Mostrando postagens com marcador Cloud Computing. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cloud Computing. Mostrar todas as postagens

2011-06-09

Pesquisa indica que CIOs do Brasil resistem ao cloud service

HERMANO FREITAS

Os executivos de tecnologia da informação na América Latina, em especial no Brasil (responsável por cerca de metade do mercado), ainda são reticentes à implantação de Cloud Services em seus negócios. Enquanto 59% dos CIOs latino-americanos declaram não ter intenção de adotar serviços da nuvem nos próximos três anos, a média mundial é de 31%. Além disso, somente 16% dos CIOs da região já adotam alguma forma de uso dos serviços na nuvem, enquanto a média mundial é de 23%.

Os números constam em pesquisa (ainda em fase de tabulação) do Gartner, empresa de pesquisa e aconselhamento em pesquisa sobre TI, e foram divulgados em caráter preliminar nesta terça-feira, em São Paulo, na VIII Conferência de Outsourcing promovida pela empresa. O cenário para o desenvolvimento do setor de outsourcing foi descrito por analistas como "promissor" mas ainda repleto de desconfiança, em especial nas questões de segurança.

"O outsourcing através de Cloud Services ainda é imaturo e cheio de perigos potenciais. O alvoroço em torno dos serviços de computação em nuvem aumentou o interesse, bem como a precaução dos CIOs, que estão tentando determinar onde, quando e como os Cloud Services podem cumprir as promessas de entregar valor para os negócios", disse o vice-presidente do Gartner, Cassio Dreyfuss. O analista complementa com uma advertência. "Os presidentes terão que liderar o processo de adoção da nuvem em suas empresas, ou serão atropelados pelos funcionários e consumidores."

Entre os principais setores da economia brasileira que carecem de inovação estão o bancário, financeiro, de energia e serviços. Um exemplo de como os bancos serão obrigados pelos próprios usuários a optar por conveniência em lugar da segurança dos sistemas convencionais foi colocado por Linda Cohen, também analista do Gartner.

"Permitir que eu pague uma conta com o meu dispositivo móvel ao invés do cartão é o mais seguro? Definitivamente, não. Mas o risco acaba sendo subordinado à conveniência", disse. Após terem frustradas as perspectivas de que a cloud sourcing fosse adotada de forma mais consistente no Brasil em 2010, os analistas acreditam que a grande virada possa acontecer em 2012, com a proximidade de eventos esportivos como Copa

2011-03-26

Um relatório sobre a nuvem de 2015

Reflexões para 2015...

Com o benefício da retrospectiva 20/20, tenho que me perguntar como eu — e mais outros CIOs — nos iludimos por tanto tempo pensando que o hardware era barato. Nos velhos tempos, deixaríamos grupos funcionais diferentes na companhia se apaixonarem por aplicações individuais de negócios, cada qual com seus próprios requisitos exclusivos de hardware e arquiteturas de middleware. Como as despesas de hardware sempre foram a menor parte fracionária de qualquer aquisição de um sistema principal, nós continuamente aumentamos o hardware para nos proteger contra possíveis problemas de desempenho do sistema. Para ser totalmente franco, realmente não fazíamos gestão de capacidade porque não queríamos saber a resposta: todos nós sabíamos intuitivamente que os nossos servidores e storages eram significantemente subutilizados.
Quando os provedores de nuvem pública começaram a disponibilizar infraestrutura de TI on-demand em uma base "pay-as-you-go" (pague apenas pelo que utilizar, em tradução livre), acordamos de nossos devaneios e percebemos que essas novas opções on-demand logo iriam substituir nossas operações in-house com sua eficiência e confiabilidade. Então, começamos a atuar como provedores de nuvem pública dentro de nossas empresas. Estabelecemos a lei com nossos clientes de negócio e informamos qual hardware e arquiteturas de middleware ofereceríamos e não ofereceríamos suporte. Dissemos a eles: "Se não for executado em uma de nossas arquiteturas padrão, você não pode comprar".
Então tivemos o dia do acerto de contas com os nossos diretores financeiros (CFOs). Tivemos que admitir que todos aqueles hardwares que eles nos permitiram comprar na última década estavam apenas "sentados" no data center, funcionando abaixo de 50% da capacidade em qualquer dia – exceto o mainframe, claro. Dissemos a eles que se apenas nos deixassem comprar capacidade antes da demanda no futuro, e evitar compras adicionais vinculadas a aquisição dos sistemas principais, poderíamos alcançar taxas muito mais altas de retorno em nosso hardware de TI. Nós tivemos apenas que concordar em começar a preparar relatórios sobre a utilização da capacidade em troca da nova política de aquisição.
É incrível quanto tempo gastamos com questões de segurança pública nas nuvens naquela época. Agora, migramos rotineiramente para provedores de nuvem pública para lidar com tipos específicos de cargas de trabalho (workloads). Caracterizamos os requisitos de segurança de cada workload de computação e usamos a criptografia adequada ou técnicas de "aliasing" de dados para garantir a segurança dos dados que estão passando para os provedores externos. Embora algumas formas de dados sejam muito sensíveis para jamais deixar o data center de nossa empresa, essas decisões de alocação de workload agora são controladas através de processos de provisionamento automatizado. Nós não temos debates filosóficos sobre o que pode e não pode ser passado por fora do firewall. Resolvemos este problema há muito tempo atrás.
Há dez anos, levaria de três a seis semanas de reuniões, e-mails, avaliações de hardware, e negociações de preço apenas para obter um conjunto de servidores disponibilizados para um grupo de desenvolvimento. Em 2010, usando configurações padrão e scripts automatizados em um ambiente virtual, os CIOs poderiam obter esses mesmos servidores funcionando em qualquer nuvem pública ou privada, em três a quatro horas. Hoje, podemos fazer isto em questão de minutos. Ter scripts padrão e automatizados prontos para prover diferentes tipos de servidores (como desenvolvimento, QA, web ou aplicações) na nuvem não apenas economizou grande quantidade de esforço de equipe, mas também manteve o negócio flexível.
Atualmente, gerencio uma plataforma híbrida de computação em nuvem composta por infraestrutura interna e on-premise e uma coleção de provedores de terceiros que uso em uma base "quando necessário" para lidar com workloads de computação específicas. Quando você pensa a respeito disso, não é diferente do jeito em que temos usado parceiros estratégicos de offshore outsourcing para ajudar a desenvolver e manter muitas de nossas aplicações de negócio.
Após o susto do bug do milênio, no final dos anos 90, passei cinco anos aprendendo como virtualizar minha aplicação e desenvolver equipes, alavancando recursos de TI situados na Ásia e no Leste Europeu. Passei os últimos cinco anos fazendo a mesma coisa com a minha infraestrutura, misturando o uso de ativos in-house e ativos externos para atender as necessidades dos meus clientes com o custo mais eficaz possível. Depois de tudo, acho que a história se repete.
É bom sabermos que fomos espertos o suficiente para mergulhar na onda da computação em nuvem ainda em 2010, ou nunca teríamos tido a flexibilidade e recursos exigidos para alavancar a explosão em aplicações de mobilidade que tem ocorrido nos últimos cinco anos. Na verdade, nós ainda estaríamos gastando 60% de cada dólar de TI "mantendo as luzes acesas" para os nossos sistemas de negócio herdados.
De volta a 2010, eu teria um ano bom se eu fosse capaz de entregar dois a três grandes novos aplicativos de negócios e produzir em grande escala os lançamentos trimestrais e mensais necessários para o "ninho de ratos" de sistemas legados que eu tinha de manter. Eu me vi competindo com desenvolvedores da Apple e Android que estavam produzindo 10 mil novos aplicativos por trimestre. É o mesmo tipo de história que a computação em nuvem. Desisti de competir com esses desenvolvedores de dispositivos móveis e, em vez disso, me tornei um deles. A minha equipe começou a desenvolver muito mais serviços de negócio granular que poderiam ser entregues em plataformas tablet com muito mais frequência. Na realidade, nossas equipes de desenvolvimento de aplicativos evoluíram para pequenas equipes internas de vendedores de software como serviço (SaaS), misturando serviços granulares para melhorar a produtividade de nossos usuários finais e responder às ameaças competitivas para o nosso negócio.
Começamos a usar versões de SaaS das nossas aplicações de negócio padrão no período de 2005 a 2010. Nossos usuários ficaram satisfeitos com a rápida introdução de novas funcionalidades providas pelos fornecedores de SaaS, e ficamos encantados com os custos inferiores relativos aos sistemas legados. Nos últimos cinco anos, nós mesmos nos tornamos provedores de SaaS. A maioria das aplicações que utilizamos na empresa hoje é apenas mashups de vários serviços de negócio. A maioria dos usuários não sabe se um determinado serviço está sendo entregue a partir de nosso sistema de ERP, de suporte ao cliente, e-commerce etc. Limitam-se a subscrever os serviços que precisam para fazer seus trabalhos. Não tentamos mais empurrar funcionalidade neles. Eles só extraem o que querem e precisam, e depois compartilham de forma mais ampla entre diferentes equipes funcionais e grupos geográficos do que jamais fizemos antes.
Uma das grandes vantagens da computação em nuvem para a nossa organização é que ela liberou uma grande quantidade de tempo que usávamos para gerenciar o hardware. Redirecionamos esse tempo para gerenciar os dados e informações que alimentam as nossas aplicações de negócio, e isso teve um impacto muito maior na eficácia das nossas operações comerciais cotidianas.
Vivemos em um mundo hoje que é radicalmente diferente do mundo que existia há apenas cinco anos. Nós não gastamos mais 60 centavos de cada dólar de TI na manutenção de aplicação, operações de data center, despesas com instalação etc. Em vez disso, gastamos no fornecimento de novos serviços de aplicação e novas formas de "limpar dados" para os nossos usuários finais. A equipe de TI está realmente muito mais feliz — ela percebe que estamos gerando valor real para nossos parceiros de negócios e não apenas correndo freneticamente tentando manter um monte de hardware e software subutilizados. Nós também estamos muito perto de alcançar o estado mítico de "alinhamento da TI e negócio" que ainda aparece nos tópicos mais pesquisados do Gartner para 2015.
Agora, se pudessem apenas construir uma xícara de café mais quente no meu tablet ...

*Mark Settle é chief information officer (CIO) da BMC Software.

2011-03-17

Forrester: cloud computing é ensaio para colaboração

Para instituto de pesquisas, computação em nuvem, plataformas móveis e redes sociais formam o que eles chamam de tecnologias poderosas para os negócios.

Por ANH NGUYEN, DA COMPUTERWORLD-UK

Plataformas de cloud computing estão cada vez mais se tornando o ensaio para experiências de colaboração nas empresas. Essa foi a avaliação que o analista da Forrester Research Gene Leganza fez durante o Forrester's Enterprise Architecture realizado em Londres na terça-feira (22/03).
Soluções na nuvem, em conjunto com plataformas móveis e redes sociais, compõem o que o analista chama de “tecnologias poderosas”, que ele acredita serão fundamentais para os arquitetos de TI nos próximos dois anos.
Leganza identificou quatro principais tendências que aconselha que os executivos insiram em seus planos de negócios. Além de tecnologias poderosas, estão: foco em centralização de processamento de dados, aplicações ágeis e adequadas aos objetivos da companhia e gestão inteligente de tecnologias.

“A colaboração tem sido, tradicionalmente, muito baseada em documentos. A mudança agora está em centralizá-la em pessoas – esse é o caminho que as redes sociais estão seguindo”, afirma. “Isso significa unir pessoas e usar plataformas como Facebooks e Twitte para integrar a informação desses locais em aplicativos de negócios”, complete.

No entanto, o analista disse durante o evento que a principal dificuldade nas organizações está em gerir conteúdo não-estruturado (sons, imagens, vídeos, entre outros). Além disso, apontou, o uso da telepresença está sendo ampliado, em parte porque melhorias foram implementadas na tecnologia de vídeo, mas também porque as pessoas estão cada vez mais móveis e trabalham em um ambiente mais globalizado.

Em relação ao processamento centralizado de dados, a Forrester vê uma tendência para conectar dados a soluções que permitam a análise inteligente de informações. “Não se trata apenas de ter dados em tempo real, mas também conquistar agilidade”, avalia Leganza.

Para Leganza, virtualização está impulsionando a tendência de gestão inteligente de tecnologias e a forma como arquitetos corporativos olham para as suas infraestruturas de TI.

Mas, em vez de enxergar essas tecnologias individualmente, Leganza acredita que elas só vão possibilitar a entrega de valor à companhia se estiverem integradas. "A combinação delas irá resultar em cenários de negócios positivos, permitindo ampla colaboração na companhia", afirmou

2011-03-02

Microsoft x Google: a guerra já começou

cloudA interminável pressão para desafogar a estrutura de TI e assumir compromisso com a nuvem torna a já complicada vida dos CIOs uma paixão, no pior dos sentidos.

Com o objetivo de dialogar com clientes que avaliam migrar determinados processo para a nuvem, a Microsoft acaba de publicar uma lista com os cinco itens mais abordados por empresas de TI quando chegada hora de migrar para cloud computing.

Entre os itens mais relevantes estão o desejo por compromisso longo e duradouro com os provedores  de serviços e e garantias de desempenho e de segurança dos dados.

Também entra na discussão a definição do tipo de parceria a ser formada. Seria uma contratação de serviços ou uma parceria comercial?

Quem faz essas perguntas é o VP da Microsoft Online, Ron Markezich.

As empresas anseiam por provedores com um longo histórico de competência e capazes de desenvolver um roadmap em longo prazo.

A publicação pode ser uma resposta ao anúncio da Google de ter conquistado o cliente corporativo nº 3 milhões para sua plataforma de negócios e suítes colaborativas de produtividade.

A Microsoft volta a acionar a antiga tecla do “estamos na nuvem a mais tempo que qualquer outra empresa, principalmente essa de nome Google”.

A postura da Microsoft é compreensível. Ela tem feito enorme sucesso com sua suíte corporativa de produtividade online, (ex-BPOS) de nome Office 365. Mas, em dezembro de 2010, ao deixarem de fechar um negócio no valor de 6,7 milhões dólares em detrimento da adoção do Google Apps, a MS experimentou um golpe duro. As condições do contrato previam a migração de 17 mil contas de funcionários do governo que deixavam plataforma até então consagradas, como o Notes da IBM.

Além disso, a Google fechou contratos com Estados dos EUA, como o Wyoming e interferiu em uma negociação entre a MS e o departamento de interior dos EUA, alegando que as condições da transação no valor de quase 50 milhões de dólares beneficiava a MS de forma irregular.

Está bastante óbvio que estamos próximos a uma guerra na nuvem e que, no que tange a clientes governamentais, a Google leva a melhor. Será que tal sucesso vai se refletir nos contratos com corporações?

Markezich transforma o Google em alvo contra o qual dispara as colocações que considera pertinentes aos CIOs na hora de escolher um provedor de cloud computing.

Qual é o histórico de sucesso da empresa?

“A Microsoft parte do princípio de que a migração para a nuvem deve ser norteada pelas demandas do cliente e não pelas possibilidades do provedor. E com a Google é assim também?”

Quanto custa manter os colaboradores trabalhando?

“A reposta para a questão do temor de empresas em assumir o Google Docs é respondida pelo pavor que têm em afastar os colaboradores do conhecido ambiente do Microsoft Office. Com pouca interoperabilidade e os limitados recursos do Google Docs, a solução da Google passa a ser excessivamente cara”.

Como são suas políticas de privacidade?

“Examine com cautela as políticas de privacidade. Há como determinar a qualquer momento onde estão localizados os seus dados? As soluções da Microsoft são desenvolvidas de baixo para cima, mantendo em vista sempre questões de segurança e longa experiência no atendimento de contas corporativas”.

Roadmap em longo prazo

“É comum que se vá dormir com alguns recursos do Google e que se acorde sem eles. Tais modificações geram confusão e custos perfeitamente dispensáveis. Na Microsoft, não tratamos os clientes como cobaias”.

Para todos?

“Nem todo mundo está sediado no Vale do Silício, cercado por computadores de alta performance e conexões de internet dignas da Nasa. Na verdade, o que os clientes querem são soluções para resolver as tarefas com tranqüilidade. Para tal, a MS oferece uma vasta gama de serviços feitos sob medida para cada pessoa e sua função nas empresas”.

(Shane O'Neill)

Fonte: CIO

2011-02-17

Aprendendo sobre cloud com um economista de 1800

IT Web

Há pelo menos 4 anos virtualização é a principal tecnologia da área de TI empresarial. Ainda hoje é responsável por grande parte dos novos investimentos e seus benefícios são mais que claros: menor número de servidores, maior flexibilidade, melhora nos processos de recuperação de desastres, só para falar dos mais conhecidos.

Não é raro vermos servidores consolidados em uma relação de 10 para 1. Ruim para os fornecedores de servidores, não? Há 4 anos vendendo menos servidores graças à VMware…

Já não bastasse o problema com os servidores, esta tendência migra para a área de armazenamento. Começamos a ver tecnologias de deduplicação, economizando de 2 a 100 vezes a área original.

Além de menores vendas de servidores, agora redução no armazenamento…

Para completar o que deve ser a pior fase da indústria de TI em todos os tempos, ainda vem este movimento de cloud computing. Trazendo ainda mais eficiência à cadeia, com a consolidação em amplos datacenters capazes de lidar com os picos de capacidade de cada indústria e diluir os custos.

Ainda mais sem sentido, são os fabricantes que insistem em levar os clientes para o caminho em que farão menos dinheiro. Surpreendente…

Mais surpreendente é descobrir que mesmo após anos de virtualização, o mercado de servidores cresce e a Intel divulga resultados recorde.

Que mesmo com deduplicação, nunca se vendeu tantos sistemas de armazenamento.

E que os fabricantes têm interesse genuíno em verem os clientes cada vez mais eficientes.

A explicação vem do economista inglês William Stanley Jevons. Em 1865, muito antes de termos qualquer computador, ele estudou a mesma questão, só que com o consumo de carvão.

James Watt havia introduzido um novo motor a combustão que consumia menos carvão que o motor anterior, de Thomas Newcomen. A expectativa é que o motor mais eficiente, resultasse em um menor consumo de carvão. Assim como a virtualização.

No entanto, o novo motor, com a maior eficiência, fez os custos de energia baixarem, aumentando a demanda e o consumo de carvão!

Em tecnologia temos o mesmo cenário. Hoje, aplicações que jamais teriam servidores dedicados, possuem máquinas virtuais à disposição. Startups que jamais considerariam estruturas redundantes, possuem isto disponível e a baixíssimo custo nos provedores de cloud.

A indústria de TI sabe que quanto mais eficientes e baratos os sistemas, maior o consumo e mais formas de utilização surgirão.

Seus fornecedores genuinamente querem te ajudar!

2010-10-19

Empresas planejam investir na colaboração entre departamentos de TI

Um levantamento recente, realizado com 500 líderes de diversas áreas de negócio em todo o mundo, descobriu que a maioria das empresas investe – ou pretende investir – em iniciativas voltadas a estimular a colaboração entre seus profissionais.

Mais de 80% dos pesquisados pelo estudo, patrocinado pela Avanade, disseram que a colaboração representa uma chave para o sucesso dos negócios nesse novo ambiente econômico. Cerca de 75% deles informaram ainda que planejam melhorar as ferramentas de comunicação no próximo ano, para suportar e incentivar os ambientes colaborativos.

Se o cenário exigirá da TI ferramentas e sistemas voltados a contribuir com a criação de ambientes colaborativos, por outro lado, obrigará a uma mudança de postura dos profissionais que atuam nos departamentos de tecnologia. “Essas pessoas carregam o estigma de não serem particularmente colaborativas”, avalia Jeffery Hammond, analista da consultoria Forrester Research, que preparou um estudo sobre como desenvolver equipes de alta performance.

“Muitos departamentos de TI não valorizam a colaboração pelo fato de operarem no modelo tradicional de comando e controle”, analisa Hammond, que completa: “Como resultado, desestimulam o trabalho colaborativo e, mais importante, não valorizam a criatividade.”

Uma situação que, na visão do especialista, pode se tornar um problema, em especial nesse momento, no qual a colaboração tem se tornado uma questão imperativa para as corporações. Ao mesmo tempo, ele aponta que uma postura colaborativa pode ser valiosa para os departamentos de TI, que contam hoje com um número restrito de profissionais e precisam buscar ideias criativas para solucionar as questões de negócio, “sem ter de reiventar a roda”.

A boa notícia, segundo Hammond, é que os funcionários da TI podem ser tão criativos e colaborativos quanto qualquer outro profissional. Um estudo realizado, em 2009, pela Forrester com desenvolvedores, descobriu que metade deles escreve seus códigos fora do trabalho e cerca de 20% participam de projetos de open source (código aberto). “Esse é um sinal de que essas pessoas estão interessadas em colaboração”, aponta.

Mas como desenvolver esse espírito de colaboração e criatividade no departamento de TI? A seguir, a fabricante de semicondutores Applied Materials conta como tem implementado essa iniciativa.

Caso de sucesso
Nos últimos quatro anos, a Applied Materials reestruturou completamente o departamento de TI, com o intuito de reduzir custos, melhorar o nível de serviços e contribuir com a transformação do negócio.

Na prática, o CIO da Applied, Ron Kifer, teve de reduzir sua equipe de TI de 580 profissionais em tempo integral, em 2006, para cerca de 250 pessoas hoje em dia. Para isso, terceirizou boa parte das tarefas menos nobres e focou a equipe remanescente em tarefas estratégicas, que tragam valor real para a organização.

Recentemente, o departamento de TI deixou de operar com equipes regionais independentes para atuar como uma mesma equipe global, conta o vice-presidente corporativo e responsável pelo projeto de transformação da companhia, Jay Kerley. “Com isso, os profissionais de tecnologia precisaram encontrar formas de colaborar em tempo real e atender a clientes globais, que operam em diversos horários”, relata o executivo.

A saída encontrada foi mudar a cultura do tradicional modelo hierárquico para uma estrutura matricial de gestão da TI, na qual a resolução de problemas deve ser criada em conjunto, com a participação das equipes espalhadas em todo o mundo. Para isso, os funcionários foram estimulados a comunicar suas ideias de forma efetiva, com o intuito de engajar e debater opiniões com outros profissionais. “Mas isso exige um certo nível de confiança e maturidade”, diz Kerley.

Para garantir que a mudança fosse bem-sucedida, o vice-presidente mapeou as necessidades de comunicação da equipe. Assim, no início deste ano, ele fez uma pesquisa entre a equipe de TI, perguntando o nome das pessoas com as quais cada um precisava se comunicar com frequência e que tipo de informação era crítica nessas conversas, seja para contribuir em projetos ou buscar conselhos e ideias.

As respostas criaram um mapa de comunicação, que ilustra como as comunicações acontecem entre as pessoas e que serviu para criar a base do projeto colaborativo. A partir daí, Kerley identificou os indivíduos que mais trabalhavam em equipe e convidou 12 dessas pessoas para discutir as melhores formas de encorajar um estilo de colaboração para toda a área de TI.

“A equipe concordou que alguns dos profissionais de TI tinham dificuldades para se relacionar por conta de questões relacionadas à lingua e a barreiras culturais”, relata o vice-presidente. Outras duas barreiras apontada foi a falta de confiança e a capacidade de liderança.

Para acabar com as barreiras de comunicação, foi criado um plano de desenvolvimento, voltado aos 250 profissionais de TI. O objetivo é ajudar os profissionais a planejarem suas carreiras, estimulá-los a promover mudanças no ambiente de trabalho e buscar maneiras de trabalharem de forma mais colaborativa, explica o executivos.

Em paralelo, a companhia ainda lançou um programa de desenvolvimento com um grupo de 40 pessoas da equipe de TI, coordenado por Steve Finnerty, um ex-CIO da Kraft Foods e que foi contratado pela Applied. O executivo, que fez diversos cursos sobre mentoring (tutoria), tem a missão de desenvolver lideranças internas na companhia, bem como estimulá-los a defender o estilo colaborativo das equipes.

O objetivo do programa comandado por Finnerty, que tem previsão de dez meses, é treinar os funcionários a trabalhar em equipe e com as diversas áreas de negócio, para atingir objetivos comuns. Além disso, a companhia criou um prêmio para as pessoas que desenvolvam os melhores processos de colaboração.

Comunicação internacional

A Applied Materials realizou também mudanças voltadas a tornar as operações menos centralizadas nos Estados Unidos e mais sensíveis às necessidades dos funcionários internacionais. Isso começou com uma política na qual os empregados recebem todas as ferramentas de comunicação necessárias para trabalhar de qualquer local.

“As pessoas que estão na Índia não precisam mais voltar para o escritório às 21 horas para participar de uma conference call global. Elas podem acessar a reunião de casa”, cita Kerley. Ele explica que isso teve como objetivo garantir um equilíbrio melhor entre vida pessoal e profissional.

E o executivo informa que, apenas seis meses após a pesquisa sobre a comunicação do departamento de TI, já começa a ver os primeiros resultados. “Até os profissionais mais tímidos ou que demonstravam mais dificuldades com a língua inglesa têm participado ativamente das reuniões de brainstorming (troca de ideias)”, aponta o vice-presidente.

Fonte: Originalmente publicado por ComputerWorld/EUA em 22/09/2010

2010-10-13

Cloud computing: os desafios da gestão de acesso

A grande maioria das empresas não tem adotado o modelo de infraestrutura como serviço (IaaS) quando opta pela computação em nuvem. E o principal inibidor à disseminação do conceito são os – já conhecidos – riscos à segurança.

A dificuldade de monitoramento e de controle das infraestruturas instaladas na nuvem pública tornam a implementação de ferramentas de controle algo bastante difícil no ambiente de cloud computing. Além disso, falta a esse tipo de oferta uma plataforma de acesso centralizada e robusta.

Para os profissionais de TI e de segurança, gerenciar os acessos em um data center tradicional já representa uma tarefa bastante difícil. Mas no ambiente de cloud computing a situação se torna muitas vezes pior. Em primeiro lugar, deve-se considerar a natureza efêmera das máquinas virtuais: elas são ligadas e desligadas, mas o histórico de acesso dos usuários precisa ser mantido, mesmo depois que as máquinas desaparecerem.

O segundo problema é decidir qual o melhor local para armazenar todos os logs. Se o servidor que armazenar essas informações estiver na nuvem, não haverá registros para consultar, caso ocorra indisponibilidade do serviço. E, na hipótese da opção por manter um servidor local de logs, existe a questão da banda e do custo que isso pode representar.

Para dar conta dessa situação, pode-se formar um sistema híbrido de log nas nuvens pública e privada. Nesse formato, todas as máquinas virtuais em cloud deverão salvar os acessos em outro servidor, também posicionado na nuvem. O que pode ser uma forma preventiva de evitar problemas em caso de desastre. De forma complementar, há a possibilidade de implementar a transferência dos logs mais importantes para um servidor no data center, o que garante duas cópias de segurança.

Fonte: Originalmente publicado por NetworkWorld/EUA em 22/09/2010