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2011-02-23

O futuro do mundo sem fio

O Estado de Sao Paulo
20 de fevereiro de 2011

Depois de participar do Congresso Mundial de Mobilidade (Mobile World Congress 2011) em Barcelona, semana passada, tenho dois sentimentos contraditórios. De um lado, entusiasmo diante do futuro da comunicação móvel. De outro, alguma preocupação diante do que podem fazer as operadoras.

Comecemos pela preocupação.Para muitos especialistas, o grande salto da comunicação sem fio nos próximos cinco anos será, sem dúvida, a explosão mundial do uso do tablet e de outros dispositivos pessoais. Essa previsão nada tem de ficção, mas decorre de simples extrapolação tecnológica. O que me pergunto é se as empresas operadoras brasileiras têm consciência do desafio que terão pela frente e já se preparam para enfrentar o aumento brutal da demanda de banda larga nos próximos cinco anos?

Do lado da indústria, há otimismo diante de alguns avanços tecnológicos notáveis anunciados neste evento de Barcelona. Entre eles, estão as velocidades crescentes de acesso da tecnologia de quarta geração (4G) do celular, denominada Evolução de Longo Prazo (Long Term Evolution ou LTE).

Há uma verdadeira corrida rumo à quarta geração (4G), em especial entre empresas como a Nokia Siemens Networks (joint venture germano-finlandesa), a Ericsson sueca e a operadora japonesa NTT DoCoMo, cujas tecnologias de acesso sem fio estão quebrando a barreira dos 500 Megabits por segundo (Mbps) de download e se aproximando de velocidades impensáveis no passado, da ordem 1 Gigabit por segundo (Gbps). Miniaturização. Além desse avanço, diversas empresas disputam a corrida na miniaturização dos equipamentos das centrais radiobase (ERBs) e alcançam resultados surpreendentes.

Nessa direção, o avanço de maior impacto foi o da franco-americana AlcatelLucent,que anunciou o desenvolvimento de dois minúsculos componentes capazes de substituir totalmente as torres e antenas das atuais estações radiobase (ERBs).

Desenvolvido pelos Laboratórios Bell,em conjunto comgrandes operadoras mundiais, e designado comercialmente de LightRadio, o novo sistema, compõe-se de dois pequenos módulos menores do que um maço de cigarros, com a ambiciosa proposta de substituir toda a infraestrutura de torres e antenas das ERBs.

Um dos módulos, chamado simplesmente de “cubo”, pesa apenas 300 gramas. Essas duas peças, no entanto, são capazes de transmitir em qualquer frequência situada nas faixas de 400 MHz a 4 GHz e operar em padrões de 2G, 3G e 4G simultaneamente.

ParaWim Sweldens,presidente daDivisão de Comunicação Sem Fio (Wireless) da Alcatel-Lucent, o impacto da nova tecnologia nas comunicações móveis poderá ser enorme: “Com a implantação do LightRadio, teremos muito maior disponibilidade de banda larga nas cidades e seus arredores, melhor cobertura, melhor qualidade e redução de custos. E tudo isso deverá ocorrer numa época em que, para centenas de milhões de usuários em todo o mundo, os tablets deverão dominar a comunicação móvel pessoal e tornar-se verdadeiras janelas abertas para a imensa nuvem da web”.

Um sistema de dimensões tão pequenas como o LightRadio poderá reduzir radicalmente as emissões de carbono das ERBs, que, em seu conjunto, correspondem hoje às de uma frota de 15 milhões de automóveis.

Além dessa vantagem, o “cubo” da Alcatel-Lucent deverá contribuir decisivamente para a redução dos investimentos e dos custos operacionais, bem como para ampliar significativamente a área de cobertura das novas ERBs. Copa e Olimpíada. Vejamos o caso brasileiro. Dois eventos relevantes precisam ser considerados. O primeiro deles será a Copa do Mundo de 2014, quando no mínimo 3 milhões de brasileiros e visitantes estrangeiros vão querer assistir a alguns jogos em seus tablets. Dois anos depois virão os Jogos Olímpicos de 2016, para criar demanda ainda maior, agora para 15 ou 20 milhões de usuários de tablets potencialmente interessados em ver as imagens ao vivo das provas olímpicas.

Nospróximoscincoanos,ademanda de banda larga no País deverá ser no mínimo 10 vezes superior à atual. A maioria dos brasileiros estará vivendo em seu dia a dia as vantagens da computação móvel, do comércio móvel(m-comm),da videoconferência, da TV móvel e de um incontável número de aplicações da internet de banda larga móvel.

O tablet poderá produzir uma nova revolução na comunicação pessoal. Em sua tela, leremos jornais, revistas e livros. Veremos programas de TV aberta ou por assinatura, filmes, shows e transmissões esportivas ao vivo ou gravadas. Poderemos fazer muito mais coisas do que já fazemos com os smartphones. Descobriremos novas opções de conteúdo, com a IPTV e a TV conectada.

Ele será nossa nova opção de cartão de crédito, de prontuário médico, de carteira eletrônica, de mobilebanking, de biblioteca virtual, de servidor portátil de todos os conteúdos que nos possam interessar, a qualquer momento, em qualquer lugar.

Não se surpreendam se, em 2016, mais de 50 ou 60 milhões de brasileiros estiverem usando tablets, que já serão dispositivos híbridos, com as funções de e-readers e smartphones. E graças às novas tecnologias de displays, como a da tinta eletrônica (e-ink ou e-paper), suas telas permitirão perfeita visibilidade até à luz do sol.

2011-01-27

2011–O ano dos negócios em rede… social.

Fonte : TI Inside

8 tendências para a web 2.0 em 2011

Declínio do Orkut e fortalecimento das redes sociais no atendimento ao cliente são algumas.

A e.life, consultoria de inteligência de mercado nas redes sociais e gestão de relacionamento 2.0, divulgou um estudo em que aponta oito tendências que a empresa considera relevantes para o ano que vem:

O começo do fim do Orkut? Este ano o Orkut deixou de ser líder na Índia e a e.life acredita que em 2011 será a vez do Brasil de assistir o começo do êxodo dos usuários do Orkut para o Facebook. À medida que a plataforma de Zuckerberg  avança no mundo, paralelamente à crescente inclusão do Brasil em campanhas de marcas globais, mais consumidores se registarão no Facebook, levando consigo seus amigos. O efeito será sentido pelo líder absoluto brasileiro nas redes sociais.

A ascensão do atendimento ao consumidor nas redes sociais: na metade do ano 2000 áreas de atendimento das empresas viram o canal e-mail tornar-se um dos preferidos pelos consumidores. No início dessa nova década uma revolução nada silenciosa que começou com os blogs agora toma conta de cada pedaço do que se chamou mídia social. Milhões de brasileiros no próximo ano vão reclamar do banco, da companhia de telefone, do supermercado e de tantos outros serviços. A diferença é que no ano que vem muito mais empresas estarão “lá” para ouvi-los e atendê-los.

Marcas anunciam para os brasileiros no Twitter:provavelmente já no segundo trimestre de 2011 agências brasileiras terão um novo desafio: criar microanúncios para o microblog que mais cresce no mundo. O Twitter ainda não revelou todos os detalhes de sua oferta de venda de publicidade. Entretanto, já se sabe que para cadastrar potenciais anunciantes, dois formatos estarão disponíveis: tweets patrocinados e trends patrocinados.

Web sites irrelevantes: com a migração das empresas para as redes sociais os sites corporativos e de produtos se tornarão cada vez mais irrelevantes e muitas empresas irão concentrar suas estratégias on-line em redes sociais mais populares – como Twitter e Facebook. A migração tornará mais fácil mensurar as estratégias digitais, mas em contrapartida as empresas precisarão estar mais dispostas ao diálogo. Caso contrário, crises nestes ambientes fechados serão mais frequentes. Algumas empresas não abandonarão seus sites corporativos, mas os tornarão mais conectados às redes sociais em 2011.

Insights em real time: as áreas de inteligência e as empresas de pesquisa de mercado irão finalmente descobrir as redes sociais, porém vão aprender rapidamente que elas requerem entregas de insights em tempo real, cada vez mais rápido. As redes sociais vão produzir um novo tipo de analista de mercado que precisará usar software que entregue insights em tempo real. Relatórios longos, de produção demorada e com periodicidades muito longas ficarão ultrapassados. A pesquisa precisará acompanhar o timing das redes sociais para entregar insights cada vez mais pontuais.

Foco maior no pré-compra: as empresas irão prestar mais atenção no comportamento de compra dos consumidores nas redes sociais, mapeando não apenas o pós-compra (a monitoraçao de buzz negativo), como acontece hoje, mas a intenção de compra da categoria ou de marcas. A monitoração da intenção de compra permitirá as empresas compreenderem quais os aspectos os consumidores mais valorizam na categoria, as percepções sobre cada marca e os influenciadores na decisão de compra (laços fortes, laços fracos, campanhas etc). Esta mudança de foco para o pré-compra criará, porém, a necessidade de associações de anunciantes e relacionamento com o consumidor produzirem um código de conduta para disciplinar a prospecção do consumidor nas redes sociais. Os dados de intenção de compra nas redes sociais também serão cruzados com outros dados, como vendas, visitas ao ponto de venda etc.

Fim das barreiras on-line/off-line: algumas agências já derrubaram as paredes entre seus departamentos on-line e off-line. A mudança gerará uma onda de aquisições de agências on-line e a contratação de profissionais desta área vai crescer pelas agências tradicionais. Mas o mais importante será a chegada das redes sociais aos pontos de venda físicos. Aguarde desde a simples sinalização do Twitter oficial da empresa no ponto de venda a aplicativos que permitirão o relacionamento do consumidor quando ele estiver na loja física.

Agora somente com uma das mãos: depois do touchscreen e o sucesso de smartphones e tablets, cada vez mais veremos dispositivos e ações com sensores de movimento. Desde aplicativos simples como web cam games, até ações mais sofisticadas utilizando tecnologias parecidas com o Kinect.

2010-09-13

Em alguns anos o hardware será gratuito.

Para Jim Zemlin, em um futuro próximo, o consumidor irá pagar pelos serviços em vez dos produtos.
“Em alguns anos, o hardware será gratuito." A previsão foi feita pelo diretor-executivo da Linux Foundation, Jim Zemlin, durante a keynote inaugural da conferência Linux Con 2010, em São Paulo. Essa é a primeira vez que o evento acontece no País.
Segundo Zemlin, a razão pela qual o hardware será gratuito em algum tempo, é porque os produtos estarão em um lugar diferente em um futuro próximo. “Em vez de pagar pelo aparelho, você vai pagar pelo serviço: acesso wireless, streaming de músicas, entre outros”, disse.
De acordo com o executivo, isso já vem acontecendo. “Por exemplo, em Londres, se você comprar um plano wireless em uma determinada operadora local, ganha um notebook”.
Para Zemlin, a indústria está deixando de comercializar produtos palpáveis para vender serviços. “O próximo Facebook, por exemplo, será construído com software e hardware gratuito.”
“Em alguns anos o hardware será gratuito”, diz diretor da Linux Foundation
E o diretor acredita que o Linux ocupa uma boa posição neste cenário. “O Linux é, com certeza, um vencedor nesse futuro como uma plataforma de serviços. O Linux é o centro de todas as principais tendências tecnológicas na atualidade.”
Antes de encerrar e dar novamente boas-vindas aos participantes, Zemlin afirmou que “essa é uma ótima época para se trabalhar com Linux”. Em seguida, ele finalizou o discurso com um pedido: “Por favor, unam-se a comunidade Linux para torná-lo cada vez melhor.”
Fonte: PC World