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2011-06-07

CSC adquire a empresa de serviços de TI VIXIA

Decision Report 06/06/2011

A CSC anunciou hoje (6) que adquiriu a VIXIA Consultoria e Tecnologia, uma empresa de TI com sede em São Paulo focada no fornecimento de software para funções “core”, serviços de consultoria de negócios e integração de sistemas para instituições financeiras, empresas de seguros e resseguros no Brasil.

A aquisição coloca a CSC em posição melhor para apoiar os objetivos de expansão de seus clientes multinacionais, bem como para buscar e conquistar novos negócios nesse mercado emergente de serviços financeiros. os termos financeiros do acordo não foram divulgados.

A combinação da CSC com a VIXIA oferecerá ao mercado da América Latina um portfólio global de serviços e aplicativos específicos para serviços financeiros, juntamente com uma ampla experiência na prestação de serviços e profundo conhecimento do mercado local.

Ao adquirir a VIXIA, uma antiga parceira da CSC, a companhia incorpora uma equipe de liderança e profissionais com experiência e relacionamentos significativos com seguradoras e bancos locais. Com essas capacidades locais, a CSC aumenta sua habilidade de atender às necessidades desse importante mercado emergente, à medida que um número cada vez maior de empresas e bancos no Brasil e em toda a América Latina busca modernizar suas capacidades de tecnologia da informação.

2011-06-03

Ações do LinkedIn formaram uma bolha, dizem pesquisadores

Três pesquisadores acadêmicos afirmam ter sido formada uma bolha nas ações do LinkedIn nos primeiros quatro dias de negociação dos papéis, movimento determinado como "definitivo" segundo um modelo desenvolvido por eles. Os pesquisadores desenvolveram um modelo por meio do qual afirmam ser capaz de estabelecer em tempo real se os preços do mercado estão fadados a um colapso. Caso os investidores sejam capazes de detectar excessos especulativos rapidamente, poderão evitar mercados superaquecidos e alocar melhor seu capital, disse Robert Jarrow, professor de Finanças da Cornell University, que escreveu o estudo com os matemáticos Younes Kchia, da École Polytechnique, e Philip Protter, da Columbia University.

"Se pessoas suficientes acreditarem que existe uma bolha e o número de pessoas que desejem sustentá-la não baste, talvez as bolhas desapareçam antes de crescer demais," disse Jarrow à Reuters. O modelo, descrito em um estudo que no momento está sendo submetido a revisão acadêmica para publicação, compara as dimensões das flutuações de preços à volatilidade de uma ação cujo preço a pessoa pagaria se planejasse mantê-la permanentemente em sua carteira de investimento. Caso a volatilidade da ação em teste seja superior à da ação normal, haverá uma bolha.

Segundo eles, a companhia de redes sociais LinkedIn serve como exemplo. As ações da empresa mais que dobraram de valor em seu primeiro dia de operação na Bolsa de Nova York, e fecharam o dia 24 de maio - o quarto dia em que foram acompanhadas pelo modelo de análise - cotadas a mais que o dobro do valor de sua oferta inicial. As ações recuaram um pouco posteriormente, mas, na quarta-feira, nono dia de negociação, fecharam mais de 70% acima do valor de oferta. Sempre houve quem argumentasse intuitivamente que uma valorização excessivamente rápida indica bolha, mas o modelo oferece provas de que a alta nos preços das ações do LinkedIn foi além da volatilidade. O estudo afirma que o modelo foi verificado com base nos preços de

2011-05-30

Inferno astral de Leo

Executivos da HP estão insatisfeitos com CEO

A presença de Leo Apotheker no comando da HP tem causado mal estar entre os executivos da companhia. Insatisfeitos com a gestão do CEO e com as reestruturações por ele impostas para enfrentar os novos desafios financeiros da empresa, muitos vice-presidentes e executivos seniores já deixaram a companhia, enquanto outros tiveram sua aposentadoria forçada pelo comando da HP.
Segundo pessoas ligadas ao assunto ouvidas pelo The Wall Street Journal, dez executivos pediram demissão e ainda não se sabe o número dos que foram “forçados a se aposentar ou a pedir dispensa”. As fontes, entretanto, apontam que Apotheker já mudou toda a equipe que responde diretamente a ele e ainda há outros 15 executivos, de diversas áreas, perto de fechar contrato com a empresa.
De acordo com as fontes, os executivos mais experientes da HP estão descontentes com as reestruturações impostas por Apotheker para enfrentar a segunda metade do ano fiscal da companhia, que termina em outubro deste ano. Em comunicado divulgado na semana passada, a HP reduziu suas expectativas de receita para o exercício fiscal de US$ 131,5 bilhões para US$ 129 bilhões, supostamente por causa do terremoto que atingiu a costa japonesa no início deste ano (veja mais informações em “links relacionados” abaixo).
No entanto, os executivos questionam a posição de Apotheker de transformar a HP numa empresa de serviços, o que tem gerado menos receita do que o esperado para a companhia. E-mails trocados entre funcionários da alta cúpula da empresa, vazados há cerca de um mês, alertavam para um “quarto trimestre fiscal difícil”.
Entre os executivos que deixaram a HP, ou foram demitidos, estão Marius Haas, responsável pela divisão de redes e Gary Budzinski, que comandava a divisão de serviços. Ann Livemore, vice-presidente de serviços e produtos para o mercado corporativo, teve sua função dividida em duas, o que a deixou responsável apenas pelos produtos.

2011-05-11

FGV: Totvs domina pequenas empresas e SAP tem 50% das grandes

Pela primeira vez, pesquisa anual da FGV sobre tendências de software divide partipação de mercado das fornecedoras de ERP por porte de companhia.
Rodrigo Afonso, da Computerworld
A principal novidade da pesquisa anual da FGV sobre tendências de software em relação aos números anteriores é o levantamento do mercado de sistemas de gestão empresarial, considerando portes de empresa.

Se considerada somente a média geral, com a inclusão de todas as empresas, a Totvs lidera o mercado brasileiro com 38% de penetração no mercado, a SAP vem a seguir com 27%, a Oracle aparece com 17% e a Infor tem 5%. A pesquisa leva em conta somente presença nas companhias e não a participação de mercado em faturamento.

Se observados diferentes tamanhos de empresa, novos cenários podem ser avaliados e as fatias dos três principais players variam significativamente. Em organizações que possuem de 30 a 160 computadores, pequenas e parte das médias, a Totvs tem aceitação de 54%, ante 8% de SAP e Oracle.

Indo para o segmento de médias e uma pequena parte das grandes, companhias que possuem entre 160 a 550, a Totvs cai para 40%, ante 20% da SAP e 19% da Oracle.

A liderança se inverte em empresas com mais de 550 computadores, mercado no qual a SAP tem penetração de 50%, enquanto Totvs tem 21% e Oracle tem 20%.

2011-05-02

Voltam a intensificar os rumores sobre IPO do Facebook em 2012

Com previsão de crescimento acima do esperado, o Facebook pode finalmente dar início ao processo de abertura de capital no ano que vem. A informação é de pessoas ouvidas pelo The Wall Street Journal, no fim de semana, que tiveram acesso às declarações financeiras da rede social.
De acordo com as fontes, a geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortizações e depreciações) do Facebook deve ultrapassar os US$ 2 bilhões neste ano, cifra muito acima da previsão feita pela empresa meses atrás. Isso, segundo as fontes, leva a companhia a crer que, até o ano que vem, conseguirá atingir os US$ 100 bilhões de valor de mercado, por meio de uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).
As fontes não sabem dizer, no entanto, de quanto era a expectativa de geração de caixa do Facebook, ou em quanto as previsões foram superadas, alegando dificuldade de se obter informações financeiras da rede social. De acordo com elas, existe um acordo entre o Facebook e alguns bancos que dá à rede social direito de acesso imediato a até US$ 1 bilhão em crédito.
O analista financeiro Lou Kerner, do banco de investimentos Wedbush Securities, ouvido pelo jornal americano, disse que o Facebook, hoje, apresenta uma margem do Ebitda de 50% e, até o fim do ano, deve atingir capitalização de US$ 112,9 bilhões. Segundo ele, o quadro é mais que favorável para que a companhia abra o capital, mas ainda deve ser cautelosa em razão das recentes movimentações da economia mundial.
O jornal americano cita dados da consultoria comScore, que afirma que 31% de todos os displays advertising (anúncios em banner, imagens etc.) nos Estados Unidos foram veiculados por meio do Facebook no primeiro trimestre deste ano – o dobro do apurado em igual período do ano passado.

2011-04-17

A Bolha está aí - Google fez oferta de US$ 10 bi pelo Twitter, diz revista

Fonte  : Estadão

'Fortune' também citou uma proposta de US$ 2 bilhões apresentada pelo Facebook, recusada pela empresa

O Twitter recusou uma proposta de compra de US$ 10 bilhões apresentada pelo Google, segundo a revista Fortune. Uma reportagem intitulada "Trouble @ Twitter" (problema no Twitter) apontou que a Microsoft, o Google e o Facebook avaliaram a compra do serviço de microblogs.

"Desde que o Twitter foi inventado, gigantes da internet vêm tentando comprá-lo, por acreditarem que ele é um serviço de mídia social com o potencial de competir com o Facebook", escreveu a jornalista Jessi Hempel. "A Microsoft nunca fez uma proposta, de acordo com fontes, mas o Facebook teria oferecido US$ 2 bilhões pelo Twitter e o Google, de longe o mais interessado, chegou a oferecer até US$ 10 bilhões."

Além da recusa de ofertas bilionárias, a revista identifica outros problemas com o Twitter. A empresa teve três presidentes em menos de três anos. O cofundador Jack Dorsey foi substituído pelo também cofundador Evan Williams, que acabou sendo trocado por Dick Costolo, diretor de operações.

Depois disso, Dorsey acabou voltando ao Twitter, como diretor de produtos, sem deixar a presidência de outra empresa, a Square, de sistemas de pagamento. Sobre essas mudanças, o blog de tecnologia TechCrunch observou que a troca de comando não é um bom sinal e que o posto de visionário de produto é um trabalho em tempo integral.

Existe uma percepção crescente, de acordo com a Fortune, que a inovação foi paralisada e que a administração da empresa está uma bagunça. Outro motivo de preocupação é que, no último ano, o tráfego do Twitter nos Estados Unidos deixou de crescer. Apesar de ter mais de 200 milhões de contas registradas, somente 10% usuários usam o serviço a cada mês.

Modelo de negócios. Um ponto importante na análise da situação do Twitter é que o site ainda não conseguiu apresentar um modelo convincente de geração de receitas. Apesar do desejo das empresas de anunciar no serviço, o Twitter só conseguiu faturar US$ 45 milhões com publicidade no ano passado, comparados a US$ 1,86 bilhão do Facebook.

A briga entre os dirigentes do Twitter, com seus cofundadores transformados em celebridade, tem impedido que a empresa possa conseguir bons resultados a partir de sua base de bons engenheiros, anunciantes ávidos de publicidade e usuários leais, de acordo com a Fortune.

O Twitter está bem capitalizado, tendo levantado mais de US$ 360 milhões, mas perdeu o posto de empresa mais quente do setor de tecnologia para outras companhias, como o Groupon, que levantou mais de US$ 1 bilhão em investimento e tem um modelo bem definido de negócios.

"O Twitter ainda precisa descobrir o que quer ser quando crescer", escreveu Jessi Hempel. O presidente Dick Costolo costuma dizer que o serviço é uma rede social. A revista questiona se, na realidade, o Twitter é uma empresa de mídia, uma ferramenta de comunicação ou alguma outra coisa.

História. O Twitter foi criado por acaso. Ele nasceu de uma empresa chamado Odeo, que produzia podcasts, mas acabou deixando de fazer sentido quando a Apple lançou o iTunes. Inicialmente chamado Twttr, sem vogais, a ideia era permitir que as pessoas respondessem à pergunta "o que você está fazendo agora?", usando mensagens de texto de celular. Foram os usuários que descobriram para que o serviço servia, criando coisas como hashtags e retweets.

2011-04-13

Como evitar uma nova bolha tecnológica

    Matthew Lynn, Bloomberg News - O Estado de S.Paulo

    Ofertas públicas iniciais. Grandes fusões. Nerds de 20 e poucos anos enriquecendo rapidamente. Parafraseando uma antiga canção de Prince, os mercados estão festejando como se fosse 1999 outra vez.

    A bolha tecnológica voltou. O Facebook está na vanguarda de uma imensa valorização. Logo atrás estão Groupon, Twitter e LivingSocial.com. Até a Rovio Mobile, a pequena empresa finlandesa por trás do aplicativo Angry Birds, dá mostras de que em breve valerá uma fortuna.

    O problema é que todos ainda se lembram de como a bolha estourou da última vez. Os investidores sabem que há muito dinheiro a ser ganho com a tecnologia. Sabem também que uma quantia proporcional pode ser perdida quando a bolha estourar.

    Para manobrar de modo a evitar os percalços desse acidentado caminho, há algumas regras simples que podemos aprender com o último momento de grande prosperidade inspirada na tecnologia: não dar tanta importância aos modelos de negócios; continuarmos atentos ao surgimento de monopólios; apoiar os empreendedores mais gananciosos; e comprar depois que a euforia ceder. Se essas lições forem respeitadas, é possível que ainda ganhemos dinheiro com aquilo que resta da mais lucrativa indústria em todo o mundo.

    Não há dúvida de que certa dose de entusiasmo e animação voltou aos mercados tecnológicos. Talvez eles ainda não tenham entrado na mania que envolveu o "boom" das indústrias ponto.com - mas estão chegando perto disso.

    O Facebook tem seu valor de mercado avaliado em US$ 50 bilhões. O Groupon, site de promoções diárias criado em Chicago, realizou reuniões sobre a possibilidade de uma abertura de capital que estabeleceria seu valor na casa dos US$ 25 bilhões. O valor do Twitter foi estimado em US$ 3,7 bilhões no fim d2010, mas este montante pode já ser bem mais alto agora.

    Entre os investidores cuja memória se estende a até uma década atrás ou mais, a simples combinação das expressões "tecnologia" e "oferta pública inicial" evoca a lembrança de valorizações que fugiram ao controle - arrastando consigo as fortunas de muita gente. Contrariando isto, empresas como Google, Amazon.com e Apple estão agora entre as maiores do mundo. A economia da internet não para de se expandir. Aqueles que investiram nas empresas certas na última vez ganharam muito dinheiro.

    Assim, o truque está em apostar nos cavalos certos - e, para isso, é preciso aprender as lições da última bolha tecnológica para sobreviver a esta. Eis aqui quatro sugestões de pontos de partida.

    Em primeiro lugar, não adianta se preocupar com os modelos de negócios. O Google não tinha modelo de negócios quando começou. Nem o Facebook. A publicidade surgiu depois. Ambos se concentraram em criar um produto excelente que atraísse um imenso público, e compreenderam que, enquanto eles conseguissem este efeito, o lucro surgiria naturalmente.

    Segundo: atenção aos monopólios. A internet tem a tendência intrínseca de criar empresas com uma imensa fatia de mercado. Existe um motivo simples para isto: o efeito da rede. Todos nós usamos sistemas operacionais da Microsoft porque todos usam estes mesmos sistemas. Da mesma forma, acessamos o Facebook porque é lá que estão todos os nossos amigos. Assim, é melhor procurar sites e programas que todos usam.

    Terceiro: fuja das empresas que começarem a vender ações cedo demais. Os melhores empreendedores da internet são gananciosos. Eles sabem que têm nas mãos algo valioso, e não negociarão a divisão da participação patrimonial até se verem obrigados a fazê-lo.

    Quarto: compre após a oferta pública inicial. Existe um inevitável ciclo de euforia e desapontamento antes que as empresas realmente fortes possam emergir. Certifique-se de comprar no momento da frustração.

    O setor da tecnologia continua sendo a fonte das grandes fortunas da próxima década. Os investidores precisam apenas se certificar de tomarem cuidado onde pisam - pois, em meio às grandes oportunidades, há também algumas bombas a serem evitadas. / TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL

    2011-04-01

    Comprafacil quer expandir atuação no mercado corporativo

    A loja on-line Comprafacil.com criou um portal exclusivo para o segmento de vendas e soluções corporativas. Batizado de comprafacilempresas.com, ele faz parte da estratégia da empresa para expandir os negócios e aumentar participação no mercado corporativo.
    Com o novo site, a companhia também amplia a atuação no segmento
    de negócios entre empresas pela internet, também conhecido como business to business (B2B). O Comprafacil já atende empresas como Ipiranga, TIM, Redecard, Globomarcas, Loja do Flamengo, Banco do Brasil, Webjet e City Shoes.
    No ano passado, o Comprafacil faturou R$ 2,1 bilhões e a expectativa é atingir receita de R$ 3,5 bilhões neste ano, o que, se confirmado, representa um crescimento de 66,6%. Para atingir essa meta, a empresa aposta nos negócios gerados por meio de parceiros.
    O objetivo da companhia com o novo site é reunir todas as soluções oferecidas pelo e-commerce na mesma plataforma, de forma a facilitar o acesso dos clientes aos serviços, tais como cotação e vendas corporativas para empresas de todos os portes, operação de programas de incentivo, vales presente, gestão de lojas virtuais e operação logística.

    2011-01-19

    Artigo: E se todos nós usássemos Linux em vez do Windows?

    Sempre que chega o fim do ano penso como seria o universo tecnológico se os softwares open source fossem mais populares que os proprietários.

    Há uma tirinha que circulou pela comunidade Linux uns tempos atrás sobre a qual eu frequentemente penso ao final de um ano. Nela, um até então aficionado pelo sistema se recusa a instalá-lo no computador de um amigo por um motivo torpe: “Se todo mundo o usar, eu deixo de ser cool”.

    É uma piada, claro, mas ainda mais engraçada por ser um tanto verossímil em se tratando da soberba humana. Sempre penso nela nessa época devido ao fato de que a maioria dos defensores do open source esperam que um dia o Linux seja usado por grande parte dos usuários. Essa esperança, aliás, se renova a cada ano.

    Há aquele que discordam e dizem que esse dia jamais chegará. De qualquer forma, é curioso pensar como seria o mundo se o Linux se popularizasse. É justamente isso que imaginei para escrever a matéria e esses cinco itens.

    Malware e Vírus
    Certamente, o maio efeito da popularização do Linux seria o desaparecimento da monocultura de plataformas, dominada pelo Windows. Em vez disso, teríamos diversas
    distribuições sendo adotadas por uma quantidade razoável de usuários, o que dificultaria a vida dos criadores de malwares e vírus. Eles não poderiam mais concentrar seus esforços em único um único alvo – o Windows – pois teriam vários modelos a atingir. Tarefa difícil: é como acertar dezenas de pássaros com uma pedra só.

    A indústria de segurança digital
    Sim, é uma boa ideia usar antivírus mesmo ao usar o Linux, a fim de melhorar sua segurança. E se ele se tornasse o sistema mais adotado no mundo, essa proteção se tornaria ainda mais recomendável.

    Mas, considerando as vantagens que um software open source tem nesse quesito, a indústria de segurança digital deixaria de ter tamanha proporção. Por ser de código aberto, o Linux permite a seus inúmeros usuários identificar e corrigir, de forma providencial, possíveis falhas. A espera pelo “Patch Tuesday” ou por atualizações críticas seriam algo distante e esquisito.

    Imprevistos
    Devido a seus problemas de segurança, ou mesmo lentidão em certas tarefas, o Windows costuma ser visto, digamos, como um sistema temperamental.

    O Linux, por sua vez, tem como principal virtude a estabilidade. Empresas e usuários finais deixariam de perder minutos preciosos e perceberiam um valioso acréscimo na produtividade. Milhões de pessoas trabalhando mais e melhor do que antes; não seria de se impressionar se mesmo o PIB de todo um país crescesse.

    Economia
    Quando as
    empresas e os usuários pararem de pagar valores exorbitantes por licenças de softwares, eles se conscientizarão do montante economizado, que poderá ser gasto com outras coisas.

    Imagine o que poderia ser adquirido com centenas de dólares que seriam poupados de cada computador adquirido.  Sem contar que tais máquinas teriam uma vida útil maior, já que não teriam que ser trocadas devido às ambiciosas exigências de hardware que o Windows faz a cada nova versão.

    Melhor software
    Finalmente, se todos usassem Linux, o software ficaria cada vez melhor, já que, quanto mais pessoas servindo-se dele como sistema operacional principal, mais contribuições e sugestões para aprimorá-lo.

    É o oposto de companhias como Microsoft e Apple, que tentam adivinhar o que os usuários querem e às vezes acertam, mas muitas outras vezes, não. Não seria mais proveitoso se os próprios clientes pedissem novos recursos e, quem sabe, até ajudassem a desenvolvê-los?

    Antes de terminar, quero deixar claro que não considero o Linux perfeito; nenhum sistema operacional o é. Mas, dado os problemas que o Windows acarreta, penso que o mundo seria muito diferente sem ele. Pode até ser um pensamento ousado, mas acredito que, se em vez do SO da Microsoft tivéssemos o Linux como a plataforma mais popular, o universo da tecnologia seria muito diferente do que é hoje; para melhor.

    (Katherine Noyes)

    2011-01-13

    ACSP anuncia criação da nova empresa de gestão de crédito

    Motivado pelo novo “cadastro positivo” de credores/devedores, este mercado deve ferver….

    A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e o fundo de investimento brasileiro TMG Capital anunciaram oficialmente nesta quarta-feira, 23/12, a criação da Boa Vista Serviços, operação não qual já foram investidos R$ 220 milhões, para oferecer serviços de gestão de finanças e crédito ao mercado. Também fazem parte da nova empresa o Clube de Lojistas do Rio de Janeiro, a Associação Comercial do Paraná e a Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre.
    A proposta da empresa, que continua a trabalhar com marca SCPC (Serviço de Proteção ao Crédito), pretende ser uma empresa full service, oferecer menor tempo de resposta e maior grau de satisfação para banco e varejistas. “Temos uma rede “verde amarela” que tem o DNA de quem vive lado a lado ao consumidor, formada por profissionais brasileiros com capital intelectual e forte comprometimento”, disse Luiz Francisco Novelli Viana, presidente da TMG.
    A Boa Vista Serviços será presidida por Dorival Dourado, ex-Serasa Experian, tendo como diretor de tecnologia da informação Sérgio Arai, ex- CIO do Hospital Albert Eistein.
    Apesar de não revelar os investimentos que será feita em infraestrutura de tecnologia, Dourado deu indícios ao afirmar que segundo o instituto de pesquisa Gartner Group a média de investimento desse segmento varia entre 12% a 17% das receitas totais de uma empresa dessa natureza. “Inovação, tecnologia, confidencialidade e foco no cliente são prioritários da Boa Vista Serviços, que ampliará a capacidade, credibilidade e competitividade do respeitado SCPS”, disse.
    A empresa já nasce reunindo informações comerciais de mais de 130 milhões de consumidores, dos mais variados segmentos e portes em todo o país. Realiza 145 milhões de transações de negócios através do SCPC, atendendo mais de um milhão de clientes diretos, num mercado que cresce a taxas superiores a 20% ao ano, com a inserção de novos consumidores.
    A empresa devera anunciar no começo do ano nos produtos, mas não quis adiantar detalhes. Viana disse que a Boa Vista tem interesse produtos digitais, em soluções de datamining, gerenciar cartões de crédito privados e até em oferecer kits para operação de pequenos varejistas.

    2011-01-10

    Tabletsunami - Onda dos tablets deve acirrar disputa entre fabricantes em 2011

    Fonte : TI Inside

    A longa dianteira alcançada pela Apple com o iPad no segmento de tablets deve começar a ser encurtada com a chegada de novos modelos de seus concorrentes. Até o momento reinando absoluto no mercado, já que o Galaxy Tab, da coreana Samsung, só foi lançado em meados de novembro, o iPad deve enfrentar uma disputa acirrada em 2011, com o desembarque de novos modelos de tablets de pelo menos quatro fabricantes – Dell, HP, LG e a canadense Research In Motion (RIM), dona do smartphone BlackBerry.
    O instituto de pesquisa Gartner projeta que já neste ano serão vendidos 19,5 milhões de tablet PCs em todo o mundo. A IDC, menos otimista, estima a comercialização de 7,6 milhões de equipamentos, conforme sua última pesquisa sobre tablets. Mas seja qual for o número, num ponto as empresas concordam: a Apple responderá pela maior parte dos produtos vendidos.
    Os analistas do setor avaliam que a ascensão dos tablets trará uma mudança importante não apenas no equilíbrio de forças no mercado, mas também no cenário da computação pessoal. Isso porque, preveem eles, esses equipamentos devem rapidamente tomar espaço dos netbooks, computadores ultracompactos, de baixo custo, surgidos no mercado no ano passado. Para os analistas, a falta de inovação na indústria de netbooks é um dos fatores que levará à migração para o novo modelo de equipamento. Eles avaliam que o tablet PC será o próximo "segundo computador" dos consumidores e o principal dispositivo móvel de usuários corporativos.
    Um sinal disso, ainda de acordo com o Gartner, é que as remessas globais de tablet PCs devem crescer 181% em 2011 em relação a este ano, totalizando 54,7 milhões de unidades. Em 2012 e 2013, o instituto de pesquisas prevê que serão vendidos 103,4 milhões e 154,1 milhões de tablets, respectivamente.
    Vida longa aos netbooks
    Apesar dessa expansão, a IDC avalia que os tablets, mesmo tendo abocanhado um espaço expressivo dos netbooks no mercado, não devem representar um golpe de misericórdia nesses equipamentos. Ao contrário, a consultoria projeta que neste ano serão vendidos 37,8 milhões de mininotebooks, como também são chamados, o que representa um crescimento de 10,3% na comparação com 2009. Em 2014, a IDC calcula que 42,4 milhões de netbooks serão comercializados em todo o mundo, um aumento anual composto de 4,3%. De todo modo, o resultado ficará abaixo do esperado, o que não deixa de ser um sintoma da ascensão dos tablets.
    Na opinião de Luciano Crippa, da IDC Brasil, esses dados mostram que os tablets ainda são permeados por incertezas, portanto apostar que serão os responsáveis pelo fim dos netbooks é exagero. "O que vai determinar a canibalização é o tipo de uso que será dado ao dispositivo", diz do analista, ao observar que 2011 vai ser o ano da introdução dos tablets no mercado e somente a partir de 2012 é que as primeiras análises concretas poderão ser feitas.
    Mesmo assim, o impacto dos tablets no mercado de PCs será grande e deve contribuir ao menos para que o consumidor protele a decisão de compra do segundo notebook. Já no mercado corporativo a situação será totalmente diferente, onde os tablets serão a primeira opção das empresas que forem investir em mobilidade, principalmente depois que o preço dos equipamentos tiver baixado. Isso, segundo a IDC, ainda deve demorar alguns anos.
    O Gartner avalia que as vendas do segmento no ano que vem ainda estarão concentradas nos consumidores de maior poder aquisitivo, que podem pagar por produtos mais sofisticados – o iPad custa, em média, US$ 650 e o Galaxy Tab, da Samsung, R$ 2,7 mil. Portanto, o mercado dos netbooks, segundo a consultoria, ainda resistirá por dois ou três anos.
    Domínio de mercado
    A diretora de marketing para notebooks da Dell, Sandra Chen, avalia que os netbooks não resistirão à nova onda dos tablets. Ela calcula que os preços dos netbooks cairão acentuadamente até o fim do ano que vem, por isso ainda serão muito agressivos em relação aos tablets. Mas, a partir de 2012, ela acredita que os preços dos equipamentos eletrônicos de forma geral terão forte queda e os tablets passarão a ser usados como dispositivo portátil complementar ao notebook, bastante útil para acessar a internet, checar e-mails etc. – função que até agora tem sido desempenhada pelos netbooks –, mas com mais algumas funções, como telas que permitem assistir vídeos em alta definição e maior capacidade de processamento, que tornarão o novo produto mais atraente.
    Sandra acha que esse cenário não deve levar mais que três anos para se tornar realidade. A partir daí, os tablets passarão por um movimento de estabilização, tanto de preços quanto de recursos tecnológicos, enquanto os netbooks experimentarão o fenômeno que ela chama de erosão: a concorrência dos novos dispositivos móveis vai ser tão grande que o preço dos mininotebooks terá de baixar de tal maneira que tornará insustentável para os fabricantes, que tendem a abandoná-los.
    O raciocínio do diretor de marketing para telecomunicações da Samsung, Hamilton Yoshida, segue na mesma direção. Para ele, dentro de três anos os tablets devem dominar o mercado de dispositivos móveis, mas acredita que o fenômeno se dará por uma questão tecnológica. Segundo o executivo, estudos técnicos que comparam a evolução dos tablets com a de outros dispositivos portáteis revelam que todos os aparelhos tiveram um curto período de crescimento e depois se estabilizam. Ele ressalta que os tablets ainda não têm uma direção definida, nem do ponto de visa tecnológico nem do ponto de vista de uso. Para Yoshida, ainda há "muita excitação com o novo produto" para que se façam previsões abalizadas.
    Mika Kitagawa, analista do Gartner, é um pouco mais cética em relação à nova febre tecnológica trazida pelo iPad. Ela defende a tese de que os tablets ainda são "aparelhos-experiência" e por isso não há como saber se serão absorvidos pelo mercado ou se o que existe é um entusiasmo de massa causado pelas ações de marketing da Apple. No mercado corporativo, Mika vê ainda mais incertezas m relação aos tablets. Ela diz não ter como avaliar se as empresas vão adotar um modelo de compra desses aparelhos como prática institucional ou se vão desenvolver aplicativos corporativos para que sejam instalados nos dispositivos móveis dos próprios funcionários.
    Mas num aspecto ela concorda com os fabricantes: "Os netbooks serão realmente substituídos pelos tablets". Mika avalia que ainda vai demorar até que os novos dispositivos se estabeleçam no mercado como uma categoria de equipamento e acredita que, num primeiro momento, eles serão encarados como PCs secundários, assim como aconteceu com os netbooks. "O fator determinante para essa transformação será a evolução dos preços", sentencia ela.

    2011-01-06

    SEC vai investigar aporte recebido pelo Facebook, diz jornal

    Fonte : TI Inside

    Os rumores de que o banco de investimentos Goldman Sachs teria sondado clientes para que investissem no Facebook chamou a atenção da Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos. Segundo fontes ouvidas pelo The Wall Street Journal, o governo americano quer averiguar se a rede social está de acordo com a lei que regulamenta a atividade de companhias privadas no país, e estuda a possibilidade de fazer algumas alterações no texto.
    De acordo com o jornal americano, a lei estabelece que companhias com mais de 500 acionistas, mesmo que não negociem ações em bolsas de valores, devem informar à SEC determinadas operações financeiras, como o recebimento de aportes que influenciem no valor de mercado.
    No início desta semana, boatos no mercado diziam que o Facebook havia recebidoinvestimento US$ 500 milhões do Goldman Sachs, que também começou a procurar novos investidores para o site de relacionamentos, o que eleveou o valor de mercado da rede social para US$ 50 bilhões (veja mais informações em "links relacionados" abaixo).
    Segundo as fontes ouvidas pelo The Wall Street Journal, oficiais da SEC desconfiam que o Facebook e o Goldman Sachs criaram um canal indireto de investimentos, por meio de clientes do banco, para tentar burlar a regra dos 500 acionistas e manter a rede social como uma empresa privada que opera apenas em mercados secundários, sem a necessidade de informar as operações financeiras. No entanto, a SEC também quer averiguar as necessidades e demandas de outras companhias privadas, para estudar se a lei das empresas de capital fechado, cuja última alteração foi feita há 47 anos, já não está ultrapassada para os padrões atuais.
    O diário americano considera a regra dos 500 acionistas, sancionada em 1964, uma "dor de cabeça" para as start-ups, principalmente as de tecnologia, que dependem tanto de modelos de negócio diferenciados. Segundo o jornal, a regra acabou tornando a oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) uma obrigatoriedade para a sobrevivência das empresas, já que, em busca de investimento, elas acabam tendo que pulverizar seus financiamentos.