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2010-07-05

Perspectivas CIOs AL

CIOs da AL são os mais otimistas em relação à economia mundial

Os CIOs da América Latina estão mais otimistas em relação ao desempenho da economia neste ano do que os executivos de TI do restante do mundo. Enquanto 44% dos latino-americanos acreditam que a economia vai crescer mais que em 2009, um percentual menor (32%) de seus colegas no restante do nundo, na média global, têm a mesma convicção, segundo estudo do Gartner.
Apenas 15% dos diretores de TI da América Latina e 5% das demais regiões do mundo acham que o desempenho da economia vai superar os níveis do período pré-crise em 2008. O levantamento mostra, ainda, que enquanto 41% dos CIOs mundiais avaliam que os desafios econômicos continuarão semelhantes aos de 2009, apenas 29% dos executivos de TI latino-americanos corroboram a mesma opinião.
A confiança dos CIOs da América Latina no desempenho da economia mundial também promete ter reflexos nos gastos com TI das empresas. O Gartner projeta que o orçamento total destinado a tecnologia na região deve atingir US$ 265 bilhões neste ano, cifra que deve saltar para US$ 330 bilhões em 2014, o que representará um crescimento de 24,5% no período. Na comparação com o mundo, o orçamento de TI na América Latina deve ser 4% superior. "No Brasil, o crescimento será bem superior a 4%. O mercado brasileiro de TI está em franca expansão, despertando forte interesse de outros países", comenta Donald Freinburg, vice-presidente de pesquisas do Gartner.
O aumento da importância do Brasil no cenário mundial também deve resultar numa mudança de paradigma no que diz respeito ao processo de consolidação por que passa a indústria de TI do país. Na opinião de Feinburg, as maiores empresas brasileiras de TI devem ser incluídas nos planos de aquisições das multinacionais, embora tradicionalmente elas não tenham por prática comprar companhias regionais. Como indício disso, o analista cita a compra do controle da Tivit por um fundo de investimentos internacional. Ele pondera que isso pode resultar na venda da Tivit para alguma empresa de TI do exterior.
Feinburg vai além e cita o exemplo da Oracle, que, diante da necesside de adquirir empresas de serviços, poderia voltar a atenção para o mercado brasileiro. "A Oracle tem como opções para ampliar a sua oferta de serviços adquirir a Atos Origin no exterior, mas também pode ser interessante para a companhia comprar empresas como a CPM Braxis ou a Stefanini."
Apesar do otimismo dos CIOs latino-americanos, nesta quinta-feira, 1º, o Gartner anunciou que reviu para baixo a projeção de crescimento dos gastos mundiais com TI para o ano, em razão do agravamento da crise financeira na Europa. Agora, a consultoria estima que os gastos globais com TI aumentarão 3,9%, ante a previsão anterior de crescimento de 5,3%. O Gartner aponta que neste ano as despesas com TI totalizarão US$ 3,35 trilhões neste ano, ante os US$ 3,22 trilhões de 2009.

2010-06-25

País precisa de TI – Fonte : IT Web

Alguns pólos de tecnologia existem pelo país, por exemplo, Joinville, o mais famoso, Araraquara está tentando seguir a mesma trilha, porém a matéria abaixo eleva ainda mais a discussão, pede a inclusão de TI no centro de políticas e estratégias de estado. Eu sou partidário de que só se muda o status de algo estabelecido com políticas sérias e de estado, caso contrário ficaremos vivendo de alguns resultados isolados dando a falsa impressão de que tudo está bem.

Abraços,

Dalbi

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País precisa de TI para sustentar crescimento econômico

Em painel realizado no Ciab, líderes de empresas fornecedoras de tecnologia apontaram os desafios do setor para aumentar exportação.

É sabido que o Brasil saiu-se bem da crise econômica mundial e vem imprimindo um ritmo forte de crescimento, que, obviamente, trará consequências como inflação acima da meta e aumento da taxa de juros como forma de contê-la. Mas, conforme salientou o jornalista Carlos A. Sardenberg, que mediou painel sobre o mercado de TI no cenário econômico atual na 20ª edição do Ciab, a expectativa é que o ritmo desacelere. "O crescimento de verdade é quando há ganhos de produtividade e a TI permite produzir mais com os mesmos fatores", ressaltou. 

Os painelistas concordaram e aproveitaram a oportunidade para criticar a alta carga tributária, a falta de incentivo do governo nas iniciativas de exportação e internacionalização das companhias e também a ausência de uma política pública para fomentar a educação e aumentar o número de profissionais fluentes em inglês. "O Brasil passa por uma fase maravilhosa, mas é importante para o País exportar desenvolvimento de software. Mas temos de nos preparar para isto e vender melhor nosso peixe lá fora, afinal, somos exemplos de automação bancária e eleições", afirmou João Abud Jr., presidente da Diebold.

Para Rogério Oliveira, presidente para América Latina da IBM, a exportação ainda é incipiente. "Devemos exportar neste ano US$ 3 bilhões em serviços de TI. A título de comparação, a Índia exporta US$ 60 bilhões e fez um plano de chegar, nos próximos 20 anos, a um montante entre US$ 165 bilhões e US$ 300 bilhões, dependendo da evolução da economia." O executivo também ressaltou que, se o Brasil quer ser competitivo, tem de investir em tecnologia, pois ela permeia todas as indústrias, lhes dando mais capacidade.

No entanto, ressaltou J. Thomas Elbling, presidente da Perto, o governo precisa criar iniciativas para suportar este avanço na exportação, por meio, por exemplo, de financiamentos via BNDES. "O governo só olha para as pequenas empresas. Vamos a feiras internacionais sem ajuda nenhuma, enquanto outros países contam com suporte muito grande, pois seus governos enxergam a Ti como estratégica."

Para Oliveira, o que falta é a camada de inteligência, uma vez que o mercado está entrando em uma nova era da tecnologia. "A instrumentalização já está aí, mas precisamos tirar melhor proveito das informações, porque falta inteligência." A visão de Juarez Zortea, HP, segue na mesma linha. De acordo com ele, faz-se necessário criar plataformas convergentes. "Estamos investindo para os próximos cinco anos, US$ 60 bilhões para incrementar nosso portfólio; US$ 40 bilhões serão destinados à aquisição de empresas que nos complementem e os US$ 20 bilhões restantes são para pesquisa e desenvolvimento", pontuou.

2010-06-23

SAP BO e a Copa do Mundo

A SAP publicou algumas aplicações construídas sobre as ferramentas da adiquirida BO, como pano de fundo usou a Copa do Mundo.

Decidi compartilhar no Blog, pois me pareceu interessante. Não explorei a fundo , mas o pouco que vi serve para demonstrar o potencial destas novas ferramentas com um assunto que todo mundo entende.

http://explorer.sap.com/html/Pages/index.htm

Abraço,

Dalbi

2010-06-21

GP Investimentos, vende participação na Imbra

GP Investimentos vendeu sua participação na Imbra, empresa especializada em implantes dentários. A GP detinha 78% do capital da Imbra e vendeu por 1 dólar para o grupo Arbeit. O investimento na Imbra foi desastroso. A GP aplicou mais de 125 milhões de dólares na empresa desde 2008 e apostava na profissionalização de sua gestão, o que nunca ocorreu. Nos últimos anos, a Imbra viu suas dívidas crescerem, assim como as reclamações sobre a qualidade de seu atendimento.

Postei esta notícia aqui, para destacar o lado investidor que as vezes falta ao TI, um dos axiomas demonstrados neste caso é o de “nunca se apaixone pelo investimento”, venda-o mesmo com prejuízo assim que seu limite de perdas for atingido. Tudo bem, que neste caso, parece-me que o limite era grande.

As vezes em TI, vejo casos de paixão pelo Projeto, e este sangra abertamente minando recursos bons para um projeto que não vai atingir os resultados esperados.

Por isto CIO´s tem que ter muito do perfil de gestores de investimentos e não apenas de gestores de tecnologia.

Abraço,

Dalbi

As marcas mais valiosas do Brasil

Três consultorias fazem suas avaliações. Separei as 4 primeiras colocadas em cada avaliação.

Alguns pontos interessantes :

  • As 4 primeiras são as mesmas em todas as avaliações
  • A ordem não bate em nenhuma delas
  • Os valores então, nem se fala
  • 3 são banco
  • 2 são estatais

Minha maior dúvida é a posição dos Bancos, em que pese sabermos da importância de um sistema bancário sólido, deveriam estes ser, como são aqui, tão protagonistas, ou uma economia sólida tem marcas de bancos mais na posição de coadjuvantes ? Que ninguém ganha mais dinheiro que eles por aqui, ninguém duvida, talvez este valor das marcas seja apenas mais um reflexo de tantas tarifas e spreads tão altos.

Esta discussão se mescla com a discussão sobre a metodologia de cálculo desta avalição, que faz cada consultoria apontar um valor diferente.

Abaixo as avaliações :

Segundo a Brand Analytics (em bilhões) :

    1. Petrobrás       - R$ 19,2
    2. Bradesco        - R$ 14,8
    3. Itaú            - R$ 13,2
    4. Banco do Brasil - R$ 11,0

Segundo a Brand Finance (em bilhões) :

    1. Bradesco        - R$ 23,1
    2. Itaú            - R$ 12,0
    3. Banco do Brasil - R$ 11,6
    4. Petrobrás       - R$ 9,7

Segundo a Interbrand (em bilhões) :

    1. Itaú            - R$ 20,6
    2. Bradesco        - R$ 12,3
    3. Petrobrás       - R$ 10,8
    4. Banco do Brasil - R$ 10,6

Abraço,

Dalbi

2010-06-16

Turbulências no mundo SAP – Fonte : TI Inside

A matéria não é nova, aliás o assunto ainda é a troca de comando e a estratégia de crescimento no SMB. Mas a desconfiança é a mesma que permeia todo mercado, as respostas mais ou menos são as mesmas também, uma entrevistas de boas perguntas, mas infelizmente as respostas não conseguiram mudar o sentimento de algo não está bem, ou que algo não está 100% alinhado nesta estratágia da SAP.

Reproduzo abaixo a matéria e a entrevista, trechos em vermelho são destaques que me saltaram aos olhos enquanto lia (nada além disto).

Boa leitiura e fiquem a vontade para comentar.

Abraço,

Dalbi

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Turbulências e saídas no mundo SAP – Fonte : TI Inside

Os números falam ou quase gritam contra, mesmo que o mercado avalie como atenuantes os efeitos da crise econômica mundial. Afinal, mesmo com lucro de 727 milhões de euros no 4º trimestre de 2009, a SAP registrou queda de 9% na receita obtida e aquele lucro é 12% menor que o mesmo período em 2008, o que gerou críticas de muitos acionistas e analistas.
Mesmo que a empresa projete crescimento entre 4% e 8% para 2010, a saída do CEO Leo Apotheker em fevereiro jogou mais lenha na fogueira da companhia alemã e resultou na volta do sistema de co-presidentes – abandonado há um ano com a ascensão de Apotheker. Os nomeados foram Bill McDermott e Jim Hagemann Snabe, que já ocupavam cargos executivos na empresa.

Pior, no mercado brasileiro os analistas continuam desconfiando da capacidade da empresa conseguir furar o bloqueio de descida da pirâmide, algo tentado há anos e fortificado continuamente, para acessar o rico e ainda repleto de oportunidades segmento das pequenas e médias empresas (PMEs). Uma área dominada pela Totvs e sua plêiade de marcas e sistemas.


Para falar sobre as questões de concorrência, estratégias e sobre as perspectivas da SAP conversamos com exclusividade com Cristina Palmaka, vice-presidente de vendas de PME da SAP Brasil. A executiva tratou de acalmar os críticos, falou na manutenção do ousado plano de investimentos e crescimento da empresa no Brasil – algo como triplicar de tamanho em cinco anos – e ressaltou que a mudança pode ter sido benéfica. Veja a seguir a nossa conversa.


TI Inside: O que muda com a co-gestão Bill McDermott e Jim Hagemann Snabe e a saída de Leo Apotheker do comando na SAP mundo e mesmo no Brasil?
Cristina Palmaka: A SAP tem um histórico de trabalhar com co-gestão, com essa divisão de poderes. Era assim antes do Apotheker. É um processo normal para a empresa, cada um tem sua responsabilidade prevista, sem maiores impactos. A ideia é beneficiar e trazer mais agilidade para os clientes. Para o Brasil, tivemos uma redução de um layer no processo interno, o que faz com que a nossa voz e a dos clientes fique mais próxima do comando.

TI Inside: Os investimentos previstos para o Brasil seguem inalterados?
Cristina:
Não mudou nada com a mudança de comando, o McDermott é o padrinho do nosso investimento no Brasil, e o plano foi aprovado pós-crise, em agosto ou setembro. Será melhor ainda, com menos um layer o plano de investimento anunciado permitirá que a SAP e o mercado local cresçam mais rápido que em outros países. Até por conta do momento econômico e do movimento de vivermos no futuro próximo a Copa e a Olimpíada. Além disso, o mercado tem amadurecido muito.

TI Inside: As metas de crescimento para a SAP local seguem inalteradas?
Cristina:
Sim, a SAP mundial quer duplicar seu tamanho em cinco anos, e no Brasil o objetivo é triplicar o faturamento. Só em infraestrutura estamos crescendo em 20% os investimentos.

TI Inside: Como o mercado está trabalhando o novo momento em 2010, depois de passados os efeitos mais graves da crise econômica?
Cristina:
Para a SAP, o 2009 foi muito complexo, principalmente o primeiro semestre, quando muitos investimentos foram adiados. Já o segundo semestre foi muito bom, especialmente o último trimestre. Um dos clientes disse que se soubesse que a crise seria tão branda teria investido ainda mais cedo. No geral, foi espetacular a força da reação e nos mostrou que 2010 iria começar muito bem.

TI Inside: Onde estão as oportunidades de negócios em 2010?
Cristina:
Nossos atuais clientes seguem investindo e outros novos, que tinham soluções caseiras ou limitadas, começam a investir em sistemas mais robustos. Alguns clientes que estavam em processo de maturação e que estavam em nosso radar há, talvez, três anos, estão prontos agora. Um setor muito interessante e que tem dado um grande avanço é o setor de varejo. Por algum tempo o ERP não era prioridade para eles. Agora, alguns grandes e médios varejistas começam a investir. E outros segmentos como agronegócios também tem evoluído, assim como as companhias de médio porte do setor farmacêutico.


TI Inside: A crise pode até ter influenciado positivamente nesse processo de amadurecimento?
Cristina:
Talvez...pode ser que sim. Talvez a crise tenha forçado a isto.

TI Inside: No segmento das PMEs, como está se dando o embate pelo mercado? Se fala em uma concentração muito grande da Totvs que tem domínio em diversos segmentos. Como a SAP vê essa concorrência local e como sair do, mais que falado, mercado do high end que estaria saturado há anos?
Cristina: Não são coisas excludentes, as grandes empresas ainda tem muitas oportunidades em outras soluções como BI, e existem oportunidades no high end naqueles que ainda não trabalham conosco, até mesmo em Governo e saúde.

TI Inside: E nas PMEs, como está sendo travado o embate com a Totvs?
Cristina: Continuamos avançando no segmento e a descida foi facilitada ao tornar o produto R/3 dentro da oferta Business All-in-One, mais parametrizada, com best practices, o que reduz o custo e a implementação. Esse é o grande diferencial da SAP. O importante para o cliente é ter uma base manipulável de dados, com dados que não serão corrompidos. O custo é mais acessível, e evoluímos em SaaS para outras empresas. Também temos melhorado a nossa oferta de financiamento e fechamos uma parceria local com a IBM Brasil (veja mais no Box: Big Blue com SAP). A oferta é mais do que o produto ou solução e chegamos ao mercado com canais, com nossa capilaridade.

TI Inside: Mas como os clientes locais podem ficar tranqüilizados quando a continuidade da política da empresa, de licenciamento e de desenvolvimento de produtos, depois de um ano não muito bom e com as mudanças recentes?
Cristina:
Estamos muito bem e fortes no mundo e temos ainda mais força na nossa realidade local, as perspectivas são muito fortes por aqui. Temos um grande direcionamento para o Brasil.

TI Inside: Alguns analistas de mercado comentam que a performance da empresa em 2009 pode ser um sintoma de esgotamento ou decadência, qual a sua avaliação?
Cristina:
Não vejo assim, muito pelo contrário, estamos em um momento de renovação. Com o crescimento de ofertas em SaaS, por exemplo, e o resultado foi até bom considerando o ano de crise econômica global que vivemos. A grande mudança é continuar próximo do cliente e se antecipar ao mercado. O nosso foco é no cliente, já trabalhei em várias indústrias e sei que a SAP toca o centro nervoso dos clientes e os auxilia. Acho que o Board acreditou que a melhor saída para o momento era voltar a co-gestão.

Big Blue com SAP
Visando o mercado das médias empresas, a IBM local fechou uma parceria com a SAP no final de janeiro último para a venda da solução SAP Business All-in-One, software de gestão integrada destinado ao segmento. A oferta completa, que envolve serviços, infraestrutura e financiamento, foi batizada de IBM Express Solution e se diferencia por conter soluções pré-configuradas com as melhores práticas de negócio para diversos setores de indústria, resultantes do conhecimento adquirido pela unidade de consultoria da IBM em projetos SAP ao redor do mundo.
“O IBM Express Solution permitirá ao médio empreendedor potencializar o seu negócio, maximizar recursos, padronizar e integrar com eficiência os seus processos, obtendo assim vantagem competitiva frente aos seus concorrentes”, afirma Aurélio Rodrigues, líder de consultoria da IBM Brasil para Multi-Industry. Com a parceria, a IBM amplia a oferta de seu portifólio para o segmento de médias empresas.
Com estímulo para o mercado, o Banco IBM disponibilizará uma linha de crédito para financiamento em até 60 meses que, de acordo com alguns critérios, permitirá ao cliente iniciar os pagamentos do investimento apenas depois de ter o sistema implementado. Cabe agora as duas empresas mostrar para as médias empresas que a união de dois nomes de peso não resulta, necessariamente, em peso também no bolso, uma tarefa complicada.

2010-06-15

Mandamentos da inovação

Eu sou da linha de que não há fórmula mágica para ser inovador, a inovação está no DNA das empresas, ela vem de dentro para fora, de uma crença, uma cultura, de valores, e claro, de uma estratégia corporativa que priviliegie e incentive isto, tudo isto aliado, a um bom plano de ações práticas responsáveis por trazer a Inovação ao dia de um processo ou a um projeto.

Podemos modificar o DNA, a custa de muito trabalho, e direcionarmos a companhia para um viés inovador, mas nunca o seremos adotando práticas isoladas, ações sports, benchmarks incompletos ou mesmo ações por “usos e costumes”…

De qualquer forma reconheço que o tema é vital e pode suscitar polêmica, logo deixemos de lado a filosofia …

Segue a lista dos mandamentos, notem que a riqueza está na simplicidade :

1 – Reconheça os mais criativos

- Recompense a criatividade de forma concreta e definitiva.
- Reconheça a criatividade abaixo da linha de gerência.
- Encoraje os subordinados a recompensar a criatividade.

2 – Assuma riscos consideráveis

- Somente riscos altos trazem retornos satisfatórios.
- Muitas idéias deixam de ser absurdas quando analisadas por outro ponto de vista.
- Assuma e deixe que outros assumam riscos, tolerando erros provenientes de um esforço honestamente criativo. Em geral, são eles que trazem grandes retornos.

3 – Vença os obstáculos e não se deixe vencer

- Obstáculos são inerentes ao processo criativo.
- Obstáculos são vencidos pela perseverança.
- Aceite as perdas de curto prazo para ter ganhos a longo prazo.
- Idéias criativas não se vendem facilmente. Seja perseverante na defesa de suas idéias ou propostas.

4 – Pense a longo prazo

- O preço de resultados a curto prazo é a perda da inovação.
- Tenha duas estratégias separadas – curto prazo e longo prazo.
- Não sacrifique a pesquisa básica em função da aplicada.
- Criatividade genuína requer longo prazo.
- Pense estrategicamente e não apenas taticamente; seja pró-ativo e não reativo.

5 – Continue crescendo

- Não seja complacente pelo sucesso inicial .
- Nem todas as idéias criativas são imortais.
- Não se acomode no sucesso de hoje e se desligue do sucesso do passado.
- Mantenha o foco no amanhã.

6 – Cuidado com falta de conhecimento ou com conhecimento em demasia

- Em P&D, a falta de conhecimento pode ser fatal.
- Deve-se saber o que está acontecendo no campo de atuação.
- Para crescer, é necessário variedade e amplitude de conhecimento.
- Excesso de conhecimento específico é tão perigoso quanto a falta dele. Os maiores erros são cometidos por experts.

7 – Tolere as ambiguidades

- Idéias criativas surgem subitamente, mas são desenvolvidas lentamente. É como montar um quebra-cabeças.
- Aprenda a tolerar a ambigüidade e a frustração de resolver problemas e de tomar de decisões.
- As idéias mais criativas vêm de pessoas com capacidade de esperar. Os resultados justificam a frustração da espera.

8 – Reformule problemas sem solução

- Muitas idéias criativas são provenientes de problemas sem solução à primeira vista.
- Quando um problema se mostra sem solução, tente reformulá-lo.
- As maiores dificuldades em resolver um problema vêm da maneira como o problema é abordado e não da falta de soluções.

9 – Faça o que você mais gosta de fazer

- As idéias mais criativas vêm de pessoas que amam o que fazem.
- Não há substituto para a motivação intrínseca.
- A motivação por si só não traz a inovação, mas a sua falta garante a ausência da inovação.
- Se for possível, mude a pessoa para uma função que seja mais adequada aos seus talentos.

10 – Reconheça quando moldar o ambiente e quando deixá-lo

- Mudar o ambiente é mais fácil para a gerência de topo.
- É uma tarefa árdua e lenta que exige mudanças incrementais.
- Se isso for impossível, mude de ambiente ou de companhia.
- Criatividade exige comprometimento que às vezes requer decisões corajosas.

Fonte : 3M – que convenhamos está entre as que mais entendem de inovação.

Abraços,

Dalbi

2010-06-14

Surfando a onda da prosperidade

Taxas de crescimento de China com investimentos lá em cima, é o Brasil surfando a onda da prosperidade.

Porém, há uma sensação no ar de que não estamos aproveitando ao máximo esta onda, de que algo não está sendo exatamente feito como deveria.

Provavelmente esta sensação está ligada ao desnivelamento entre diferentes setores, sejam eles econômicos ou mesmo sociais na forma como surfam esta onda.

Vou me atentar a isto, e se “encontrar” algo, volto a postar aqui…

Abaixo a nota do Banco Santander sobre o investimento no Brasil…

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Santander investirá R$ 450 mi em polo tecnológico em SP

SÃO PAULO (Reuters) - O Santander Brasil informou nesta quinta-feira que investirá R$ 450 milhões na construção de um polo de tecnologia, pesquisa e processamento de dados na cidade de Campinas, interior de São Paulo.

A conclusão do centro de dados está prevista para o primeiro trimestre de 2012, segundo comunicado enviado ao mercado.

O projeto contempla economia de 30% no consumo de energia, "por meio de arquitetura planejada para conter o aquecimento solar e sistemas de geração de energia em emergências livre de baterias de chumbo", afirma o banco, acrescentando que a iniciativa integra estratégia de expansão no Brasil.

(Por Vivian Pereira)

2010-06-10

Lá como cá - SAP , crescer por aquisições

A SAP terá que rever seus antigos discursos, que sempre atribuíram a uma estratégia de crescimento calcada principalmente em aquisições, a fonte dos problemas da Oracle.

O problema das aquisições sempre foi a integração das operações adquiridas, seja política, cultural, administrativa ou mesmo tecnologicamente falando, e pelo visto a SAP se sente cada vez mais capaz de lidar com isto (primeiro a BO, depois a Sybase, …).

O fato é que vai ficando clara a estratégia de crescer a qualquer preço, seja para se tornar menos vulnerável a uma aquisição hostil, ou seja por realmente crer que a Oracle estava certa e que o crescimento “comprando” funcionalidades, soluções e tecnologias é o melhor caminho.

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SAP está aberta para grandes aquisições, diz vice-presidente

O grupo alemão de software SAP está atento para realizar aquisições ¿inclusive grandes¿, mesmo após desembolsar 5,8 bilhões de dólares no mês passado para comprar a especialista em banco de dados Sybase, segundo o vice-presidente da companhia.

"Para aumentar ainda mais nossa posição de mercado, continuamos buscando aquisições que nos ofereçam funcionalidades e software inovadores para complementar, aprimorar e arredondar nossas ofertas de produtos, tecnologia e serviços", disse Jim Hagemann Snabe nesta terça-feira, durante reunião anual com acionistas e investidores.

"Também estamos abertos para aquisições maiores, se agregarem valor a nossos clientes e investidores".

Quatro meses após assumirem os cargos de vice-presidentes, Snabe e Bill McDermott arremataram a Sybase na segunda maior aquisição da história da SAP desde a compra da Business Objects em 2008.

Snabe disse que o negócio com a Business Objects fortaleceu a SAP, aumentando sua oferta de produtos, enquanto a compra da Sybase aumentou a prestação de serviços para dispositivos móveis e alavancou sua tecnologia de memória.

"Estamos ansiosos para um 2010 forte. Acreditamos que o retorno ao crescimento no primeiro trimestre é o começo de uma nova SAP", afirmou McDermott.

"Estamos em um momento forte nos principais mercados, e estamos excepcionalmente bem posicionados para ajudar nossos clientes a crescer".

A sempre complexa busca pelo “culpado”

Precedentes perigosos, provavelmente serão triggers de escopos mais bem definidos, contratos mais claros, SOW´s mais diretos e transparentes.

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Falha em projeto de ERP gera processo de US$ 30 milhões

O processo, aberto pelo Condado de Marin, nos Estados Unidos, acusa a Deloitte de prometer habilidades e capacidades que não conseguiu entregar

Por Jaikumar Vijayan, Computerworld/EUA

O Condado de Marin, na Califórnia (EUA), está processando a empresa de consultoria Deloitte por conta de um projeto malsucedido de ERP (sistema de gestão empresarial) da SAP. No processo, a cidade pede uma indenização de 30 milhões de dólares.
No processo, aberto na Corte Superior do Condado de Marin, na última sexta-feira (4/6), há uma acusação de que a Deloitte não descreveu de forma correta suas habilidades e capacidades quando se candidatou a executar o projeto de implementação do ERP, em 2004.
Em um documento de 38 páginas, o Condado alega que a Deloitte mentiu quando prometeu montar uma equipe com seus “melhores recursos” para o projeto e quando afirmou ter “profundo conhecimento de SAP e do setor público”.

Ainda de acordo com o processo, as informações erradas resultaram em um projeto ruim e em uma implementação deficiente, o que exigiu alguns milhões de dólares para corrigir as falhas.

Contraqueixa
A Deloitte, por sua vez, afirma que cumpriu todas as obrigações previstas em contrato. A empresa entrou com uma queixa administrativa para o Quadro de Supervisores do Condado de Marin, exigindo mais de 444 mil dólares em honorários não pagos, e mais 111 mil dólares a título de encargos.
“Para ser claro, o software SAP estava funcionando apropriadamente quando completamos nosso trabalho em novembro de 2007”, disse um porta-voz da empresa, por e-mail.
“Apesar de estarmos confiantes que nossa posição será vitoriosa, acreditamos que essa disputa pode e deve ser resolvida de forma mais lógica, o que beneficiaria o Condado e seus contribuintes”, afirmou a Deloitte, no comunicado.
De acordo com a queixa, o Condado de Marin contratou a Deloitte para substituir seu velho sistema de recursos humanos, pagamento e gestão financeira porque não tinha as habilidades necessárias para efetuar a tarefa dentro de casa.

Casos similares

Vários processos que questionam implementações falhas de ERP têm sido abertos nos últimos anos. A única diferença em relação ao processo do Condado de Marin está no fato de que o réu nesse caso é um integrador e não o fornecedor do sistema.
Há dois meses, por exemplo, um processo entre a SAP e um de seus clientes, Waste Management (Veja a matéria sobre o caso Wate Management), foi silenciosamente encerrado mediante acordo, cujo valor não foi divulgado.
A Waste Management já tinha processado a SAP por fraude depois de incorrer em danos significativos causados por um projeto de ERP de 100 milhões de dólares que, segundo o cliente, revelou-se um completo desastre. Da mesma forma, em agosto de 2009, a Public Health Foundation Enterprises processou a Lawson Software por uma implementação falha de ERP.

2010-06-09

Alerta – High Tech & Low Prices … Em que condições ?

Reproduzo abaixo na íntegra o artigo publicado pela business week.

Sempre achei que o “colapso” do modelo Chinês poderia vir de uma crescente pressão pelo consumo dos trabalhadores chineses, mas que a cultura deles os blindava de problemas como os relatados abaixo.

Será mesmo que quem consome high tech pede isto dos seus produtos ?  Que mercado está disposto a pagar “apenas” USD 199 pelo Iphone com este custo social ? Ou vocês acham que os consumidores sequer se ligam a estes fatos ?

Fonte : Business Week

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Why Apple and Others Are Nervous About Foxconn

The Chinese maker of iPhones and iPads has seen a rash of suicides—which may be a price of turning out low-price, high-quality goods

Terry Gou says he has no idea why so many of his employees are killing themselves. Gou is the founder and chairman of Foxconn, the world's largest electronics contract manufacturer—the maker of iPhones and iPads for Apple (AAPL), computers for Dell (DELL), and countless other devices for well-known high-tech customers around the world. So far this year, 10 Foxconn workers have committed suicide. "From a logical, scientific standpoint, I don't have a grasp on that," Gou told reporters on May 27 at a press conference at the company's vast production facility in Shenzhen, China. "No matter how you force me, I don't know."

Ask around among the more than 250,000 workers at the Shenzhen complex, and you'll find explanations. One 21-year-old assembly-line worker, who asked that his name not be used, says conditions at Foxconn make his life seem meaningless. He says conversation on the production line is forbidden, bathroom breaks are kept to 10 minutes every two hours, and workers get yelled at frequently.

No one disputes that Taipei-based Foxconn, also known as Hon Hai, has cultivated a tough culture. The company generates more revenue in a year than Apple, Dell, or Microsoft (MSFT). It has grown in profitable obscurity to become an industry juggernaut for a simple reason, says Pamela Gordon of Technology Forecasters, a supply-chain research firm: "It's the prices. Their prices are lower for high-quality work." Foxconn won Apple's order to make the iPhone after Gou directed the business units that make components to sell parts at zero profit, according to two people familiar with the chairman's actions. Net income jumped 37 percent in 2009 to $2.3 billion, Foxconn's second-best year on record.

Apple, Dell, and Hewlett-Packard (HPQ) have all announced intentions to look into Foxconn's working conditions. "We're all over this," Apple's Steve Jobs said at a tech conference on June 1. He called the suicides at Foxconn "very troubling." Apple, HP, and Dell declined to comment on specific actions they planned to take.

Gene Grabowski, who chairs the crisis and litigation practice at Levick Strategic Communications, says this could be a Nike moment for tech companies, referring to the public outcry in the early 1990s over working conditions at Asian shoe factories. He says one way to minimize any Foxconn-related PR trouble would be to follow the strategy of U.S. toymakers. In 2007, after their Chinese manufacturing partners were found to be allowing lead paint into products sold in the U.S., companies sent inspectors to watch over the plants and invited national media to monitor improvements. "It sent a signal to the Chinese companies that their work was being constantly monitored, and it reassured families around the world that toy manufacturers had got the message," says Grabowski.

Gordon, the supply-chain expert, says it would be hard for a tech company to switch from a partner the size and sophistication of Foxconn. "Separating from a contract manufacturer can be painful," she says, because of the complexity of reworking assembly lines and supply chains. A divorce would be especially difficult for Apple, given that it's already behind in producing its hit iPad tablet computers. "They just passed two million iPads sold in less than 60 days," she says. "People are already in line. If they were to phase out Foxconn, the lines would be longer."

Meanwhile, work goes on in Shenzhen. Foxconn's facility is three square kilometers (1.16 square miles) and is crisscrossed by tree-lined streets with a fountain at the center. There's a hospital and a collection of restaurants. Workers live in dormitories, eight to ten people to a room. The company provides worker counseling, according to supervisor Geng Yubin. "For many of the young people who are here, this is the first time they've been away from home," Geng says. "Without their families, they're left without direction. We try to provide them with direction and help."

Foxconn says it's taking other steps to get the situation under control. It has installed netting around outdoor stairwells of dormitory buildings to prevent people from jumping. Workers will also be getting a 30 percent raise. The additional money may not be enough to prevent further tragedies, says Xiao Qi, a college graduate who works at Foxconn in product development. He earns 2,000 yuan a month, or $293, more than twice as much as a line worker. "I do the same thing every day," says Xiao, who says he has considered suicide. "I have no future."

The bottom line: Foxconn's suicides are a reminder of the human cost that can come with the low-cost manufacturing U.S. tech companies demand.

Interface Natural

Antes de mais nada, há muito a observar e aprender com o vídeo abaixo, assita-o.

Já não bastará mais ser fácil de usar para ser um dispositivo inovador, terá que ser intuitivo, natural. A indústria investe mutio dinheiro e caminha a passos largos na direção de atingir este novo patamar de “usabilidade”. Estamos migrando da interface gráfica (GUI) para a interface natural (NUI).

Já não se falar mais em acessar serviços, se fala em consumir serviços, porque consumir significa na hora, na forma, onde e como o usuário quer ou precisa, de forma rápida e intuitiva. A interface cada vez mais “natural” ´será um dos pilares do sucesso de consumo destes novos serviços e dispositivos. Chegaremos um dia a algo como a energia elétrica, que tanto serviço nos presta, imprescindível, mas consumimos sem pensar muito como fazer e de onde vem e como vem até nós.

O vídeo abaixo, talvez seja um dos melhores exemplos do que isto significa. A menina tem 2,5 anos, e está tendo seu primeiro contato com um IPad da Apple.

Além de explorar a qualidade da interface, entendo que ilustra e muito bem, como as novas gerações se relacionarão com a tecnologia de formas totalmente diferente.

Incrível, não ?

Abraços,

Dalbi Arruda