2010-07-14

CEO da SAP fala sobre o tema “Inovação”

Como Jim Hagemann Snabe, co-CEO da SAP, vê o papel da inovação dentro das empresas.

O português é de Portugal, mostra algumas ações práticas, que podem de fato surtir efeito. Além de apontar mais uma visão da SAP, serve muito bem como base de discussão sobre inovação no mundo “real”. Achei fantástica a iniciativa de fazer banchmarks com companhias de outros segmentos.

Fonte : Computerworld Portugal

Jim Hagemann Snabe foi nomeado co-CEO da SAP em Fevereiro deste ano, tendo trabalhado na empresa desde 1990, onde assumiu as funções de membro do conselho executivo em 2008. A CIO falou com ele sobre a forma como vê o papel da inovação dentro das empresas.

Muitas vezes associamos a inovação ao avanço tecnológico, mas para si, enquanto líder de uma empresa, o que é a inovação? De que forma a enquadra no seu negócio?

Estamos a fazer muita coisa nessa área, tendo começado por tentar, antes de tudo, definir o que é a “inovação”, já que as pessoas tendem a confundir criatividade com inovação e pensam que ter uma grande ideia equivale a ser inovador. Nós acreditamos que ter uma grande ideia sem qualquer impacto para o negócio não é inovação, mas apenas uma grande ideia.
É por isso que achamos que é fundamental conseguir transpor uma grande ideia para o consumo – é aqui que temos a oportunidade de combinar o melhor de dois mundos.
Por um lado, somos hoje conhecidos pela nossa capacidade de crescer. Temos quase 100 mil clientes, estamos em quase todos os países do mundo e contamos com um ecossistema muito poderoso. Graças a ele, conseguimos criar algo novo e disponibilizá-lo globalmente de forma rápida.
Por outro lado, temos uma segunda dimensão, onde ainda temos trabalho a fazer, e que tem a fez com o aspecto do empreendedorismo. Ter equipas mais pequenas permite tornar estas ideias realidade. É isso que temos com metodologias ágeis. Estamos a fortalecer essas equipas para que tenham tempo de inovar com os seus clientes.
Conseguir juntar estes dois aspectos permite ter tempo para inovar. As ideias criativas são transpostas para o mercado em larga escala. O iPad é um bom exemplo disso, tendo conseguido vender um milhão de unidades em apenas 22 dias. Ou o iPhone, que vendeu um milhão em sete dias. Isto é inovação e impacto e é isso que procuramos. A engenharia é desafiada por vermos a facilidade no consumo dos produtos.
É fácil agitar o mercado dizendo: “Nós temos uma coisa nova”. Pode ser inovadora e criativa, mas se obrigar a uma grande mudança por parte do consumidor, acabará por ter um impacto reduzido no mercado. O desafio é encontrar formas de oferecer tecnologias revolucionárias de forma pouco perturbadora para os nossos clientes. E isso é muito difícil, mas se o conseguirmos, teremos mais impacto no mercado do que qualquer outra empresa na indústria.
Um bom exemplo é a ideia que lançámos no Sapphire deste ano [evento anual da SAP]: em vez de alterar dramaticamente as aplicações correntes, colocamos uma appliance junto das suites de negócio, para que faça uma cópia das transacções e a replique em tempo real para a memória, construindo-se novas aplicações em cima disso. Isto permite-nos perturbar o menos possível as aplicações, com uma tecnologia altamente inovadora.

E é desta forma que definimos inovação. E a forma como a medimos é determinar quanto tempo leva entre a concepção de uma ideia até que 100 clientes a usem de forma eficaz. Não se trata apenas do tempo de produção, mas de vermos como conseguimos chegar ao mercado e ter a tecnologia globalmente adoptada. E é este processo que queremos reduzir. Precisamos de diminuir esse período de tempo para termos mais impacto no mercado.

A ideia de ter equipas mais pequenas a conseguir um impacto maior através do conhecimento ou da criatividade faz-nos lembrar o Google e a forma como opera. Que outro negócio da nossa indústria, ou de qualquer outra indústria, conseguiu atingir esta visão de inovação?

Um grande número de empresas nossas clientes na indústria do consumo conseguiram atingir uma verdadeira inovação. Obviamente existem empresas como a Apple, Nestlé e Colgate, com produtos inovadores destinados ao consumo. E nós vamos buscar a nossa inspiração a empresas diferentes.
Por exemplo, levei toda a equipa de directores da SAP à [empresa de videojogos] Electronic Arts na Califórnia e foi lá que conseguimos aprender a melhor forma de termos feedback dos nossos clientes. Eles recebem mais de um milhão de feedbacks por jogo e este vem directamente dos jogadores, o que faz com que sejam opiniões extremamente valiosas. Estamos a tentar aprender com os melhores em diferentes categorias acerca da inovação.
Fomos também à Porsche para saber mais acerca da fiabilidade dos clientes e à Cisco para aprendermos a incubar novos negócios.
Estamos sempre desejosos de aprender mais e temos uma grande vantagem, que é o facto de estarmos presentes em 25 indústrias diferentes. Existe uma grande aprendizagem que pode ser feita para além das fronteiras da indústria e é isso que estamos a tentar facilitar e que consideramos muito interessante.

E é desta forma que definimos inovação. E a forma como a medimos é determinar quanto tempo leva entre a concepção de uma ideia até que 100 clientes a usem de forma eficaz. Não se trata apenas do tempo de produção, mas de vermos como conseguimos chegar ao mercado e ter a tecnologia globalmente adoptada. E é este processo que queremos reduzir. Precisamos de diminuir esse período de tempo para termos mais impacto no mercado.

A ideia de ter equipas mais pequenas a conseguir um impacto maior através do conhecimento ou da criatividade faz-nos lembrar o Google e a forma como opera. Que outro negócio da nossa indústria, ou de qualquer outra indústria, conseguiu atingir esta visão de inovação?

Um grande número de empresas nossas clientes na indústria do consumo conseguiram atingir uma verdadeira inovação. Obviamente existem empresas como a Apple, Nestlé e Colgate, com produtos inovadores destinados ao consumo. E nós vamos buscar a nossa inspiração a empresas diferentes.
Por exemplo, levei toda a equipa de directores da SAP à [empresa de videojogos] Electronic Arts na Califórnia e foi lá que conseguimos aprender a melhor forma de termos feedback dos nossos clientes. Eles recebem mais de um milhão de feedbacks por jogo e este vem directamente dos jogadores, o que faz com que sejam opiniões extremamente valiosas. Estamos a tentar aprender com os melhores em diferentes categorias acerca da inovação.
Fomos também à Porsche para saber mais acerca da fiabilidade dos clientes e à Cisco para aprendermos a incubar novos negócios.
Estamos sempre desejosos de aprender mais e temos uma grande vantagem, que é o facto de estarmos presentes em 25 indústrias diferentes. Existe uma grande aprendizagem que pode ser feita para além das fronteiras da indústria e é isso que estamos a tentar facilitar e que consideramos muito interessante.

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