidar do capital humano).

Quando o foco é a informação, é legítimo ir atrás da informação onde ela estiver. Não se está “vigiando” as pessoas, mas sim “os dados”. A melhor prática não é monitorar pessoas, e sim as informações. Logo, quando isso está claro evita-se uma série de problemas relacionados a monitoramento e privacidade. Ainda mais com o desafio que a TI tem atualmente de inovar e permitir cada vez mais disponibilidade dos dados em novos ambientes, de cloud computing a uso de tablets.

Um dos principais objetivos da TI é a disponibilidade. São requisitos, para que ela ocorra, permitir acesso aos dados de qualquer lugar, a qualquer tempo, por qualquer pessoa autorizada para tanto. É importante destacar a questão do “acesso”, pois acessar não é o mesmo que “portar”. A portabilidade de dados traz muito mais riscos de segurança da informação, não apenas no sentido do vazamento, mas também na perda absoluta dos dados (falta de backup por exemplo).

Ou seja, conforme se evolui em soluções que permitem mais acesso, pode-se obter ganho de segurança e não o contrário. Isso porque havendo um bom controle de autenticação (que tem de ser forte) e de confidencialidade (aplicar criptografia, por exemplo), o ideal é uma pessoa que precise ter uma informação consiga obtê-la. O maior risco para as empresas ainda é, na era da Sociedade da Informação, precisar de uma informação e não a conseguir no prazo necessário.

Por certo que se a informação parar nas mãos erradas gera riscos, assim como ocorre com qualquer outro ativo (tangível ou intangível), mas um dos princípios do direito de propriedade é a capacidade de exercer o usufruto do bem. Não dá para guardar tudo no cofre e ninguém poder acessar!

A TI precisa assumir, de uma vez por todas, que a Sociedade Digital exige três requisitos: perda de materialidade (independência de suporte físico), instantaneidade (capacidade de acesso e respostas em tempo real) e proteção de ativos intangíveis (processos fortes de proteção de propriedade intelectual que exigem contratos e SLAs mais blindados, principalmente para deixar claro quem é o “dono” do conteúdo, da base de dados).

Se a missão é a proteção do patrimônio que está em informações, então a TI precisa urgentemente implementar de verdade o Plano de Contingência e Continuidade (PCN). Não dá mais para aceitar que não há redundância e disaster recover.

O CIO é hoje um gestor de riscos, gestor de tecnologias, gestor de informações, gestor de ativos intangíveis!

E, além disso, um gestor de contratos devido ao crescimento da terceirização (ainda mais com a tendência de virtualização que atende completamente aos três requisitos da Sociedade Digital já mencionados).

Os contratos da área de TI, que hoje envolvem além de tecnologia, também telecomunicações, dados, uso de novos recursos (até redes sociais), precisam ser bem feitos. Um contrato blindadado tem: a) propósito claro; b) gestão de expectativas X custos; c) delimitação de responsabilidade; d) identificação de riscos invisíveis; e) padrão de nível de serviço com metodologia de medição e penalidades; f) cláusulas específicas de segurança da informação e de direitos autorais.

Não tem como uma empresa inovar e liderar um mercado sem assumir a mobilidade e as redes sociais. Hoje, já há uma medição do “social capital”, ou seja, do valor de presença da empresa em redes sociais (quantitativo e qualitativo). A TI tem de estar aderente ao negócio e permitir que o mesmo ocorra com o menor risco possível de disponibilidade, autenticidade, integridade, confidencialidade e legalidade.

Por isso, cada vez mais a proteção de dados exige implementar soluções que envolvam uso de Data Loss Prevention (DLP), softwares que fazem varredura em equipamentos espetados na rede (de terceiros), e nos que acessam a VPN (quando conecta, é feita a verificação do fluxo de informação para fora e para dentro e se o equipamento tem vírus, por exemplo), bem como também as próprias redes sociais.

Na questão das redes sociais, é essencial que a em- CIO presa realize monitoramento permanente, até pela necessidade de saber quais informações estão lá (e não que pessoas estão lá). O foco nas pessoas tem a ver com conscientização de usuários, e educação no hábito da segurança, e não com vigiar as mesmas. O que deve ser monitorado são os dados, onde quer que eles estejam e independentemente de quem os acesse.

A mobilidade passou a exigir também esse acompanhamento maior, ainda mais com disseminação barata de smartphones (em geral, os profissionais possuem o próprio, mesmo que a empresa não os forneça e estão portando e acessando dados que necessitam ser protegidos).

Mas também temos visto o crescimento de informações confidenciais em dispositivos de eReaders e ultimamente no iPad. Se aprendemos a ter pasta segura e senha no notebook, depois no celular, imagina então no iPad!

Interessante observamos que toda a preocupação em proteger notebooks não está sendo aplicada em proteger tablets, por quê? É bonito ver o alto escalão, que detém as informações mais sensíveis, confidenciais, restritas em reuniões com iPads e iPhones. Onde está o compromisso com a segurança do negócio?

A governança em TI está baseada em três pilares fundamentais: transparência, controles e sustentabilidade. E é claro que a TI tem de estar em conformidade legal! Por isso, a TI tem de voltar à sua origem, e os CIOs focarem nas informações e na integração com as demais áreas.

Precisamos de melhores contratos de infraestrutura para evitar o apagão digital (este sim trará mais prejuízo do que a fraude eletrônica). Não há como realizar o negócio sem isso em um mundo plano.

(*)A Dra. Patricia Peck Pinheiro é advogada especialista em Direito Digital, sócia fundadora da Patricia Peck Pinheiro Advogados, autora do livro “Direito Digital”, do áudio-livro e do pocket book “Tudo o que você precisa ouvir sobre Direito Digital”, do áudio-livro “Eleições Digitais” e do áudio-livro “Direito Digital Corporativo”.

2011-03-01

Quatro guerras a serem evitadas no departamento de TI

Conflitos dentro da área de tecnologia devem ser combatidos para evitar prejuízos e abrir as portas para a inovação e para a qualidade gerencial.
Dan Tynan, da InfoWorld/EUA

As batalhas enfrentadas por profissionais de TI são diárias: contra criminosos cibernéticos, hardware engessado, softwares cheios de bugs, usuários sem treinamento básico para operar seus níveis de sistemas e as demandas sem fim de outros departamentos dentro da empresa. Mas, apesar disso tudo, os conflitos que ocorrem dentro da própria área de TI ainda são os mais estressantes e perigosos.

O cenário é familiar para muitos: programadores e especialistas em infraestruturas entram em guerra para defender seus lados, analistas e gerência  batem cabeça, administradores de sistemas brigam pelo controle da situação e todos querem que os homens da segurança os deixem em paz.

Segundo o CTO da consultoria Deloitte nos EUA, Mark White, os desenvolvedores criam a seu bel prazer, jogam em produção e esperam que o pessoal de operação se vire para fazer funcionar 24/7. "Os mesmos entram em conflito que os administradores de bancos de dados a não respeitam padrões mínimos de desempenho. E o pessoal de segurança sempre impõe barreiras à inovação”, avalia.

O gestor que enxerga essas guerras precisa se virar para transformar conflitos e tensões em produtividades. Não é tarefa fácil, mas alguns casos que já aconteceram no mercado podem ajudar.

1 – Profissionais de segurança contra todos.
Ex-funcionário da agência americana de inteligência CIA, Jon Heirmel tinha como trabalho garantir uma viagem segura das informações estratégicas entre diversas divisões da organização e vivia conflitos. Segundo ele, todos tinham a percepção de que sua área só sabia dizer não. “A luta era mostrar que, para apresentar um projeto, era necessário pensar muito do ponto de vista de segurança. Não era para impedir qualquer novidade”.

Atual funcionário de uma empresa de serviços gerenciados, Heirmel  aponta um conflito clássico: o pensamento da área de segurança é de que os usuários não  são confiáveis. E as negações constantes levam os funcionários a se cansarem da falta de diálogo e resolveerm fazer as coisas sozinhos, sem passar por segurança.

Heimerl relata um caso clássico, ocorrido em uma das 100 maioires empresas da revista Fortune: o departamento de marketing decidiu abrir um site voltado ao público sem nenhuma anuência da área de segurança. Resultado: nomes de usuários e senhas ficaram expostos e poderiam ter causado um desastre.

“Na consultoria, demoramos 17 minutos para ter privilégios administrativos e uma entrada livre na rede da empresa. Em 30 minutos estávamos mudando preços de produtos que eram vendidos no site”, afirma. Segundo Heirmerl, é por isso que os dois lados devem insistir no diálogo qualificado.

A boa notícia é que a computação em nuvem está reduzindo essas tensões. Muitos departamentos mudaram de atitude e começaram a agir proativamente, de forma a garantir a segurança na infraestrutura. “O departamento de segurança ideal deve ser um fornecedor de soluções. Deve ouvir demandas e encontrar a solução segura para elas, em vez de querer ditar o que pode ser feito”, avalia o CTO do laboratório Jet Propulsion (ligado à Nasa), Tomas Soderstrom.

2 – Operacional versus desenvolvimento
Esses dois lados em um departamento de TI brigam por uma razão simples: os desenvolvedores querem contar com muitos recursos, enquanto o operacional quer manter custos baixos. Segundo o CEO da consultoria de tecnologias inovadoras Open-First, Ted Shelton, o operacional acredita que seu trabalho é “fazer mais com menos e espremer os custos ao máximo”.

Shelton conta que se encontrou com um grande varejista online recentemente e este desperdiçava muitos dados sobre tendências de cliques para não gastar dinheiro com armazenamento. “Os desenvolvedores foram bons ao criar um método de coleta de dados, mas o trabalho foi jogado no lixo porque o operacional só pensou em custos”, relata Shelton. “Isso mostra também um grave sintoma: o de que a empresa ainda vê TI como um centro de custos e não como um departamento que pode dar real vantagem competitiva”.

Os desenvolvedores, no entanto, têm um pouco de culpa. “Eles não pensam, por exemplo, em construir aplicações de acordo com as realidades da rede”, diz o vice-presidente de marketing da NetScout systems, Steve Shalita. Mesmo assim, a rede continua a ser crucificada quando é prejudicada por aplicativos que a consomem vorazmente.

Outro grave sintoma surge: a TI ainda opera em feudos, que não sabem se comunicar eficazmente. “Houve um tempo em que os desenvolvedores tinham a liberdade de criar e a companhia que se virasse para ter uma infraestrutura que suportasse as aplicações. Hoje os desenvolvedores precisam pensar em trabalhar considerando o ambiente viável para evitar maiores conflitos”, diz Shalita.

3 – Administrador que quer super poderes
Para cada mil administradores de sistemas que trabalham duro e de acordo com boas diretrizes, existe um para abusar dos seus super poderes e usar o sistema da empresa para benefício próprio e até atividades criminosas.

Eles são minoria absoluta, mas representam um risco enorme. Heirmel relata um caso em que um administrador de uma grande empresa utilizava a infraestrutura do trabalho para vender equipamentos piratas de satélite. Ao ser demitido, resolveu se vingar apagando todas as chaves criptográficas das empresas, o que fez com que todos os funcionários perdessem o trabalho de três anos.

O administrador que fizer isso provavelmente entrará em uma lista negra do mercado e não conseguirá mais emprego. Mas é necessário se prevenir de tamanhos estragos, não entregando tanto poder nas mãos de uma única pessoa. “Planejar a distribuição de responsabilidades também é uma oportunidade de envolver diversas pessoas em decisões chave da empresa”, diz Shelton.

4 – Gerência de TI versus profissionais técnicos
Muitos profissionais técnicos não saberiam reconhecer o que é um processo crítico de negócios. Seus chefes, por outro lado, podem parecer verdadeiros ignorantes quando o assunto é tecnologia. Isso acontece tanto por falhas nas contratações quanto por falta de compreensão na área de TI do papel que um e outro possui.

Pratt relembra um episódio, nos anos 90, em que um chefe de tecnologia decidiu entregar um lote de monitores nos EUA sem testes adequados. “ A equipe de TI alertou sobre os riscos, mas não adiantou. O resultado foi que 80% dos monitores foram devolvidos por serem inadequados para certos ambientes”.

Por outro lado, Shalita ressalta que a maior parte das decisões dos CIOs não consideram tecnologia, mas sim retorno para os negócios. E isso nunca entra na cabeça dos excessivamente técnicos.

De acordo com o vice-presidente do fornecedor de serviços de TI Vision Computer Solutions, Peter Marsack, a culpa deve ser divida. “Esses conflitos ocorrem quando os egos se sobressaem ao objetivo final da empresa, à técnicas fracas de gestão, à falta de liderança e à falta de alinhamento dos profissionais de acordo com seu perfil. A única solução para esse conflito é conhecer a equipe e deixar com que os talentos brilhem nas posições corretas”.

2011-02-28

Como a TI pode ir de vilã a heroína

Com a popularização da cloud computing e das redes sociais, é tempo para o departamento de TI mudar a maneira de trabalhar.

Diariamente, um seleto grupo de indivíduos toma decisões de tecnologia em nome de toda a organização. Eles implementam serviços para resolver problemas reais de negócios, às vezes sob a orientação do departamento de TI, mas na maioria das vezes por conta própria. Pela primeira vez, o poder da tomada de decisão em tecnologia está nas mãos daqueles que irão utilizar as soluções implantadas. Estes são os gestores, líderes de projetos e os trabalhadores responsáveis pela execução do trabalho, e não apenas pelos administradores de TI, que gerenciam as implementações ou dos executivos que preenchem os cheques. Esta é uma revolução na empresa, jamais vista antes.

Essa mudança representa um grande desafio para as empresas de hoje: como podemos deixar que a tecnologia se alastre através de nossas organizações - a tecnologia que é fundamentalmente a melhoria dos resultados empresariais - mantendo uma forma coerente na estratégia de TI? Essa mudança também cria uma barreira enorme para os fornecedores de softwares, que tradicionalmente só se preocupavam com um cliente - a pessoa que compra e executa os seus serviços - com pouca preocupação em relação ao usuário final.

Em um artigo recente na Techcrunch, Ben Horowitz argumentou que as coisas não mudaram - o "novo chefe" é na verdade o mesmo que o "antigo patrão", e para que as soluções de TI tenham sucesso na empresa, ainda têm que ser “vendido” para o CIO ou alguém do C-level. É verdade que você não pode ignorar o CIO em favor da aprovação do pessoal da linha de frente. Mas embora a tese de Ben seja dirigida ao fato de que o orçamento e a supervisão seja sempre controlada por aqueles do topo, o ponto que é frequentemente esquecido é que a adoção é hoje fundamentalmente diferente da compra. Em décadas anteriores, esta distinção não existia. Compra e adoção eram, para todos os efeitos, sinônimos. E a adoção era algo que acontecia a contragosto, depois que a tecnologia já tinha sido imposta a funcionários do alto para baixo.

Quando a adoção do usuário final precede a compra, isso acontece com entusiasmo e até mesmo propósito. Os usuários agora têm uma palavra muito forte a dizer sobre a tecnologia que usam, tanto que a imposição é maciçamente prejudicial para a própria organização. Não há simplesmente nenhuma maneira de administradores de TI controlarem todas as ferramentas e serviços que as pessoas estão trazendo para a empresa. A Box.net é um exemplo do tipo de ferramenta implantada sem conhecimento da TI, implementada por usuários finais para abordar uma questão que não lhes agradava, que se espalhou rapidamente para equipes de projetos e departamentos. Ao ponto que esse estágio finalmente atinge o radar do Diretor de TI ou CIO, ele tem duas opções: sancionar a ferramenta em seu uso atual e avaliá-la para uma implementação mais ampla, ou bloqueá-la, arriscando uma queda de produtividade e os resultados de negócio. Empresas como a T-Mobile, TaylorMade e Hawaiian Airlines têm optado pela segunda opção,  mas muitos outros tomaram a decisão mais radical, optando por ficar com o protocolo de TI existente e manter um controle restrito por meio de sistemas no local.

Estas são as decisões que cada organização de TI enfrenta hoje e continuará enfrentando nos próximos anos. A divisão de compra-adoção está ampliando a desconexão entre os papéis e os desejos dos usuários finais e os departamentos de TI: essa desconexão não pode ser sustentada sem afetar negativamente as operações de negócios.

Metas diametralmente opostas

Se você fosse enumerar os objetivos do departamento de TI de hoje, você encontraria algo parecido com isso: aplicar o menor número de soluções para resolver o maior número de problemas, manter o controle completo sobre a tecnologia e as informações, atender às expectativas em torno de custos e riscos e implementar soluções comprovadas. Estes objetivos estão em desacordo com os objetivos dos usuários: usar a melhor tecnologia possível para resolver problemas, ganhar mobilidade e flexibilidade, responder às expectativas de produtividade de seu gerente, mover-se rapidamente usando ferramentas mais rápidas e mais intuitivas. Apesar de contraditório, os dois conjuntos de objetivos fazem total sentido. A TI deve ser responsável pela segurança da informação e os trabalhadores devem progredir rapidamente e permanecer produtivos.

Então, como podemos conciliar essas necessidades aparentemente díspares, mas igualmente válidas? Andrew McAfee sugeriu recentemente uma metodologia para a implementação de software de gestão empresarial: "...exercer o máximo de controle sobre a escolha da tecnologia e o mínimo possível sobre o uso da tecnologia. Um controle rígido sobre a escolha da tecnologia garante que uma grande organização não acabe com centenas de desarticulados esforços de implantação e ambientes de tecnologia fragmentados".

Apesar de esta postura deixá-lo com uma estratégia de tecnologia mais estável e já ser utilizada pela maioria das empresas, o controle rígido sobre a escolha não está servindo muito bem aos usuários. Devemos levar em conta os vários usuários que necessitam dessas ferramentas para serem produtivos. No intuito de reduzir o número de sistemas que precisam ser gerenciados, as empresas podem acabar com as ferramentas menos flexíveis do mercado de CRM. Ou talvez vão comprar uma solução de colaboração do mesmo fornecedor que os forneceu equipamentos de rede. Em ambos os casos, ele ganha na capacidade de gerenciamento no curto prazo, mas os usuários tendem a sofrer perdas de usabilidade e produtividade - o que significa que, em última análise, a TI terá de ficar profundamente envolvida no "usar a tecnologia", bem como, fornecer treinamento ao usuário, encontrar soluções para a falta de funcionalidade e agüentar as reclamações.

Comprar com base em relações de fornecedor e consistência do sistema - e evitar um pouco de caos e testes de usuários - é a causa raiz do problema com a tecnologia dasempresas atualmente: lenta, atrasada e odiada pelos usuários. O desafio para os próximos dez anos é criar e implementar tecnologias que suportem às necessidades paradoxalmente diferentes de usuários e departamentos de TI. Temos de reconstruir as nossas empresas, de tal forma que haja uma conexão entre a nossa visão de TI e o que estamos exigindo dos trabalhadores.

A nuvem muda tudo. Realmente.

Ao democratizar a adoção, a cloud computing muda tudo sobre a TI. Agora, é o gerente de vendas que implementa o Salesforce.com (CRM) para sua equipe. É o desenvolvimento que traz o Amazon S3 (AMZN) em seu toolkit. É o representante do suporte que seleciona a Zendesk como a solução mais simples para sua equipe de atendimento ao cliente. Conforme um relatório recente da Forrester, "especialmente em empresas onde a TI é vista como lenta para trabalhar em conjunto, os novos níveis de preço e o pré-provisionamento oferecido pelo SaaS e pela computação em nuvem promoverá compras renegadas anteriormente pela empresa". Goste ou não, os usuários agora controlam o mindshare da TI de sua empresa e os fornecedores devem começar a construir ferramentas que se destinam a ser usadas, não apenas a serem vendidas. E é por isso que startups são inerentemente perturbadores em novos mercados. Eles não estão em dívida com o antigo modelo de negócios, que representam os centros de lucro da corporação. Começar com uma baseline muito menor te previne do risco de canibalizar as linhas de produtos do passado, simplesmente porque você não tem nenhum. E é por isso que, em apenas uma questão de três a cinco anos, o cenário da tecnologia da empresa mudou dramaticamente. É também por isso, que nos próximos 3 a 5 anos, os nossos ambientes de TI corporativos vão ter uma visão muito diferente do que possuem hoje.

Com os softwares empresariais finalmente começando a serem focados no indivíduo e não apenas no comprador de TI, estamos vendo mudanças dramáticas na produtividade das empresas, rapidez na execução e o sentimento geral em relação à tecnologia. As pessoas são capazes de trabalhar muito mais rapidamente, acessar mais informações do que nunca e tomar decisões em tempo real, que são apoiadas por dados - tudo levando a um ambiente de trabalho mais aberto, conectado e colaborativo. Com as soluções certas, mesmo os profissionais de TI estão felizes - eles finalmente conseguiram ficar à frente do jogo em vez de sempre ter que lutar contra incêndios, resolver problemas e dar uma resposta aos usuários insatisfeitos. Tome Manjit sighn, CIO da Chaquita Brands, explicou a Thomas Wailgum da CIO.com porque ele passou por cima de fornecedores de ERP em favor de alternativas úteis ao cotidiano e sob-demanda, e mais estrategicamente alinhada com a organização de TI: "Eu quero ver meu pessoal de TI sentado de braços dados com pessoas de negócios, falando sobre a transformação de processos e tentando descobrir como levar produtos ao mercado ainda mais rápido ... não baseando seus trabalhos na manutenção de sistemas."

Como todo mundo ganha

Quando uma estratégia da organização de TI é coerente com o que vai resolver os problemas de seus funcionários, vamos ver o surgimento de uma sociedade mais produtiva, aberta e social. Para chegar aqui, os profissionais de TI devem estar mais "lado a lado com gente de negócios", mas isso não pode acontecer se a organização de TI não for vista como um grupo estratégico em vez de apenas um centro de suporte à tecnologia, com função de evitar riscos e manter a infra-estrutura funcionando. Esta atitude conservadora é a razão pela qual é mais seguro optar pela IBM ou pelo Microsoft SharePoint, e porque a inovação em tecnologia corporativa está atrás da tecnologia de consumo há muitos anos.

Pode parecer irrealista pensar em profissionais de TI como os heróis de uma organização. Eles não pertencem ao departamento que faz mais dinheiro ou constrói os produtos ou serviços que sua empresa vende. No entanto, o departamento de TI fundamenta a capacidade de todas as atividades operacionais de nossos negócios no ambiente competitivo de hoje. Independentemente se é adotado pelo usuário final ou se foi imposto pela empresa, a tecnologia alimenta tudo o que fazemos e informa cada decisão que tomamos: ERP, CRM, softwares de comunicação, automação de marketing, gerenciamento de conteúdo, etc..Mas, apesar de sua influência, a tecnologia quase nunca foi maximizada da melhor maneira possível, por todas as partes possíveis. Isso está mudando, e rápido. Para fazer isso, claro, os fornecedores de software têm que colocar muito mais esforço na busca de soluções que não fracassem os seus clientes e deem prazer ao invés de bloquear os usuários. Estamos chegando lá. Temos visto mais progressos no caminho para uma estratégia mais centrada no usuário de TI no ano passado do que nos dez anos anteriores, e essa revolução irá continuar a ganhar força - e atenção - em 2011.

- Aaron Levie é o CEO e co-fundador da Box.net.

(*)Aaron Levie

Com a popularização da cloud computing e das redes sociais, é tempo para o departamento de TI mudar a maneira de trabalhar.

Diariamente, um seleto grupo de indivíduos toma decisões de tecnologia em nome de toda a organização. Eles implementam serviços para resolver problemas reais de negócios, às vezes sob a orientação do departamento de TI, mas na maioria das vezes por conta própria. Pela primeira vez, o poder da tomada de decisão em tecnologia está nas mãos daqueles que irão utilizar as soluções implantadas. Estes são os gestores, líderes de projetos e os trabalhadores responsáveis pela execução do trabalho, e não apenas pelos administradores de TI, que gerenciam as implementações ou dos executivos que preenchem os cheques. Esta é uma revolução na empresa, jamais vista antes.
Essa mudança representa um grande desafio para as empresas de hoje: como podemos deixar que a tecnologia se alastre através de nossas organizações - a tecnologia que é fundamentalmente a melhoria dos resultados empresariais - mantendo uma forma coerente na estratégia de TI? Essa mudança também cria uma barreira enorme para os fornecedores de softwares, que tradicionalmente só se preocupavam com um cliente - a pessoa que compra e executa os seus serviços - com pouca preocupação em relação ao usuário final.

Em um artigo recente na Techcrunch, Ben Horowitz argumentou que as coisas não mudaram - o "novo chefe" é na verdade o mesmo que o "antigo patrão", e para que as soluções de TI tenham sucesso na empresa, ainda têm que ser “vendido” para o CIO ou alguém do C-level. É verdade que você não pode ignorar o CIO em favor da aprovação do pessoal da linha de frente. Mas embora a tese de Ben seja dirigida ao fato de que o orçamento e a supervisão seja sempre controlada por aqueles do topo, o ponto que é frequentemente esquecido é que a adoção é hoje fundamentalmente diferente da compra. Em décadas anteriores, esta distinção não existia. Compra e adoção eram, para todos os efeitos, sinônimos. E a adoção era algo que acontecia a contragosto, depois que a tecnologia já tinha sido imposta a funcionários do alto para baixo.

Quando a adoção do usuário final precede a compra, isso acontece com entusiasmo e até mesmo propósito. Os usuários agora têm uma palavra muito forte a dizer sobre a tecnologia que usam, tanto que a imposição é maciçamente prejudicial para a própria organização. Não há simplesmente nenhuma maneira de administradores de TI controlarem todas as ferramentas e serviços que as pessoas estão trazendo para a empresa. A Box.net é um exemplo do tipo de ferramenta implantada sem conhecimento da TI, implementada por usuários finais para abordar uma questão que não lhes agradava, que se espalhou rapidamente para equipes de projetos e departamentos. Ao ponto que esse estágio finalmente atinge o radar do Diretor de TI ou CIO, ele tem duas opções: sancionar a ferramenta em seu uso atual e avaliá-la para uma implementação mais ampla, ou bloqueá-la, arriscando uma queda de produtividade e os resultados de negócio. Empresas como a T-Mobile, TaylorMade e Hawaiian Airlines têm optado pela segunda opção,  mas muitos outros tomaram a decisão mais radical, optando por ficar com o protocolo de TI existente e manter um controle restrito por meio de sistemas no local.
Estas são as decisões que cada organização de TI enfrenta hoje e continuará enfrentando nos próximos anos. A divisão de compra-adoção está ampliando a desconexão entre os papéis e os desejos dos usuários finais e os departamentos de TI: essa desconexão não pode ser sustentada sem afetar negativamente as operações de negócios.
Metas diametralmente opostas

Se você fosse enumerar os objetivos do departamento de TI de hoje, você encontraria algo parecido com isso: aplicar o menor número de soluções para resolver o maior número de problemas, manter o controle completo sobre a tecnologia e as informações, atender às expectativas em torno de custos e riscos e implementar soluções comprovadas. Estes objetivos estão em desacordo com os objetivos dos usuários: usar a melhor tecnologia possível para resolver problemas, ganhar mobilidade e flexibilidade, responder às expectativas de produtividade de seu gerente, mover-se rapidamente usando ferramentas mais rápidas e mais intuitivas. Apesar de contraditório, os dois conjuntos de objetivos fazem total sentido. A TI deve ser responsável pela segurança da informação e os trabalhadores devem progredir rapidamente e permanecer produtivos.
Então, como podemos conciliar essas necessidades aparentemente díspares, mas igualmente válidas? Andrew McAfee sugeriu recentemente uma metodologia para a implementação de software de gestão empresarial: "...exercer o máximo de controle sobre a escolha da tecnologia e o mínimo possível sobre o uso da tecnologia. Um controle rígido sobre a escolha da tecnologia garante que uma grande organização não acabe com centenas de desarticulados esforços de implantação e ambientes de tecnologia fragmentados".
Apesar de esta postura deixá-lo com uma estratégia de tecnologia mais estável e já ser utilizada pela maioria das empresas, o controle rígido sobre a escolha não está servindo muito bem aos usuários. Devemos levar em conta os vários usuários que necessitam dessas ferramentas para serem produtivos. No intuito de reduzir o número de sistemas que precisam ser gerenciados, as empresas podem acabar com as ferramentas menos flexíveis do mercado de CRM. Ou talvez vão comprar uma solução de colaboração do mesmo fornecedor que os forneceu equipamentos de rede. Em ambos os casos, ele ganha na capacidade de gerenciamento no curto prazo, mas os usuários tendem a sofrer perdas de usabilidade e produtividade - o que significa que, em última análise, a TI terá de ficar profundamente envolvida no "usar a tecnologia", bem como, fornecer treinamento ao usuário, encontrar soluções para a falta de funcionalidade e agüentar as reclamações.
Comprar com base em relações de fornecedor e consistência do sistema - e evitar um pouco de caos e testes de usuários - é a causa raiz do problema com a tecnologia dasempresas atualmente: lenta, atrasada e odiada pelos usuários. O desafio para os próximos dez anos é criar e implementar tecnologias que suportem às necessidades paradoxalmente diferentes de usuários e departamentos de TI. Temos de reconstruir as nossas empresas, de tal forma que haja uma conexão entre a nossa visão de TI e o que estamos exigindo dos trabalhadores.
A nuvem muda tudo. Realmente.

Ao democratizar a adoção, a cloud computing muda tudo sobre a TI. Agora, é o gerente de vendas que implementa o Salesforce.com (CRM) para sua equipe. É o desenvolvimento que traz o Amazon S3 (AMZN) em seu toolkit. É o representante do suporte que seleciona a Zendesk como a solução mais simples para sua equipe de atendimento ao cliente. Conforme um relatório recente da Forrester, "especialmente em empresas onde a TI é vista como lenta para trabalhar em conjunto, os novos níveis de preço e o pré-provisionamento oferecido pelo SaaS e pela computação em nuvem promoverá compras renegadas anteriormente pela empresa". Goste ou não, os usuários agora controlam o mindshare da TI de sua empresa e os fornecedores devem começar a construir ferramentas que se destinam a ser usadas, não apenas a serem vendidas. E é por isso que startups são inerentemente perturbadores em novos mercados. Eles não estão em dívida com o antigo modelo de negócios, que representam os centros de lucro da corporação. Começar com uma baseline muito menor te previne do risco de canibalizar as linhas de produtos do passado, simplesmente porque você não tem nenhum. E é por isso que, em apenas uma questão de três a cinco anos, o cenário da tecnologia da empresa mudou dramaticamente. É também por isso, que nos próximos 3 a 5 anos, os nossos ambientes de TI corporativos vão ter uma visão muito diferente do que possuem hoje.
Com os softwares empresariais finalmente começando a serem focados no indivíduo e não apenas no comprador de TI, estamos vendo mudanças dramáticas na produtividade das empresas, rapidez na execução e o sentimento geral em relação à tecnologia. As pessoas são capazes de trabalhar muito mais rapidamente, acessar mais informações do que nunca e tomar decisões em tempo real, que são apoiadas por dados - tudo levando a um ambiente de trabalho mais aberto, conectado e colaborativo. Com as soluções certas, mesmo os profissionais de TI estão felizes - eles finalmente conseguiram ficar à frente do jogo em vez de sempre ter que lutar contra incêndios, resolver problemas e dar uma resposta aos usuários insatisfeitos. Tome Manjit sighn, CIO da Chaquita Brands, explicou a Thomas Wailgum da CIO.com porque ele passou por cima de fornecedores de ERP em favor de alternativas úteis ao cotidiano e sob-demanda, e mais estrategicamente alinhada com a organização de TI: "Eu quero ver meu pessoal de TI sentado de braços dados com pessoas de negócios, falando sobre a transformação de processos e tentando descobrir como levar produtos ao mercado ainda mais rápido ... não baseando seus trabalhos na manutenção de sistemas."
Como todo mundo ganha

Quando uma estratégia da organização de TI é coerente com o que vai resolver os problemas de seus funcionários, vamos ver o surgimento de uma sociedade mais produtiva, aberta e social. Para chegar aqui, os profissionais de TI devem estar mais "lado a lado com gente de negócios", mas isso não pode acontecer se a organização de TI não for vista como um grupo estratégico em vez de apenas um centro de suporte à tecnologia, com função de evitar riscos e manter a infra-estrutura funcionando. Esta atitude conservadora é a razão pela qual é mais seguro optar pela IBM ou pelo Microsoft SharePoint, e porque a inovação em tecnologia corporativa está atrás da tecnologia de consumo há muitos anos.
Pode parecer irrealista pensar em profissionais de TI como os heróis de uma organização. Eles não pertencem ao departamento que faz mais dinheiro ou constrói os produtos ou serviços que sua empresa vende. No entanto, o departamento de TI fundamenta a capacidade de todas as atividades operacionais de nossos negócios no ambiente competitivo de hoje. Independentemente se é adotado pelo usuário final ou se foi imposto pela empresa, a tecnologia alimenta tudo o que fazemos e informa cada decisão que tomamos: ERP, CRM, softwares de comunicação, automação de marketing, gerenciamento de conteúdo, etc..Mas, apesar de sua influência, a tecnologia quase nunca foi maximizada da melhor maneira possível, por todas as partes possíveis. Isso está mudando, e rápido. Para fazer isso, claro, os fornecedores de software têm que colocar muito mais esforço na busca de soluções que não fracassem os seus clientes e deem prazer ao invés de bloquear os usuários. Estamos chegando lá. Temos visto mais progressos no caminho para uma estratégia mais centrada no usuário de TI no ano passado do que nos dez anos anteriores, e essa revolução irá continuar a ganhar força - e atenção - em 2011.
(*) Aaron Levie é o CEO e co-fundador da Box.net.

2011-02-25

Gartner aponta tendências de TI até 2015

James Della Valle, de INFO Online

SÃO PAULO – O Gartner divulgou esta semana uma lista com as principais tendências em tecnologia da informação no mundo para os próximos anos.

Segundo a empresa, que trabalha com pesquisa e aconselhamento, os tópicos abordados pela pesquisa apontam mudanças no equilíbrio do poder e no foco em TI.

"Ao mesmo tempo em que as organizações fazem planos para percorrer a recuperação econômica e se preparar para o retorno do crescimento, o foco de nossas previsões para 2010 está no impacto das mudanças críticas no equilíbrio do controle e do poder em TI. Com o maior cuidado financeiro e regulatório para todas as decisões de investimentos nesta área, poucas organizações não serão afetadas”, afirma o vice-presidente do Gartner, Brian Gammage.

O executivo ainda diz que, em 2009, as organizações passaram por mudanças significativas em relação à governança e investimento em TI, geradas pelos desafios econômicos encontrados ao longo do ano. Como resultado, Gammage aponta mais transparência na prestação de contas e transparência.

Confira as tendências para os próximos anos de acordo com as previsões feitas pelo Gartner:

-Até 2012, 20% das empresas não terão ativos de TI

Muitas tendências inter-relacionadas estão impulsionando esse movimento de reduzir os ativos de hardware de TI, tais como virtualização, cloud computing e profissionais usando sistemas de desktops e notebooks em redes corporativas.

A necessidade de hardware de computação, seja nos data centers ou nas mesas dos funcionários, não desaparecerá. Porém, se a propriedade do hardware passar para terceiros, então haverá mudanças maiores em cada faceta da indústria de hardware de TI. Por exemplo, os orçamentos empresariais de TI vão se contrair ou serão realocados para projetos mais estratégicos; a equipe de TI das empresas será reduzida ou reeducada para atender às novas exigências e/ou a distribuição do hardware terá que mudar radicalmente para atender às exigências dos novos pontos de compra de hardware de TI.

-Até 2012, as companhias de serviços de TI centralizadas na Índia vão representar 20% dos principais agregadores em nuvens do mercado (por meio de ofertas de serviços em nuvem)

O Gartner vê as companhias de serviços de TI centralizadas na Índia alavancando as posições de mercado e os níveis de confiança estabelecidos para explorar modelos de crescimento de receitas não lineares (que não estão diretamente correlacionados ao crescimento baseado no trabalho) e trabalhando com esforços de pesquisa & desenvolvimento (P&D) de interesse, especialmente na área de computação em nuvem. O trabalho coletivo dos fornecedores centralizados na Índia representa um segmento importante dos agregadores em nuvens do mercado, que oferecerão opções de terceirização que viabilizem nuvens (também conhecidos como cloud services).

-Até 2012, o Facebook vai se tornar o hub para integração de redes sociais e socialização Web

Por meio do Facebook Connect e outros mecanismos similares, o Facebook vai dar suporte e terá um papel fundamental no desenvolvimento da web social distribuída e interoperável. Na medida em que o Facebook continua a crescer e a superar outras redes sociais, essa interoperabilidade vai se tornar crítica para o sucesso e a sobrevivência de outras redes sociais, canais de comunicação e sites de mídia.

Outras redes sociais (incluindo o Twitter) vão continuar a evoluir, buscando maior adoção e especialização com áreas de comunicação e conteúdo, mas o Facebook representará um denominador comum a todas elas.

-Até 2014, a maioria dos cases de negócios de TI vai incluir os custos da correção do carbono

Hoje, a vitalização dos servidores e o gerenciamento da energia dos desktops demonstram economias substanciais nos custos com energia e essas economias podem ajudar a justificar os projetos. A incorporação dos custos do carbono nos negócios fornece mais uma medida das economias e prepara a organização para um maior exame do seu impacto de carbono.

As pressões econômicas e políticas para demonstrar responsabilidade pelas emissões de dióxido de carbono vão forçar mais empresas a quantificar os custos do carbono nos negócios. Os fornecedores terão que fornecer estatísticas sobre o ciclo de vida do carbono para seus produtos ou encarar a erosão de sua participação no mercado. A incorporação dos custos do carbono nos negócios vai apenas acelerar levemente os ciclos de substituição. Uma estimativa razoável para o custo do carbono em operações típicas de TI seria um ou dois pontos porcentuais dos custos gerais. Portanto, a prestação de contas sobre o carbono vai, provavelmente, alterar o market share, mas não o tamanho do mercado.

-Em 2012, 60% das emissões de gases estufa na vida total dos PCs terão ocorrido antes que o usuário ligue a máquina pela primeira vez

O progresso no sentido de reduzir a energia necessária para montar um PC tem sido lento. Por todo o seu ciclo de vida, um PC típico consome dez vezes seu próprio peso em combustíveis fósseis, mas cerca de 80% do uso energético total de um PC ocorre durante a produção e o transporte.

A maior consciência entre os compradores e aqueles que influenciam a compra, a maior pressão dos rótulos ecológicos (eco-labels), as crescentes pressões de custo e a pressão social alertaram a indústria de TI para o problema das emissões de gases estufa. Agora, os pedidos de oferta (RFPs) buscam critérios relacionados ao ambiente nos produtos e nos fornecedores. A consciência ambiental e a pressão legislativa vão aumentar o reconhecimento das emissões de dióxido de carbono na produção e nas atividades de uso. Os provedores de tecnologias devem prever que lhes será solicitado que forneçam dados sobre as emissões de dióxido de carbono para um número crescente de clientes.

-O marketing via Internet será regulamentado até 2015, controlando mais de US$250 bilhões em gastos mundialmente

Apesar dos esforços internacionais para eliminar “spams”, as “sujeiras” de marketing são abundantes em todos os canais de marketing. A pressão por uma maior prestação de contas significa que a reação de consumidores incomodados vai provavelmente direcionar a legislação para regulamentar o marketing pela internet.

As companhias que focam a internet primariamente com objetivos de marketing deverão se ver impossibilitadas de comercializar com os clientes de forma eficaz, colocando-se em desvantagem competitiva quando as novas leis entrarem em vigor. Apesar do alto crescimento, os fornecedores que concentram-se unicamente e vendem predominantemente soluções de marketing via internet vão se defrontar com um mercado em declínio, pois as companhias vão dirigir os fundos de marketing a outros canais para compensar.

-Até 2014, mais de 3 bilhões de pessoas poderão efetuar transações eletronicamente via tecnologia de celulares ou internet

As economias emergentes verão rapidamente o crescimento da adoção de celulares e da internet até 2014. Ao mesmo tempo, os progressos nos pagamentos, comércio e operações bancárias via dispositivos móveis estão facilitando as transações eletrônicas via celular ou Internet no PC. A combinação dessas duas tendências cria uma situação na qual uma maioria significativa da população adulta do mundo vai poder efetuar transações eletrônicas até 2014.

A pesquisa do Gartner prevê que, até 2014, haverá uma taxa de penetração de dispositivos móveis de 90% e 6,5 bilhões de conexões móveis. A penetração não será uniforme, pois continentes como a Ásia (excluindo-se o Japão) verão uma penetração de 68% e a África, 56%. Embora nem todas as pessoas que tenham um celular ou acesso à internet vão efetuar transações eletrônicas, cada uma delas poderá fazer isso. As transações em dinheiro continuarão a ser dominantes nos mercados emergentes até 2014, mas as bases para as transações eletrônicas estão em andamento para a maioria do mundo adulto.

-Até 2015, o contexto será tão influente para os serviços móveis de consumo e relacionamento quanto os mecanismos de busca são para a web

Enquanto a busca fornece a “chave” para organizar informações e serviços para a web, o contexto será a “chave” para oferecer experiências personalizadas por meio de smartphones ou qualquer interação que um usuário final tenha com a tecnologia da informação. Os sistemas de busca são centrados na criação de conteúdo que chame a atenção e possa ser analisado. O contexto vai se concentrar em padrões de observação, particularmente a localização, presença e interações sociais. Além disso, embora a busca tenha sido baseada em um conjunto de informações da web, os serviços enriquecidos com contexto vão, em muitos casos, pré-propagar ou extrair informações para os usuários.

A posição mais poderosa no modelo de negócios de contexto será a de um provedor de contexto. Provedores de Web, dispositivos, plataformas sociais, serviços de telecomunicação, fornecedores de software e fornecedores de infraestruturas de comunicação vão competir para se tornarem provedores de contextos significativos nos próximos três anos. Qualquer fornecedor da web que não se torne um provedor de contexto arrisca-se a ceder a propriedade efetiva do cliente a outro provedor de contexto, que vai impactar os negócios clássicos e móveis dos fornecedores.

-Até 2013, os telefones celulares vão ultrapassar os PCs como dispositivo mais comum para acesso à web

De acordo com as estimativas do Gartner, o número total de PCs em uso chegará a 1,78 bilhão de unidades em 2013. Até 2013, a base instalada combinada de smartphones e telefones equipados com navegadores vai ultrapassar 1,82 bilhão de unidades e, dali em diante, será maior do que a base instalada de PCs.

Tipicamente, os usuários de dispositivos móveis estão preparados para dar menos cliques em um site web do que os usuários que acessam em um PC.

Embora um número crescente de sites e aplicações baseadas na web ofereça suporte para dispositivos móveis pequenos, muitos ainda não o fazem. Os sites que não forem otimizados para formatos de tela menores vão se tornar uma barreira de mercado para seus proprietários - muito conteúdo e muitos sites terão que ser reformatados/reconstruídos.